Mapas do Acaso - Humberto Gessinger

Aloha amiguinhos... =)


Venho por meio destas, mal traçadas - ou digitadas - linhas... fazer meu primeiro post aqui no VIDA DE LEITOR.
Venho aqui expor a minha visão dos livros, talvez, por vezes, não imparcial, mas espero que esta seja no mínimo interessante... ou não!
E para o primeiro post, pensei muito em qual livro resenhar: meu preferido, último que li, etc etc. Mas fiquei com preguiça disto tudo... e simplesmente copiei uma resenha do Skoob o.O ... porque sabem como é, meu chefe (lê-se BRUNO) tava me pressionando, um carrasco... (espero que ele não leia isso ¬¬). OK, vamos parar com a brincadeira, que não é pra isso que ele está me pagando, falando nisso... se dia 5 não entrar meu salário, eu 'vou xingar muito no Twitter'. OK, parei.

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E o livro escolhido foi MAPAS DO ACASO, do autor/compositor/músico/etc HUMBERTO GESSINGER :

  • - NOTA MÉDIA (Skoob): 4,4/5
  • - Minha Nota: 5/5 (ok ok... sou fã incondicional!)

b­a
"
Um Norte para Mapas do Acaso


"Desde sempre Gessinger foi amado ou odiado. 8 ou 80 ... nunca na mediana 44. Talvez o livro siga o mesmo caminho."

PS (na forma de um pré-scriptum!).: gostar do HG/EngHaw, e ter ouvido [todas] suas músicas não é pré-requisito, porém dará [muito] mais sentido a tudo.

Eu não consideraria este livro uma auto-biografia... diria mais que é um livro de memórias ou crônicas... com a (in)formalidade de uma mesa de bar, de um papo de elevador, de um twitter sem limite de caracteres.

O 'papo' vai num ritmo de pensamentos; aquela voz interior que ensaia um discurso que nunca será feito, de uma conversa que poderia/irá ocorrer. Colocamos um microfone na cabeça do autor e ouvimos seus pensamentos... por vezes confusos... por vezes fugindo do assunto.
Em partes o livro nem fala sobre o autor e sua(s) banda(s)... ‘falas de mesa de bar’ mesmo - sem comprometimento. Tudo pincelado pelas letras das músicas de toda sua carreira. O livro de certo modo é como uma longa música, quase rimando em algumas folhas. Com várias imagens - que falam mais do que mil palavras.

A primeira parte do livro ("Âncora") é composta por textos - sem formalidades ou padrão metódico -, sendo cansativos em algumas partes; porém o livro não se detém a nenhum estilo, não possuí ‘âncoras’. O autor tem total liberdade de escrita, sendo assim, difícil criticar.

A segunda parte ("Vela") é composta por várias letras - em ordem cronológicas - do mesmo autor, desde a época dos EngHaw na Universidade, até o Pouca Vogal. As imagens muitas vezes falam por sí mesmas; as guitarras/baixos utilizados, símbolos, fotos, etc. Em muitos pontos há textos de outras épocas, publicados na mídia em geral, o que mostra - de certo modo - o início da carreira literária de HG.
A segunda parte, lembra muito o seu livro anterior (Pra Ser Sincero), onde comenta várias letras. Mas neste há a peculiaridade de em certo modo mostrar a prática da construção das letras, o que o autor define como "AS SEMENTES" - faltou talvez comentar mais as letras novamente.

Certamente é clara uma evolução nas letras de 80' à 2000'; talvez pela época, talvez pelo autor. Isso talvez fique pra outro livro explicar...

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“âncora, vela
?qual me leva?
?qual me prende?
mapas e bússola
sorte e acaso
?quem sabe (?) do que depende?”

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CURIOSIDADES e INFORMAÇÕES:
  • - Vai que alguém acordou hoje de uma criogenia: Humberto Gessinger (nascido em 1963 - Porto Alegre/RS) é jovem escritor, mas velho letrista. Músico, foi líder da banda Engenheiros do Hawaii desde a formação, e recentemente no power-duo Pouca Vogal;
  • - "Precedido" por "PRA SER SINCERO: 123 Variações Sobre Um Mesmo Tema" (2009), livro do mesmo gênero. Porém os 2 livros são individuais, não interferindo um no outro - nem em ordem de leitura, nem em informações;
  • - MAPAS DO ACASO (assim como PRA SER SINCERO) são nomes de músicas do autor (com a banda Engenheiros do Hawaii).
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Aloha,
e até a próxima...

Abraços, Capeleto!