O Livro Perdido Das Bruxas de Salem

Fala pessoal, tudo bem com todos vocês?


É complexo descrever em palavras o que senti durante a leitura deste livro, por isso tentarei passar para todos vocês o que, segundo o San Francisco Chronicles, não é nada menos que “uma leitura diabolicamente saborosa”.



Sinopse:
Connie Goodwin queria que 1991 fosse um ano exclusivamente dedicado aos estudos para sua dissertação de mestrado em Harvard. No entanto, por insistência de sua mãe, acaba indo para o interior do condado de Essex cuidar da reforma da casa da avó. Assim que se estabelece no antigo casarão, começa um mergulho inevitável no passado daquele lugar e fica especialmente interessada pela figura de Deliverance Dane, uma mulher reconhecida em sua época por curar doentes, receitando remédios e poções.
É no condado de Essex que fica a famosa cidade Salem, palco dos históricos julgamentos de 1692, quando mais de 150 pessoas foram presas e acusadas de bruxaria e mais de vinte condenadas à forca. O episódio, considerado um dos mais infames da história dos Estados Unidos, ficou marcado como um triste exemplo de histeria coletiva, disseminada por uma comunidade em busca de vingança.

Este foi um livro que me cativou nas primeiras quatorze paginas pois a maneira como a autora narra a história, deixando algumas partes ambíguas, as quais só terão respostas na imaginação daqueles que percebem que a linha que separa o místico do real é mais tênue do que se imagina, é simplesmente PERFEITA.

Um aspecto que chama bastante a atenção no método de escrita de Katherine Howe é a maneira como ela constrói cada personagem. Connie, apelido de Constance, é inteligente, metódica e que prefere esconder seus sentimentos atrás de uma máscara de cinismo e ironia, como várias pessoas (apesar de não conseguir sustentá-la quando está na presença da mãe), do que mostrar o que realmente está sentindo. Sem contar que ela é uma acadêmica de Harvard (*_* meu sonho estudar lá).

Outro fato extremamente interessante, que só fui descobrir ao terminar a leitura, é que Katherine Howe é descendente de Elizabeth Howe, enforcada como bruxa em 1692. Após tal descoberta, o significado que o livro teve mudou completamente. O que antes aparentava ser uma história embasada em fatos fantasiosos criados pela autora, passa ser um relato sobre o sofrimento e desespero das mulheres que viveram durante a inquisição em Salem presenciaram.

A narrativa conta com diálogos bem elaborados e capítulos que instigam o leitor a querer saber o final, tendo sempre uma alternância entre passado e presente sem que o leitor fique confuso. Algumas passagens me renderam muitas gargalhadas, como esta: “Galinhas que nos presenteiam com ovos do tamanho de melões” (O.O qual o tamanho dessa galinha? Avestruz?). Mesmo contendo todos os aspectos supracitados, este não é o tipo de leitura que apetece à maioria das pessoas, já que ela é bem mais densa do que os demais livros que circulam no mercado atualmente.

A capa deste livro é simplesmente perfeita, a maneira como a ilustração das orelhas e da lombada foi elaborada (ela possui um certo aspecto dos livros mais antigos com encadernação em couro), bem como a diagramação e a divisão de capítulos, são aspectos que merecem seu devido espaço.


Algumas versões da capa que merecem destaque:





E para aqueles que já leram o livro A Descoberta das Bruxas, convido-os a descobrir os mistérios contidos na mais sangrenta caça às bruxas, e os desafio a descobrir quem realmente foi Deliverance Dane.






Abraços.
Matheus Braga - @MatheusBragaM

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