Hunger – Jackie Morse Kessler

Fala galera, tudo bem com todos vocês?

Se alguém, algum dia, batesse em sua porta e te entregasse uma balança de bronze, dizendo que, a partir daquele momento, você é um dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse, o que você faria?


Sinopse:

Lisabeth Lewis tem um corcel negro, uma balança e um novo emprego: ela foi nomeada Fome. Como uma garota anoréxica de dezessete anos de classe média alta pode se tornar um dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse? Viajar pelo mundo em seu corcel liberta Lisa de seus problemas em casa: sua constante batalha contra a fome e a luta para escondê-las das pessoas que gostam dela. Mas ser a Fome propriamente dita, a força a ir a lugares onde a fome é uma parte dolorosa da vida cotidiana e a enfrentar os efeitos horríveis de seu incrível novo poder. Conseguirá Lisa encontrar uma maneira de controlar esse poder? E a coragem de combater seus próprios demônios interiores?

O livro começa em um ponto no qual Lisa já havia sido convocada para se tornar Famine (Fome), porém, ela acha que nada disso aconteceu, e que a balança de bronze e o corcel negro em seu jardim não passaram apenas de um sonho.

Como foi dito na sinopse, Lisa é anoréxica, mas não aceita sua própria condição, brigando com seu namorado e sua melhor amiga, simplesmente porque eles disseram que ela precisa de ajuda. Como portadora desta doença, sua luta contra a fome dura vinte e quatro horas por dia, o que é irônico, já que ela foi designada como a responsável para levar fome para o mundo.

Lisa é mimada, não encara a realidade e é extremamente infantil (ao ponto de quando escuta algo que não quer ouvir, ela tapa os ouvidos com as mãos e sai gritando "la la la la").


Outra coisa irritante no livro é a maldita voz que fica dentro da cabeça de Lisabeth, contabilizando tudo, toda vez que ela pensa em comer algo. Um exemplo para vocês é quando ela pensa em comer uma torrada e a voz diz: "Uma torrada, 80 calorias, 45 minutos de corrida ou 1 hora na bicicleta". Sério, vocês não têm noção do quanto é irritante, já que a garota pensa em comida o tempo todo.


Existem várias passagens filosóficas no decorrer do livro, envolvendo a Fome, a Guerra, a Peste e a Morte. Mas a mais legal de todas foi quando Lisa pergunta para a Morte como ela faz o trabalho dela, e ela responde: “[...] eu fico parado, cedo ou tarde, todos virão até mim”. Quando você lê isso, bate aquele sentimento de desespero, em que você fica pensando: "meu Deus, eu estou com dezenove anos e daqui a pouco eu estou com sessenta. Logo depois eu estou morto".

O ápice do livro foi quando Lisa (Famine) decide usar seu poder pela primeira vez. Ao observar algumas pessoas em um restaurante, comendo feito porcos, "Junk Food" -porcarias-  decide mostrar a essas pessoas o que é realmente sentir a fome que ela sente, sem poder satisfazer-se (porque a doença não deixa). Sinceramente, foi interessante e nojento ao mesmo tempo, as pessoas literalmente começaram a comer umas as outras, o que me lembrou de um episódio de Supernatural.

O inicio da leitura é bem arrastado, tanto pelo fato de conter um vocabulário bem específico com relação às passagens bíblicas, como por conter termos técnicos acerca dos distúrbios alimentares presentes no livro como anorexia, bulimia, etc. Eu li o livro em inglês, e mesmo acostumado com esse idioma, tive de parar várias vezes para consultar o dicionário.

Um ponto contra é que o livro possui apenas cento e setenta e sete páginas e a autora gasta muitas páginas fazendo descrições desnecessárias sobre a doença e o drama adolescente de Lisa, ao invés de focar na temática Cavaleiros do Apocalipse.

A capa é simplesmente maravilhosa, toda metalizada e com vários detalhes. A folha utilizada na versão paperback é estilo jornal, porém um pouco mais grossa. A diagramação ficou boa, bem como a divisão de capítulos. O livro saiu pela editora Underworld sob o titulo Fome.

A série Riders of Apocalypse é composta por três livros até o momento:
- Hunger
- Rage
- Loss




Alguns detalhes que irão garantir um futuro feliz a todos vocês:

1- Quando a Morte lhe fizer uma pergunta, ficar calado, encarando, não é aconselhável.
2- Quando ela virar para você e disser que “está na hora de você fazer seu trabalho", você vai e faz seu trabalho.
3- Nunca, em hipótese alguma, arranje uma briga com a Guerra. Ela sabe lutar MUITO bem.

Abraços,
Matheus Braga 


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