Vida de Escritor #05 - Carol Sabar

Olá pessoal!

Hoje venho apresentar a vocês uma jovem autora que estará lançando, agora em outubro, seu primeiro livro. O lançamento será pela editora Jangada, novo selo de ficção e fantasia da editora Pensamento, ou seja, não é pouca coisa. E o que mais me deixa feliz é o fato de ter sido escolhida para fazer a capa desse livro incrível.

Então vamos conhecer um pouco mais da autora Carol Sabar e de seu novo livro "Como (quase) namorei Robert Pattison". Com esse título a história promete, não acham?


1 - Quem é Carol Sabar?

Olá! Tenho 27 anos, sou mineira de Juiz de Fora, onde sempre morei. Engenheira por formação, escritora por paixão. Observadora, detalhista, curiosa, perfeccionista, viciada em internet. Gosto das manhãs e do inverno. Amo café, capuccino, pão de queijo, biscoito de polvilho. Adoro conversar, viajar, ler, ouvir música (mil vezes a mesma música), assistir a seriados. Adoro viver.

2 - Como surgiu a ideia da trama do livro?

A ideia surgiu de repente. Era dia primeiro de abril e eu estava parada no trânsito engarrafado, divagando sobre o nada. Eis que me vem à mente a imagem de Robert Pattinson passando óleo bronzeador nas pernas de uma fã. É claro que fiquei rindo sozinha. Assim que cheguei em casa, comecei a escrever. No dia 5 de abril, dia do meu aniversário, terminei, imprimi e entreguei o primeiro capítulo à minha melhor amiga, jornalista e devoradora de livros. Ela amou a ideia e me acompanhou até o fim da história, capítulo a capítulo.

3 - Você tem algum autor ou autores que você considera sua fonte de inspiração?

Desde que comecei a escrever assiduamente, tudo que leio me serve de inspiração. Eu me permito mergulhar na história. Depois que termino, releio alguns trechos com olhos mais estudiosos, procurando entender como o autor lidou com conflitos, desenvolveu personagens, encaixou os diálogos. Eu adoro diálogo! Diálogo é a alma da história, o que dá vida e sentido.
Para escrever “Como (quase) namorei Robert Pattinson”, eu me inspirei nas escritoras do gênero jovem e jovem-adulto com humor: Meg Cabot, Sophie Kinsella, Paula Pimenta, Thalita Rebouças.

4 - Qual seu estilo de literatura favorito? E quais os livros que mais gosta?

Sou eclética em minhas escolhas literárias. Mas tenho uma queda por histórias de humor. Eu adoro rir. Certa vez, me deu a louca de reler “As Pernas de Úrsula”, de Claudia Tajes, em um café. O que aconteceu? Eu comecei a chorar. Chorar de rir. Rir de passar mal. A ponto de o garçom vir em meu socorro com um copo de água.
Eu amo literatura jovem-adulto. Amo leituras leves, sem obrigação de “moral da história”. Se eu tivesse de escolher meu livro preferido do gênero seria “Tamanho 42 não é gorda”, de Meg Cabot.

5 - Você trabalha com Engenharia de Produção né? Como surgiu a vontade de ser escritora? Sempre foi um objetivo ou aconteceu de repente?

Sim, eu sou Engenheira de Produção e trabalho na empresa da minha família, a fábrica de meias Polo, desde 2002.
Acho que num país como o Brasil, com pouco incentivo à arte em geral, ser escritora simplesmente acontece. Pelo menos, no meu caso, não houve planejamento.
Estudei piano e violão por muitos anos e fui obrigada a abandonar o conservatório quando entrei na faculdade, por incompatibilidade de horários. Daí, mergulhei fundo nos cálculos. Depois que me formei, comecei a trabalhar em período integral. Mas sempre guardei essa angústia, essa necessidade de me expressar artisticamente, como fazia através da música. Há alguns anos, comecei a escrever para mim mesma, um texto aqui, outro ali. Depois com mais freqüência. Acabei descobrindo que inventar histórias é o que mais gosto de fazer na vida.

6 - Como foi o processo de escrever o livro? Demorou quanto tempo desde a ideia até a finalização do texto?

Foi frenético. Eu escrevia sem parar, sete dias por semana. Escrevia cenas inéditas à noite, aos sábados e domingos, e revisava o texto de dia, durante as folgas do trabalho. A pesquisa foi intensa também. A história é cheia de detalhes, de tiradas de humor. Às vezes, para finalizar uma única piada, eu demorava dias.
O processo todo levou uns sete meses. E olha que o livro não é pequeno, não! Em número de palavras, se assemelha ao “Crepúsculo”.

7 - Como foi o processo de conseguir uma editora? A Pensamento foi a primeira que tentou ou teve outras?

Foi uma empatia instantânea. O Grupo Editorial Pensamento se interessou pelo livro muito rapidamente. Tive sorte de encontrar pessoas tão boas e competentes.
Escrever é um trabalho bastante solitário. Publicar o que se escreve? Jamais.
Publicar é um trabalho de equipe em que cada pessoa deixa sua marquinha. Agente, editor, revisor, diagramador, ilustrador, marqueteiro, livreiro etc, etc.
Quando todos pensam positivamente e dão o sangue, o resultado é incrível. Como aconteceu com o meu livro, graças a Deus. Ficou ma-ra-vi-lho-so!

8 - Como foi para construir os personagens? Você se baseou em alguém conhecido para fazer a Duda? E o Miguel (sósia do Rob) foi baseado em alguém?

A Duda é baseada em todas as garotas loucas pelo “Crepúsculo” e por Robert Pattinson. Garotas românticas, sonhadoras, apaixonadas, Julietas de um Romeu.
Já o Miguel, que é a cara do Rob, a cópia perfeita... Não sei como surgiu!
Você já deu de cara com um sósia do Robert Pattinson por aí? Na rua, na chuva, na fazenda? Na praia, no shopping, no cinema? Em Ipanema ou em Manhattan? Não? Mesmo? Sério?
Puxa! Que sortuda a Duda é...

9 - Esse é seu primeiro livro né? Como está sendo a expectativa do lançamento? Se sente preparada para saber a opinião dos leitores e críticos a respeito dele?

A expectativa é angustiante. Estou louca para saber o que os leitores vão achar de uma história que saiu da minha cabeça tão despretensiosamente. Depois da publicação do livro, as personagens não pertencem mais ao autor. Ganham asas, voam pelo mundo. E cada leitor terá o direito de ter uma opinião formada sobre elas. Deve ser muito estranho... Bem, depois eu conto!
Sobre as críticas... não sei como vou recebê-las. Mas não tenho a pretensão de agradar todo mundo. Nem poderia. As pessoas são diferentes, têm gostos diferentes. Ainda bem que é assim.

10 - A idéia de utilizar o Robert Pattinson e os elementos de Crepúsculo foi pelo fato de você ser fã da série ou apenas foi uma ideia que surgiu na sua cabeça?

Eu amo a saga “Crepúsculo”, reli os livros muitas vezes. Mas a ideia simplesmente surgiu na minha cabeça.

11 - Pode falar um pouco mais sobre a história? O que os leitores podem esperar dela?Como (quase) namorei Robert Pattinson” é a história da Duda, uma garota viciada na saga “Crepúsculo” e que, junto de suas amigas, vai para Nova York, para uma temporada de estudos. Na cidade que nunca dorme, Duda começa a fazer planos mirabolantes para conhecer Robert Pattinson pessoalmente. Sua obsessão ganha fôlego depois de um incidente com seus únicos e insubstituíveis livros da saga. É quando Duda percebe que uma mudança em seu comportamento “crepuscólico” é mais do que urgente.


Só que as coisas pioram (ou melhoram) ainda mais quando ela conhece Miguel Defilippo, seu vizinho, que é a cara do ator de Hollywood. Miguel é lindo, rico, educado, apaixonante. Mas é muito, muito misterioso, e vai deixar a vida e o coração da Duda de pernas para o ar!
É um livro engraçado. Com pitadas de suspense, muitas aventuras, reviravoltas, surpresas. Para chorar de rir mesmo!

12 - Tem planos de escrever outros livros? Esse livro mesmo tem um final ou terá uma continuação?

O livro tem um final, sim, tudo se fecha e se encaixa perfeitamente. Mas não descarto a possibilidade de escrever uma continuação. A história da Duda dá muito pano para manga. Outras risadas, outras loucuras. A Duda é muito gente boa! Para mim, é como se ela existisse de verdade, como se eu pudesse chamá-la para um café, jogar conversa fora. Foi difícil colocar um ponto final, me separar de uma amiga...

13 - O lançamento é para outubro não é? Você participará de algum evento literário próximo ou fará sessão de autógrafos para promover o livro? Se sim já tem algum agendado e onde?

O lançamento oficial do livro será em Juiz de Fora. Depois disso, devo viajar para promovê-lo. Assim que a agenda estiver definida, postarei no meu site.

14 - Pode deixar uma mensagem para os leitores e também os teus contatos?

Valeu, galera do “Vida de Leitor”! Adorei conversar com vocês!
Continuem acompanhando as novidades.

Twitter: @CarolSabar

Deixo aqui, um trecho inédito de “Como (quase) namorei Robert Pattinson”. Em outubro nas livrarias!


Meus olhos focalizam um cartaz marrom.
É o cartaz do filme Lua Nova, ou melhor, do New Moon!
Meu coração dispara. Minhas mãos correm para acariciar o vidro da janela como se ele fosse o rostinho de Edward Cullen. Tudo bem, já sei. Fui ao cinema assistir ao New Moon três vezes. Na verdade, foram quatro, mas é que a estreia não conta, já que as garotas não paravam de berrar histericamente a cada aparição de Robert Pattinson, de modo que, mesmo sabendo exatamente o que ia acontecer na cena seguinte, eu não consegui escutar as falas dos personagens. E isso é péssimo! Péssimo, péssimo! Sabe, pensando bem, agora que estou nos Estados Unidos, o país de Hollywood, não é má ideia ir ao cinema outra vez, é? Aliás, preciso mesmo conhecer uma sala de cinema americana. Faz parte da cultura local. Também preciso treinar o inglês. Os professores não dizem que uma das melhores maneiras de se familiarizar com o idioma é assistir a filmes sem legendas? Pois então. Está decidido. Qualquer dia irei ao cinema assistir ao New Moon com o único intuito de aprender. Quem sabe amanhã.”

Beijinhos crepuscólicos,
Carol Sabar

Confiram a capa do livro que estará disponível em outubro, em todas as livrarias do país:


Abraços a todos,
Carol

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