A Janela de Overton – Gleen Beck

Um livro que me despertou sentimentos ambíguos. Odiei e amei, ao mesmo tempo. Um livro que me fez pensar, me fez refletir e até me fez ter uma certa dificuldade de elaborar a sua resenha. A Janela de Overton, te odeio, te amo. Gleen Beck nos traz uma história de conspiração, nos dando os fatos e deixando com que nós tenhamos a nossa própria conclusão. Mas, de antemão, já deixo avisado: É um livro difícil.

O prólogo e os primeiros capítulos são enrolados, desgastantes, demorados. Parados. Você tem vontade de desistir. Mas peço-te, seja firme. Mantenha a leitura, pois logo você verá que tudo vira. A história torna-se ativa, os diálogos tornam-se envolventes. A ação entra em cena, escanteando o marasmo da primeira parte da história.

Noah Gardner é filho de um poderoso nome das Relações Públicas, Arthur Gardner. Noah vive em sua zona de conforto até conhecer a linda Molly Ross, que faz sua vida virar de uma forma inesperada. Molly é uma das líderes de um grupo de “rebeldes” anti-governistas, e apesar de não terem nada em comum, Noah apaixona-se pela garota e vê sua zona de conforto estremecer.

A trama central da história gira em torno de Noah e Molly, apesar de termos outros personagens que exercem uma influência no desenrolar dos acontecimentos. O surpreendente da trama é quando passamos a perceber que muitos dos fatos citados pelo autor são verossímeis, apesar de ele admitir que a história é uma ficção com um tempero de realidade.

Vocês sabiam que, no dia 10 de setembro de 2001, o secretário da Defesa, Donald Rumsfeld afirmou que o Fundo Nacional perdera 2,3 TRILHÕES de dólares no Pentágono e que eles não sabiam o que havia acontecido com essa verba? Pois, curiosamente, no dia seguinte ninguém mais se lembrava desse “probleminha”.

O objetivo de Gleen Beck, com o livro, não é expôr os fatos para que saíamos por aí, discutindo tudo o que ele nos passou, mastigadinho. Como ele mesmo descreve no posfácio, a sua intenção é que A Janela de Overton seja o nosso simulador de situações imprevísiveis, para que quando passarmos por uma situação comum, estejamos vacinados e aptos a enxergar a verdade.

A Janela de Overton é um livro recomendado a todos aqueles que gostam de pensar. Se você sofre de preguiça mental, aconselho que não se aproxime desse livro.

Atenciosamente,
bt.