Assassin's Creed: Renascença - Oliver Bowden

Resenha

Hey pessoal, tudo bem?

Vocês devem estar se perguntado o motivo pelo qual ainda não tinha lido esse livro. A resposta é simples: depois de algumas adaptações pífias de alguns jogos/filmes para os livros, fiquei completamente receoso. Contudo, como esta leitura foi indicação de uma amiga, decidi finalmente superar meu medo e foi com maestria e uma excelente escrita que Oliver Bowden conseguiu restaurar minha fé nas adaptações. Assassin's Creed: Renascença deveria ser leitura obrigatória!







Traído pelas famílias que governam as cidades-estado italianas, um jovem embarca em uma jornada épica em busca de vingança. Para erradicar a corrupção e restaurar a honra de sua família, ele irá aprender a Arte dos Assassinos. Ao longo do caminho, Ezio terá de contar com a sabedoria de grandes mentores, como Leonardo da Vinci e Nicolau Maquiavel, sabendo que sua sobrevivência depende inteiramente de sua perícia e habilidade. Para os seus aliados, ele será uma força para trazer a mudança lutando pela liberdade e pela justiça. Para os seus inimigos, ele será uma ameaça que procura destruir os tiranos que oprimem o povo da Itália. Assim começa uma épica história de poder, vingança e conspiração.
O livro conta a história de Ezio Auditore, um jovem de 17 anos (o livro finaliza quando ele já está com 44 anos) que, devido à traição de um amigo querido, vê seu pai e irmãos serem enforcados em praça pública. Fugindo de Florença com sua mãe e irmã sobrevivente, ele dirige-se à casa de seu tio, Mario Auditore, para buscar proteção e treinamento na arte de ser um mercenário. Contudo, ele acaba por descobrir que o que ocorreu com sua família é apenas a ponta do iceberg e que uma guerra envolvendo os Templário e o Credo dos Assassinos iria decidir o destino do mundo. No coração de Ezio a semente da vingança foi plantada, e seu inimigos irião colher os frutos mais cedo do que imaginam.
"Ezio não hesitou. Era a vida dele ou a de seus amigos, e então deu valor às novas técnicas que seu tio tinha insistido em lhe ensinar. Rapidamente, concentrando a mente e os olhos na quase escuridão, puxou duas facas e as atirou, uma depois da outra, com precisão mortal. A primeira atingiu um dos arqueiros na nuca - o golpe o matou instantaneamente. O homem caiu por sobre as ameias sem um sussurro sequer."
Pág. 103
Bowden conseguiu juntar todos os requisitos para uma ótima aventura e o fez de maneira que o leitor ficasse instigado a ler sempre a próxima página. A narrativa é feita em terceira pessoa (tenho uma certa dificuldade para me acostumar, pois prefiro a em primeira) e é muito bem estruturada. Não encontrei nenhum erro e achei a divisão de capítulos bem adequada ao tipo de história e à passagem temporal. Cabe ressaltar que a história do livro se passa em Florença/Veneza/Roma e outras e por isso o uso de expressões em italiano e latim são comuns durante o desenvolver da narrativa, motivo este que ensejou na criação de um glossário ao final do livro para que o leitor confira o significado das palavras/frases. 

Os personagens presentes na obra são ricos e MUITO bem desenvolvidos. Ezio é o protagonista que mais gostei até agora, dentre os livros do gênero, pois ele além de perspicaz e muito habilidoso na arte do assassinato, ele o faz com honra, na medida do possível para um assassinato e sempre busca fechar os olhos das vítimas e dizer "Rest In Peace". Fato esse que me emocionou em uma das lutas. Os demais personagens, principalmente os do Credo dos Assassinos, são mortalmente encantadores (imagina o sonho que seria conhecer Maquiavel pessoalmente *__*). Da Vinci também possui um papel fundamental na trama e é uma das pessoas mais carismáticas que "conheci''.
"Ezio sentiu dificuldade de encontrar palavras. Ele entendia o mundo frio da política, onde certo e errado são com frequência muito indistintos, mas o rejeitava."
Pág. 152
Uma coisa que me agradou muito foi uma questão levantada pelo protagonista acerca dos momentos que antecedem o assassinato praticado pelos vilões, que é: "Porque esse povo perde tempo se gabando ou falando demais?" Essa é a mais pura verdade, já que sempre que o vilão está falando, no lugar de "meter bala" na pessoa, ele acaba por perder a vantagem e morrer engasga no próprio sangue.

O final do livro foi um pouco confuso pois durante toda a narrativa temos Ezio assassinando as pessoas à moda antiga, ou seja, com facas, lâminas envenenadas e armas portáteis ao final somos apresentados a um certo poder que emana da Maçã e da Cruz Papal, o que me deixou com um pé atrás pois não acho que a premissa de poderes para poder matar ou realizar coisas sobre humanas se enquadraria neste enredo.

"Nada é verdade. Tudo é permitido."
Abraços,
    Matheus Braga
MATHEUS BRAGA
É Administrador e Resenhista do Vida de Leitor. Cursa o 6º período de Direito na UNIPEL e sonha em se tornar juiz um dia. É apaixonado por livros e possui em sua humilde coleção títulos que vão de Fiódor Dostoiévski a Cinda Willians Chima. Seus livros favoritos são: O Nome do VentoA Descoberta das BruxasThe Summoning, Hunger GamesWithe Cat e Contos de Meigan - A Fúria dos Cártagos.
Twitter/Facebook/Skoob - Blogvidadeleitor@gmail.com
Observação: Caso o formulário de comentário não esteja visível, atualize a página.