A Lenda de Hogni – W. Donadon

Fala galera, tudo bem? 


Confesso que inicialmente fiquei com medo ao aceitar este livro para resenhar, tanto porque o autor é muito novo, tanto porque é seu primeiro livro. Como estava enganado. 




 Quando uma nação de deuses é colocada em risco de guerra contra uma titânide poderosa esquecida, aprisionada num cinturão, Högni é marcado pelo destino como o único capaz de proteger o artefato e salvá-los do problema. Entretanto o cinto acaba inesperadamente sendo usado e a violenta Adhara se liberta com intenções de tomar posse daquela oculta e ancestral dimensão paralela, dominando os continentes e escravizando o povo. A antes fria união e sólida confiança entre as divindades se abala e alguns optam por apoiar a causa inimiga. Agora cabe ao jovem lutar contra sua mais perigosa oponente e proteger os deuses, cumprindo o que foi profetizado, ou sofrer as graves consequências. 



O livro começa com Henri, nosso protagonista, na casa de campo de sua melhor amiga, Beatriz. Enquanto se divertem, Sofia, a governanta, conta-lhes a história da represa e a lenda envolvendo o herói Hogni. Quando terminei de ler esta parte da história, acreditei que o livro seguiria esta mesma mitologia, introduzindo futuramente o personagem cujo nome da titulo ao livro. Contudo, mais uma vez o autor me surpreende e muda totalmente o rumo da história, e o que é melhor, sem perder o foco. 

Quando um personagem misterioso tenta/consegue matar Henri, ele desperta em um mundo totalmente diferente daquele ao qual estava acostumado, um mundo onde faunos, elfos e  deuses gregos são reais. Enquanto “boia” no rio Aqueronte, Hestia, deusa dos laços familiares, o salva dizendo que um terrível mal destruirá o mundo dos deuses e que era seu destino salva-los. Como muitos de vocês, caros leitores, sabem que nomes têm poder, nosso protagonista decide adotar o mesmo nome de nosso herói da represa, passando a ser chamado de Hogni, mas não abandonando seu lado humano, mesmo que ele não o seja. XD 

No decorrer da história nos é apresentado novos personagens como Hefesto, o deus das forjas, Poseidon deus dos mares, Hades deus dos mortos e Zeus, que dispensa explicações. Também percebi a evolução no estilo de escrita no autor, que inicialmente apresentava uma série de diálogos "brutos", mas que com o passar das paginas foi lapidando sua história. 

O trabalho da Novos Talentos da Literatura ficou muito bom. As divisões de capítulos e diagramação estão de parabéns. A capa é bem chamativa, e a arma utilizada por Hogni é semelhante à de Ezio, como pode ser visto no início da resenha.

Os únicos problemas que encontrei no livro foram alguns erros de revisão como a ausência de algumas palavras ou algumas repetições. Outro ponto que me desagradou foi que toda vez que o tempo passava, frases como “e o dia passou sem ser percebido”, “e o dia passou sem ser notado” e “o dia passou rápido” estavam presentes.

A Lenda de Hogni foi um livro que realmente me surpreendeu e é super recomendado para aqueles que gostam de uma grande aventura com doses balanceadas de batalha e romance (mesmo que alguns digam que ambos são sinônimos). 

Abraços

Matheus Braga - @MatheusBragaM



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