Vida de Escritor #04 - Kézia Lôbo


Na quarta edição de nosso post de entrevistas com autores nacionais, eis que trago a vocês a escritora Kézia Lôbo, autora de O Coração de Salatiel, livro que foi lançado no início desse ano. 

Confira também as outras entrevistas da seção Vida de Escritor:Vida de Escritor #02 - Vanessa Bosso





O Coração de Salatiel - Sinopse
Lenora está completando seu 18º aniversario, e está ansiosa para receber o misterioso presente que sua mãe lhe deixou antes de morrer.  Além disso, ela tem ouvido boatos que Malghalad, o rei que governa Galahar, está destruindo a todos os que se rebelam contra ele e que possuem ou praticam qualquer espécie de magia. E que junto com o Feiticeiro Negro procura por um colar lendário perdido. A notícia a perturba, pois ela esconde um segredo: Lenora é uma Elemental do ar, a única que conseguiu sobreviver desde que Malghalad começou a matar os elementais. Porém sua vida muda quando recebe o tão esperado presente e descobre que é um magnífico colar mágico que os antepassados acreditavam serem lendas, chamado: O Coração de Salatiel, que foi forjado pelo Ser Mágico mais poderoso do início das eras.
Agora ela terá que correr para salvar a sua vida. E com a ajuda de um mago cego, um guerreiro fracassado e um príncipe fugitivo, irá enfrentar fugas arriscadas para encontrar a resistência, conhecerá o deslumbrante mundo dos Seres Mágicos, descobrirá o valor do perdão, da amizade e do amor, e terá que enfrentar a maior responsabilidade de todas: salvar o povo de Galahar antes que tudo o que conhece seja destruído.


1) Como surgiu a Kézia Lôbo, escritora?
Surgiu por um momento de muito estresse, sempre gostei de escrever, principalmente poesias quando estava inspirada, triste, feliz... Mas estava muito estressada com a faculdade de Engenharia e não aguentava mais, pra dezestressar comecei a escrever, sempre tive a imaginação muito fértil, assim comecei a colocar uma das minhas histórias no papel. E no fim consegui terminar a história, sem nunca imagina que um dia estaria disponível para as pessoas lerem.

2)Você é paraense, mas se diz gaúcha de coração. Eu, como bom gaúcho que sou, fiquei curioso com essa sua afirmação. Poderia explicar para mim e para os leitores do Vida de Leitor o porquê desse carinho com a minha terra?
Nasci em Bragança no Pará, e vim morar em Alegrete aos 11 anos, me criei aqui no Sul, e moro aqui há mais de dez anos, e morro de paixão pelo Rio Grande do Sul, foi o lugar em que me tornei o que sou hoje,  momentos que aprendi e vivi, fiz grandes amigos, aprendi a ter paixão pela leitura, pela arte e cultura. É o lugar que me defini, aqui está meu coração e vai ficar pra sempre.

3) O Coração de Salatiel é a sua primeira obra, e está sendo distribuído pela Editora Dracaena. Como foi o processo desde a finalização da história até o grande Leo Kades te dar o "ok" e começar a imprimir o livro?
Bah foi uma longa jornada até fechar com a Dracaena, com alguns processos de rejeições por outras editoras, até que minha obra foi aceita por uma editora não muito conhecida e pela Multifoco, mas no fim a Dracaena foi a que me passou mais segurança em todos os aspectos, me ajudou bastante e vários momentos e teve paciência para mim dar o sim.

4) Em O Coração de Salatiel, alguns nomes de personagens e locais me remeteram as antigas histórias britânicas e/ou nórdicas. Nomes como Galahar, Malghalad e até mesmo o da nossa heroína, Lenora. Você pode nos dizer quais foram suas inspirações para essa história? 
Sou muito fã de Tolkien e a capacidade que ele tem de inventar nomes, as palavras, ele até criou o élfico (ele é demais). Pra que o leitor se sentisse em um mundo medieval e diferente, e pudesse sentir um pouco da magia do lugar decidi colocar nomes que pudessem remeter a época e a história que estava sendo contada. Por exemplo, Lenora era pra se chamar Eleonora, mas pra mim não tinha uma sonoridade e não formava a personalidade dela, assim ela passou a se chamar Lenora, e a partir do nome, pude definir tudo sobre ela. Galahar, também foi inventado, passei um dia inteiro formando o nome do lugar até gostar do nome e visualizar como seria  Galahar. E assim foi com a maioria dos nomes dos personagens!

5) Você já está trabalhando em outro livro, dessa vez uma saga, Anáriön. Pode antecipar um pouco dessa história para nós? O que podemos esperar de você em Anáriön?
Como estou apaixonada pela história, vou contar “bastante” detalhes. Anáriön será a minha primeira saga, que estou trabalhando com muito carinho, cuidado e atenção. Terá muito mais magia e muito mais aventura. Cinco livros já estão definidos (que poderão se tornar seis, ainda não decidi).
O primeiro livro será intitulado Poder Oculto, o segundo Dragões Negros, o terceiro Imortais, o quarto Castelo de Cristal e o quinto Guerreiros de Jade.
Anáriön é um planeta onde vivem várias raças: elfos, drelfs, orcs, anões, leechers e humanos. A saga contará a história de Arisha, uma princesa humana que nasce com um pequeno problema, de todas as pessoas e raças que moram em Anáriön, ela é a única que não nasceu com poderes, mas é muito forte, determinada e corajosa. E para provar para todo mundo que ela não é fraca e nem uma aberração, vai se arriscar a estudar em Acádia, a melhor e mais rigorosa Academia de Anáriön, mas a vida dela vai virar uma loucura ao descobrir que ela é muito mais diferente do que imagina, e que sem saber, guarda o segredo de três espadas lendárias de uma extinta e esquecida classe de guerreiros milenares (que não são os guerreiros de Jade, com sugere o quinto livro).

6) Kézia, que conselho você daria para jovens escritores, que estão começando agora, ou que já possuem uma história pronta e que estão tentando lançar ele através de uma editora? 
Não desistam desse sonho maravilhoso, invistam, corram atrás, mandem os manuscritos para as editoras, e se receber um não, não desista jamais, só lembrar de George R. R. Martin (de As Crônicas de Gelo e Fogo) ele teve um dos seus originais rejeitados por 42 editoras e olha o que ele é hoje! O importante é acreditar, e nunca deixar de escrever, escrevam tudo o que quiserem, o melhor possível!