Chama Imortal - Valentine Cirano

Meus amados!

Como estão? Prontos para mais uma resenha? 

Falaremos de Chama Imortal, da autora parceira do blog Valentine Cirano. Em Chama Imortal, Valentine nos apresenta a um homem sábio e valoroso chamado Habis. Atuando como uma espécie de profeta, Habis é inspirado a escolher alguns jovens de coração puro para transformar em grandes guerreiros, defensores da aldeia no futuro. 

Entre os jovens escolhidos por Habis, encontravam-se Nivar e Lohanna. Ainda que criados juntos, intensamente treinados para a luta e com os valores morais intensamente trabalhados, todos os oito jovens escolhidos são diferentes. Com Nivar e Lohanna dá-se o mesmo: são essencialmente desiguais, o que não impede que entre eles nasça um grande amor. Nivar, como líder do grupo, é o mais preparado fisica, emocional e intelectualmente. É um homem admirável, tão verdadeiramente bom que nos deixa boquiabertos. Já Lohanna é humana, com defeitos, falhas e apegos revoltantes. Não são poucas as vezes que se tem vontade de sacudi-la pelos ombros, mas é impossível não compreendê-la. 

Estimulados por Habis, Nivar e Lohanna buscam a imortalidade. Foram educados conhecendo a lenda do deus Achi, um mortal que conquistou dos deuses a imortalidade, e a partir de então tem o poder sobre a vida e a morte, concedendo a imortalidade àqueles que a merecerem. Nivar encontra-se contente com sua mortalidade, mas Lohanna é ambiciosa e quer mais, e acaba por convencê-lo. Ambos partem em busca dela, e desde então começa a tormenta dessas almas, através de milênios. 

A escrita é dinâmica, sem descrições demoradas ou desnecessárias. Entretanto, não possui muita fluidez porque se utiliza demais de palavras "enfeitadas", de metáforas cansativas e algumas expressões repetitivas. Por exemplo, durante todo o livro, quando passava-se o tempo, podia-se encontrar algo como: "Os anos passaram-se, sim, muitos anos." No próximo parágrafo: "Mais alguns séculos se passaram, sim, X séculos." O uso abusivo do advérbio "sim" acaba por se converter em vício de linguagem, irritando um pouco.

Outra coisa que me deixou incomodada durante a leitura foram os erros de revisão e alguns até mesmo de concordância. Honestamente, eu me desanimava quando me deparava com um "obsecado" durante a leitura, ou  um "Nada é mais importante do que ti." Com menos intensidade, são frequentes as passagens assim. 

Um ponto a favor do livro é a inserção no contexto histórico, onde os personagens localizam-se histórica e geograficamente. A passagem no Império Romano foi particularmente interessante. Desde o momento em que toma-se conhecimento da maldição (não vou contar para vocês qual é... leiam e descubram! hehe), o final é esperado. A surpresa fica por conta da forma como ocorre, as circunstâncias e o local.  As divisões dos capítulos são lindas, trazendo a mesma imagem da capa.

Para quem gosta de romances, no sentido total da palavra, e não se incomoda com os erros de revisão e os vícios de linguagem, recomendo, pois mostra claramente como nosso lado egoísta e egocêntrico pode acabar com nosso amor, nossa felicidade e nossa paz.

Kássia

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