Assassin's Creed: Irmandade - Oliver Bowden

Resenha

Hey pessoal, tudo bem?

Dando continuidade a uma das mais bem sucedidas adaptações de série de jogos para computador e videogames, o autor Oliver Bowden publica o segundo livro da franquia Assassin's Creed e consegue fazê-lo com excelência e linearidade, mantendo-o no mesmo patamar de Renascença, primeiro livro da série (Resenha AQUI!). 








Roma, outrora poderosa, jaz em ruínas. A cidade está impregnada de sofrimento e degradação, os seus cidadãos vivem sob a sombra da impiedosa família dos Bórgia. Apenas um homem poderá libertar o povo da tirania Bórgia: Ezio Auditore, o Mestre Assassino. A demanda de Ezio irá testá-lo até aos seus limites. César Bórgia, um homem mais malévolo e perigoso que o seu pai, o Papa, não descansará enquanto não tiver conquistado Itália. Nestes tempos tão traiçoeiros, a conspiração está por todo o lado, até no meio da própria Irmandade...

Após o final incrível do livro um, temos a sequencia da luta dos membros da Irmandade dos Assassinos e os Templário, agora liderados por Cesare Bórgia e sua irmã desequilibrada. A história se passa, em suma, em Roma e Ezio precisa correr contra o tempo para garantir a liberdade de sua cidade ao mesmo tempo em que tem o dever de resgatar seus amigos de um destino cruel na mão da família Bórgia. Algumas perdas fazem de Ezio o líder de seu Credo e com tamanhã responsabilidade, maior é seu desejo de vingança.
"Com um movimento súbito, o homem ergueu o braço direito. Na mão trazia uma pequena faca, cujo alvo era o coração de Ezio. O Assassino teve tempo apenas de bloquear o golpe com o braço esquerdo, e a faca girou deslizando inofensivamente pelo chão, após atingir a braçadeira.
- Vida longa à Casa Real dos Bórgia! - gritou o homem.
- Requiescat in pace - disse Ezio.
- Bem-Vindo a Valência - murmurou Leonardo."
Pág. 348
Um fato que me incomodou um pouco logo no inicio deste livro, foi o de que ele começa 15 minutos após o final do livro anterior, e isso para mim é um pouco estranho, pois não estou acostumado a essa sequencia de histórias. A maioria das sequências que leio possuem um lapso temporal de semanas ou até mesmo meses, o que é favorável à história, já que tal tempo pode ser uma implicância de amadurecimento e melhor desenvolvimento de um personagem.

Dos novos personagens o que mais me agradou foi Cesare. Por mais que ele seja um homem com sérios problemas mentais e um índole vil, sua ausência de escrúpulos chega a ser divertida em certos aspectos. Meus amigos falaram que se eu gosto dele é porque eu sou tão doente quanto (¬¬), mas meu raciocínio é o de que estamos no meio de uma guerra na qual são necessárias medidas drásticas e desesperadas. Quem aqui não faria o possível e o impossível para se manter no poder e governar uma das mais poderosas capitais do mundo?
"- Você brincou com os berloques que o poder concede. Um homem poderoso de verdade desdenharia de coisas como essas.
- Eu dei às pessoas o que elas queriam!
- Está mentindo para si mesmo.
- Poupe-me.
- O seu débito é grande, Eminenza. O prazer não merecido apenas consome a si mesmo.
O banqueiro ficou de joelhos, murmurando meias orações.
Ezio levantou a lâmina oculta.
- Requiescat in pace - disse ele."
Pág. 209
Como toda guerra, temos perdas. Muitas delas são de pessoas queridas e confesso que o leitor não é poupado em nenhum minuto, já que pessoas que imaginaríamos nunca morrer, acabam engasgando no próprio sangue algumas páginas depois. Fora isso, o enredo e a narrativa conseguiram me prender do começo ao fim (li em 24 horas), me fazendo ficar cada vez mais ansioso para saber dos acontecimentos futuros.

Recomendo a leitura deste livro para todos. Não só por conter uma história única, mas por ser capaz de transportar o leitor para becos sombrios e jardins regados a sangue.

Abraços,
    Matheus Braga
MATHEUS BRAGA
É Administrador e Resenhista do Vida de Leitor. Cursa o 6º período de Direito na UNIPEL e sonha em se tornar juiz um dia. É apaixonado por livros e possui em sua humilde coleção títulos que vão de Fiódor Dostoiévski a Cinda Willians Chima. Seus livros favoritos são: O Nome do VentoA Descoberta das BruxasThe Summoning, Hunger GamesWithe Cat e Contos de Meigan - A Fúria dos Cártagos.
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