O Anticristo - Nietzsche, F.

Boa noite criaturinhas.

Estou ai chegando em casa após um longo dia de trabalho... e lembrei que prometi uma resenha pra hoje! ¬¬ . E como em vários jornais (afinal de contas, graças aos nossos representantes políticos - todos somos JORNALISTAS não é?!), quando está atrasada a edição... roubamos a resenha do livro de outro blog copiei novamente a resenha do meu Skoob! Há!
... mas juro que editei para uma versão SUPER EXCLUSIVA... (memeface = me gusta)

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E o livro CtrlCêCtrlVêZado selecionado foi: O ANTICRISTO , do filólogo/filósofo/frasista/bigodudo/alemão Friedrich Nietzsche .


  • - TÍTULO: O Anticristo: Maldição contra o Cristianismo
  • - AUTOR: Friedrich Wilhelm Nietzsche
  • - LANÇAMENTO: 1888 (original)
  • - PÁGINAS: 127
  • - EDITORA: L&PM POCKET
  • - NOTA MÉDIA (Skoob): 4/5
  • - Minha Nota: 3/5

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Uma crítica direta à sociedade


Uma crítica direta à sociedade...
apenas pessoas de mente aberta devem ler esta obra!
... e fanáticos religiosos: mantenham-se à distância! Estão avisados...

O que à princípio lembra uma longa reclamação irritadiça... aos poucos se transforma em um discurso elaborado e argumentado. Nietzsche se posiciona não como um ANTI-CRISTO e sim como um ANTI-CRISTÃO (mais em relação ao Cristianismo do que contra o ser Cristão em sí).
Talvez todo religioso deveria ler este livro... ou não.

Diariamente pastores/religiosos/fãs fazem discursos contra os ateus, trucidam aqueles que discordam de suas visões. O que Nietzsche fez foi ter seu momento de revolta literária e "responder" à estes... em um nível muito mais alto.
Todas suas afirmações (ou melhor... QUASE todas!) são fundadas e explicadas. Algumas um pouco exageradas (convenhamos); porém algumas nos abrem os olhos para uma realidade.
É triste. Um livro um tanto depressivo, principalmente quando notamos que fazemos parte deste mundo citado.

Porém, é um 'Nietzsche'. O Autor brinca com as palavras (e nesta versão da L&PM, aparentemente bem traduzidas! - por Renato Zwick).
Um 'frasista' célebre. Como disse o autor em uma de suas muitas memoráveis frases:

"E se alguém atravessa o fogo pela sua doutrina - o que isso prova! Maior coisa, em verdade, é que da própria chama venha a própria doutrina".

Resumindo. Não leia este livro de olhos fechados. E não critique-o sem ler...

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Como comentários em geral,
1 . Realmente gostei desta versão da L&PM, e pela primeira vez valorizei uma tradução/edição. Como o livro é originalmente em alemão, poderia-se perder muito na tradução... ainda mais com um autor que BRINCA COM AS PALAVRAS; porém há várias notas de rodapé "explicando" a tradução, mostrando a original, o que as vezes apenas fazia sentido por serem 2 palavras parecidas, ou que rimam - na língua original!

2. Outra questão que vale-se ressaltar... estamos em uma época em que estão saindo do armário não apenas homossexuais, como os Ateus. Há uma grande campanha em prol da redução do preconceito com o ateismo, então o livro vem bem a calhar aqui!

3. O ANTICRISTO de Nietzsche não é um Manual Ateista, e sim CONTRA a religião de um modo geral, porém o autor apóia algumas "religiões" como o budismo (ok... budismo não é religião, mas vocês entenderam o que eu quis dizer!).

4. Gostei da capa! =)

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CURIOSIDADES e INFORMAÇÕES:
- Friedrich Wilhelm Nietzsche (Röcken, 1844 — Weimar, 1900);
- Nascido em uma família luterana, com avós pastores, pensou em seguir a vida de pastor, mas rejeitou sua fé durante a adolescência;
- Aluno brilhante, tornou-se aos 24 anos professor de filologia (estudo de línguas/culturas/civilizações sob visão histórica) em uma universidade;
- Com cerca de 45 anos entra em uma "crise de loucura" que termina apenas com sua morte (55 anos). Teorias/lendas afirmam que isto poderia ser decorrente de sífilis;
- Conta a lenda que Nietzsche "endoidou" de vez, quando caiu aos prantos abraçado num cavalo que era espancado... indignando-se de vez com a humanidade;
- Autor de diversas obras, como "Assim Falou Zaratustra" (considerada sua Magnum opus), Ecce Homo (autobi(bli)ografia), A Gaia Ciência (famosa pela frase: "Deus está morto! [...] E quem o matou fomos nós!").
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Sem mais de momento,
me despeço.

E sim... Não sei escrever Nietzsche sem conferir ou Cópi-colar... ¬¬


Capeleto.