Jogos Vorazes – Suzanne Collins

“Feliz Jogos Vorazes, e que a sorte esteja sempre a seu favor.”

Para marcar a estreia do novo layout do Vida de Leitor, nada melhor do que a resenha de um dos melhores livros que li nos últimos anos: Jogos Vorazes, de Suzanne Collins e publicado no Brasil pela Editora Rocco.

Suzanne Collins nos apresenta um mundo pós-apocalíptico, com novos continentes e novas organizações distritais, onde a Capital manda e os Distritos obedecem. Nesse contexto descobrimos que há decádas atrás os Distritos se organizaram para tentar acabar com o poderio da Capital, mas fracassaram e como consequência, os Jogos Vorazes foram criados.

Uma vez por ano, cada Distrito deve ceder dois de seus jovens, uma menina e um menino, entre 12 e 18 anos, para um “reality-show”, cujo único objetivo é sobreviver. A Capital e alguns Distritos levam o jogo na esportiva, enquanto a maioria dos Distritos teme perder suas crianças.

É o caso do Distrito 12, cuja principal atividade é a extração do carvão. Um Distrito pobre, afastado dos demais, e que vê a sua população morrer de fome. E é no meio disso tudo que conhecemos a nossa personagem, Katniss Everdeen.

Katniss vive com sua mãe e sua irmã mais nova, Primrose. Quando Katniss perdeu seu pai, em um acidente na mina de carvão, ela tomou as rédeas e carregou a família nas costas, já que sua mãe ficou doente demais com a morte do marido. E na sua batalha diária para arrecadar comida para a família, Katniss desenvolveu-se na arte da caça, sempre negociando os seus produtos, de modo a não deixar a família (principalmente sua irmã) morrer de fome.

Em suas caçadas, Katniss faz amizade com Gale, um garoto que vive em uma situação semelhante a dela, e ambos dividem seus conhecimentos e técnicas de caçadas e coletas de frutos. Em um certo momento, Katniss já não tem mais certeza de que o que sente por Gale é só amizade ou algo mais forte.

E no dia da Colheita, o dia em que os Distritos conhecem os seus tributos – como são chamados os representantes dos Distritos nos Jogos Vorazes – o nome de Primrose Everdeen é sorteado. Katniss se apresenta como voluntária no lugar da irmã de apenas doze anos, pois sabe que ela não teria chance alguma na Arena. O tributo masculino sorteado é Peeta Mellark, um garoto que Katniss não conhece muito bem, possuindo apenas algumas lembranças antigas. 


O que eu posso dizer sobre Katniss? Tudo. 
O que eu posso dizer sobre Jogos Vorazes? Perfeito. 

Mais do que isso eu não posso contar, pois correria o risco de estragar a leitura de vocês. 

A Suzanne Collins escreve com tamanha facilidade, com tamanha clareza, que muitas vezes eu me sentia como se estivesse assistindo os Jogos Vorazes na televisão, como a população de Panem – o país onde tudo acontece. O livro é bom. Muito bom.

Antes de ler o livro, eu não compreendia o porquê de tamanha adoração por ele, no mundo dos blogs literários. Agora, não só compreendo, como também faço parte dos adoradores de The Hunger Games, os Jogos Vorazes. O mais engraçado é que eu mal terminei de ler o livro e já estou morrendo de saudades da minha “Catnip”, como a Katniss é chamada pelo seu amigo Gale.  
The Hunger Games é na verdade uma trilogia, cujo segundo volume já tem disponibilidade em português, com o título de Em Chamas. O terceiro volume ainda não foi lançado.

Enfim, como disse no começo do post, “Feliz Jogos Vorazes, e que a sorte esteja sempre a seu favor”



Bruno Thomaz, diretamente do Distrito 12.