Reformed Vampire - Catherine Jinks

Resenha

Hey pessoal, tudo bem?

Ganhei esse livro em uma promoção realizada pela Paty do blog Mágica Literária. Devo dizer que participei mais pelo kit que vinha junto com o livro do que pelo livro em si, pois já estou um pouco cansado de ler sobre vampiros, lobisomens e tudo mais. Todavia, o livro acabou por ser original e muito engraçado, fazendo com que eu, além de ver um novo lado dos vampiros, pudesse dar altas gargalhadas.


Reformed Vampire – Grupo de Apoio ao Vampiro" é uma história diferente de tudo o que você já leu sobre vampiros. Na verdade, você vai conhecer o lado real de ser um vampiro, aquele que ninguém conta! Eles estão quase sempre doentes ou com dor, e se reúnem em uma espécie de terapia de grupo para discutirem seus problemas e como controlar seus instintos, ou seja, o desejo de sair mordendo pessoas. Nina tornou-se vampira quando tinha apenas quinze anos, e não envelheceu um dia desde então. Mas também não teve um dia sequer de diversão, já que sua rotina isolada dentro de casa é incrivelmente chata, sem poder fazer o que realmente tem vontade. No entanto, tudo vai mudar na vida dela e de seus amigos vampiros quando um membro do grupo é morto de forma misteriosa. Tendo sua identidade ameaçada, terão que sair à caça do assassino, e logo se descobrirão em uma disputa contra lobisomens. Será que vampiros tão frágeis poderão vencer uma batalha como esta? Sangue, desejo e instinto vem à tona com uma bala de prata no peito, estopim de uma batalha em busca da identidade.
A obra conta a história de Nina, uma escritora vampira, que escreve sobre vampiros. Mas se você pensa que ela escreve sobre como é sua vida você está enganado. Os vampiros criados por Nina são bonitos, determinados, poderosos e sempre salvam o dia. Ao contrario dos "na vida real" que estão sempre doentes e que não conseguem nem olhar para uma luz muito forte sem que seus olhos comecem a sangrar. 

Ela e seus amigos, um grupo de vampiros nada usual, frequentam o programa Grupo de Apoio ao Vampiro, onde ajudam uns aos outros, pois nenhum deles é forte ou saudável. Porém, tudo muda quando um integrante do grupo é assassinado por um homem/mulher misterioso que acredita que os vampiros são como nos filmes: Mortais para a humanidade.
"É engraçado ver quantas mentiras você conta a si mesmo quando está assustado demais."
Pág. 86
Jinks escreve de uma maneira singular, fazendo com que seus leitores, além de visitarem outros mundos com suas histórias, fiquem descontraídos durante toda a trama. Os vampiros criados por ela fogem aos tipos que encontramos hoje em quase qualquer livro YA. Eles não são sedutores, ricos e possuem aos seus pés mulheres/homem sem vontade própria que são interpretados por atores/atrizes sem qualquer expressão facial. Neste novo mundo, tais seres são extremamente doentes e não possuem nenhum tipo de habilidade ou força corporal, de maneira que se alguém estiver caçando-os, o máximo que podem fazer é esperar, ou tentar correr sem desmaiar/vomitar sangue.

Os personagens são bem construídos, porém alguns deles são dispensáveis e não acrescentam em nada na história. Por outro lado, a protagonista também foge aos padrões pois, além de super irônica e com uma imaginação muito fértil, ela não quer aceitar o fato de que é uma vampira, sendo que mais de meio mundo daria até mesmo um braço para ser imortal. Dentre todos os integrantes do Grupo de Apoio, meu favorito é Reuben, um lobisomem vegetariano com sérios problemas de raiva. Até simpatizei um pouco pelo padre, mas, sinceramente, ele é muito chato em algumas horas, sempre dando algum sermão ou algo do tipo.
"Jamais em meus sonhos mais loucos eu tinha esperado ser caçada por um verdadeiro matador de vampiros. Afinal, Blade e Van Helsing são personagens fictícios; não se espera que eles saiam andando por aí na vida real"
Pág. 44
As únicas coisas negativas que encontrei nesta obra são, em primeiro lugar, alguns diálogos muito "sem sal", sendo quase sempre protagonizados por Horace, que diz coisas como: "[...] Por que você ainda escova o cabelo se ninguém quer ver essa sua cara feia?". Sério, meu irmão de 12 anos sabe dar uma "tirada" melhor que essa. A outra é o fato de que encontrei MUITOS erros de digitação, coisas como um "quanto" no lugar de um "quando'' e "chatos" no lugar de "chatas".

Fora os pontos ressaltados no parágrafo acima, recomendo o livro para aqueles que estão cansados de vampiros brilhantes ou melosos ao ponto de enjoar. Afinal, eles estão, tecnicamente, mortos. XD

Abraços,
  Matheus Braga
MATHEUS BRAGA
É Administrador e Resenhista do VDL. Cursa o 6º período de Direito na UNIPEL e sonha em se tornar juiz um dia. É apaixonado por livros e possui em sua humilde coleção títulos que vão de Fiódor Dostoiévski a Cinda Willians Chima. Seus livros favoritos são: O Nome do VentoA Descoberta das BruxasThe Summoning, O Sussurro Mais Sombrio  e  Withe Cat.
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