Uma Nota Errada - Gordon korman

Resenha

Olá pessoal, tudo joia? ^ ^

Quem de vocês já teve a oportunidade de ler alguma das obras do Tio Rick Riordan, irá entender completamente a minha insatisfação ao terminar de ler este volume da série The 39 Clues. Para quem ainda não ouviu falar nesta série, ela possui 10 volumes e cada um deles é escrito por um autor diferente, dando ao leitor a oportunidade de desfrutar do mesmo enredo e viajar para o mesmo mundo sob a perspectiva de uma outra pessoa. Veja a resenha do primeiro livro AQUI, bem como algumas informações sobre o mundo onde se passa a história e da família que deu origem à caça às pistas.

POR SER O 2º VOLUME DE UMA SÉRIE ESTA RESENHA PODE CONTER SPOILERS.









Com muita dificuldade, Amy e Dan encontraram a primeira das 39 pistas. Agora eles seguem os passos do músico Wolfgang Amadeus Mozart e vão à Viena. Mas quem lhes conduz nessa descoberta é Maria Anna (ou Nannerl), irmã de Mozart, por meio de seu diário. Seguindo a trajetória do grande compositor, os irmãos vão também para Veneza, onde descobrem nada menos que a base secreta de um dos clãs da família Cahill. Em "Uma Nota Errada", os irmãos Cahill descobrem que o mais difícil não é encontrar as pistas, mas despistar seus competidores cada vez mais implacáveis.

O livro começa com os irmãos Dan e Amy, bem como Saladin, o gato Mau Egípcio e Nellie, a babá que Dan fica insistentemente chamando de au pair, que é a mesma coisa mas que ele acha que se chama-la assim não será tratado como criança (não preciso nem comentar o quanto isso é chato e que a cada capítulo isso acontece ¬¬), indo para Veneza em busca da próxima pista que tem como denominador comum Wolfgang Amadeus Mozart, que dispensa explicações.

Como é tipico desta série, os demais times que estão em busca do tesouro, que dará poderes ilimitados a quem o possuir, estão em busca de Dan e Amy, que mesmo sendo os mais novos, ingênuos e sem recursos, estão sempre na frente dos demais quando o assunto é desvendar as pistas. Dentre nossos queridos agressores temos: Os irmãos Kobra, que são duas crianças que nasceram para o mundo do crime e possuem técnicas de tortura bem criativas, os Holt, uma família digna de embalagem de suplementos para atletas, Irina Spasky, ex-espiã da KGB e Alistair Oh que é o membro mais experiente de todos mas sempre é passado para trás pelos irmãos Cahill.

A parte histórica do livro é bem agradável de se ler, a riqueza das informações que o autor traz nos mostra uma grande pesquisa dos pontos históricos e turísticos das cidades visitadas e dos personagens citados, como Mozart e sua irmã. O autor nos mostra um lado da vida deste compositor que não é conhecida por aqueles que não são amantes da música clássica, como o talento de sua irmã, Nannerl,  para a música, que não era apreciado e não teve seu devido mérito por ser uma mulher.

Após alguns ocorridos, nossos protagonistas conseguem invadir o quartel general dos Janus (Para saber a divisão de clãs da família Cahill CLIQUE AQUI!!), clã no qual Mozart era membro. Não preciso dizer o quão fácil foi para os dois irmãos entrarem em um quartel general enorme. Esta cena é tão ridícula, mas tão ridicula, que em uma sala GIGANTESCA com aproximadamente 30 pessoas, Amy e Dan simplesmente se "misturam" à multidão sem serem percebidos. Agora eu pergunto: COMO? Em um quartel onde todos os membros se conhecem e em uma sala aberta com apenas 30 pessoas, eles simplesmente saem andando como se fossem membros VIP's?? ¬¬

O maior problema em fazer resenha de séries de livros é que você precisa se conter e liberar o minimo de informações sobre a história, afinal, nem todos já leram o primeiro volume. Contudo, posso afirmar que este livro foi uma grande decepção para mim e para muitos leitores que amam esta série. Para quem leu o primeiro livro, temos uma narrativa rica e recheada de diálogos inteligentes e audaciosos, o que não ocorre no livro dois. Diálogos como "[...] e o alarme soou como inúmeras sirenes policiais. - Nossa Amy, o alarme, temos que sair daqui correndo!"

Mesmo contendo diálogos pífios como o citado acima, devo dizer que a fluides do texto e as cenas cômicas são pontos que contam muito a favor nesta obra. Como o trecho abaixo que me rendeu muitas gargalhadas.

"Ele observou espantado enquanto ela fazia uma pilha enorme de CDs.
- Pronto- ela concluiu, pondo Frank Zappa's greatest hits no topo da pilha. - Acho que já está bom para começar.
- Você é mesmo apaixonada por música - disse o funcionário de olhos arregalados.
- Não, eu sou cleptomaníaca. - E ela saiu correndo pela porta."

Pág -  110 e 111


Se você tem uma opinião diferente sobre a obra, deixe-a nos comentários. XD

Abraços,
  Matheus Braga
MATHEUS BRAGA
É Administrador e Resenhista do VDL. Cursa o 5º período de Direito na UNIPEL e sonha em se tornar juiz um dia. É apaixonado por livros e possui em sua humilde coleção títulos que vão de Fiódor Dostoiévski a Cinda Willians Chima. Seus livros favoritos são: O Nome do VentoA Descoberta das BruxasThe Summoning, O Sussurro Mais Sombrio  e  Withe Cat.
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