Promoção: O Príncipe dos Canalhas

Hey pessoal, tudo bem?

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"Que a sorte esteja sempre a seu favor!!"

República de Ladrões - Scott Lynch

Saudações, caros leitores, como vocês estão?
O grande diferencial presente nos livros da série Nobres Vigaristas é a forma inusitada e envolvente que Scott Lynch narra os acontecimentos. Em República de Ladrões, além de darmos continuidade às aventuras de Locke Lamora, passamos a conhecer mais o grandioso e incrível universo criado pelo autor. Apesar disso, este livro não consegue, até o momento, assumir o posto de melhor da saga, mas chega a surpreender os leitores que já estão familiarizados com as histórias. 


Envenenado e à beira da morte, Locke Lamora segue para o norte com seu parceiro, Jean Tannen, em busca de refúgio e de um alquimista para curá-lo. Porém, a verdade é que ninguém pode salvá-lo. Com a sorte, o dinheiro e a esperança esgotados, os Nobres Vigaristas recebem uma oferta de seus arquirrivais, os Magos-Servidores.
As eleições do conselho dos magos se aproximam e as facções precisam de alguém para fazer o trabalho sujo, manipulando votos. Se Locke aceitar, o veneno será purgado de seu corpo com o uso de magia – mas o processo será tão excruciante que ele vai desejar morrer.
Locke acaba cedendo ao saber que o partido da oposição contará com uma mulher do seu passado: Sabeta Belacoros, a única pessoa capaz de se igualar a ele nas habilidades criminosas e mandar em seu coração. Novamente em uma disputa para ver quem é o mais inteligente, Locke precisa se decidir entre enfrentar Sabeta ou cortejá-la, e a vida dos dois pode depender dessa decisão.


Desde o desfecho de Mares de Sangue, já se passaram seis semanas. Sem esperanças de cura, mesmo com as tentativas de Jean, Locke Lamora se encontra à beira da morte devido ao veneno injetado em seu corpo. Em troca de seus serviços, os Magos-Servidores, comandados pela Arquidama Paciência, oferecem a cura. Desta forma, Locke e Jean seguem para Kartane, onde terão que colocar suas peculiares habilidades em prática e intervir em uma eleição disputada por dois partidos, o Raízes Profundas e o Íris Negra. Entretanto, as coisas não serão tão fáceis, visto que o partido rival também apostou nos serviços de uma pessoa, a habilidosa Sabeta Belacoros, antiga paixão de Locke. 

Arte presente na capa da edição francesa

Tudo o que era errado chegou ao ápice ao mesmo tempo: os gritos de Locke, a vertigem incapacitante de Jean e as chamas pretas das velas, enchendo a cabine com sua medonha não luz de água de sepultura.
Pág.: 146

A narrativa presente nos livros da saga Nobres Vigaristas é um dos pontos que mais se destaca em meio a tantas outras qualidades. Em República de Ladrões as circunstâncias não seriam diferentes e Scott Lynch surpreende novamente os leitores com seus diálogos consistentes, sua história e o mundo onde está inserida. Apesar de não trazer nenhuma inovação na técnica, a sua investida em uma narrativa que intercala entre o passado e o presente do grupo é um dos aspectos que marca seu estilo e, talvez, o que mais funciona dentro da trama, como acontece também nos volumes anteriores. Desta maneira, o foco destes interlúdios são os treinamentos dados pelo Padre Correntes a Locke e, principalmente, ao complicado relacionamento entre ele e Sabeta. O mais interessante dessas partes já transcorridas é a volta de alguns personagens que, em algum momento da história, já morreram, além de serem essenciais para compreender os motivos que levaram Sabeta a abandonar o grupo. 

Apesar disso, este é o livro que menos contém cenas de ação e planos mirabolantes por parte dos protagonistas. Assim como nos outros volumes, os personagens criados por Scott são bem construídos e donos de características que os tornam únicos. Isso fica mais visível quando analisamos a personalidade de Sabeta: independente, forte, segura de si e destemida, características estas que divergem quando a comparamos com outras figuras femininas presentes em outros livros, em sua maioria, "mocinhas indefesas". Por sua vez, os gêmeos Calo e Galdo Sanza, presentes nos interlúdios, serviram de alívio cômico em meio a uma trama cheia de jogos políticos. 

Capa estadunidense de The Thorn of Emberlain

De novo Locke viu o funcionamento curioso das artes dos Magos-Servidores, à medida que os preconceitos entranhados dos kartanis guerreavam com seu condicionamento para enxergá-lo como algum tipo de cruzamento entre um chefe de espiões e um profeta. Era algo por trás dos olhos deles e, apesar de parecer que a coisa pendia para o seu lado, ele achou melhor colocar um pouco de doçura, para dar mais garantia.
Pág.: 366

Scott Lynch é especialista em criar desfechos envolventes, instigando os leitores a lerem os próximos volumes. Desta forma, a trama presente neste livro conseguiu me deixar ansioso para  The Thorn of Emberlain, ainda sem previsão de lançamento aqui no Brasil. Apesar de não ser o melhor até o momento, República de Ladrões foi uma ótima leitura, até mesmo pelo fato de rever velhos e saudosos personagens. Minha recomendação não fica restrita somente a este livro, mas também aos volumes anteriores. 

A diagramação segue o mesmo estilo dos demais livros da série. Desta forma, contamos com um tamanho de fonte pequeno, mas um agradável espaçamento entre linhas. Já na edição, temos páginas amareladas, um mapa de Kartane no início do livro, título com verniz localizado na capa, que, como de costume, traduz adequadamente a essência da trama. Não encontrei erros de revisão. 

Quer Participar do Booktrailer de Joyland?

Hey pessoal, tudo bem?
Quer participar do Booktrailer de Joyland, de Stephen King, que será lançado pela Suma de Letras Brasil? Para participar é muito fácil, basta mandar uma foto ou vídeo (máximo 10 segundos) de sua autoria em um parque de diversões para o e-mail promocoes@objetiva.com.br até o dia 8 de julho. Confira abaixo algumas regras:


O título do e-mail deve ser “Eu no Joyland”;

O corpo do e-mail deve conter frase: “Eu, (seu nome), autorizo o uso da foto ou do vídeo no booktrailer do livro Joyland, publicado pelo selo Suma de Letras Brasil. Assumo a autoria da foto/do vídeo e a responsabilidade por eventuais demandas de terceiros com relação a sua utilização”. Caso não haja autorização por escrito, o material não poderá ser aproveitado;

Deve ser anexada apenas uma foto de boa qualidade;

Em caso de vídeo, nos envie o link para download (Sendspace, Wetransfer, YouSendIt, Dropbox).

Animados com a novidade? Fiquem atentos às regras e ao prazo para envio. Boa sorte!

Prodigy - Marie Lu

Hey pessoal, tudo bem?

Demorei um pouco para conseguir ler essa obra, pois infelizmente não estava dispondo de tempo, mas posso dizer que após finalizá-la fiquei extremamente arrependido de não ter concluído antes mais um livro dessa trilogia maravilhosa. Mesmo apresentando alguns aspectos semelhantes a Jogos Vorazes, como é o caso de usarem Day como uma imagem para incitar as massas, ou a guerra entre a República e os rebeldes, posso afirmar que Prodigy não só foi uma excelente continuação, como também deu uma alavancada na história de uma forma geral. 





Considerada pelo público e pela crítica internacional uma das melhores sagas de distopia já publicadas, a trilogia Legend, da chinesa radicada nos EUA Marie Lu, conquistou leitores de diversas partes do mundo ao acompanhar o romance improvável entre dois jovens de origens distintas numa realidade opressora. Depois de descobrir, no primeiro livro da série, as medidas extremas que o governo da República é capaz de adotar para proteger alguns segredos, no segundo volume da saga, Prodigy, June e Day assumem a tarefa de assassinar o novo líder político da nação. Mas será que este é o melhor caminho de levar a cabo uma revolução e dar voz ao povo da República?





Prodigy dá continuidade aos acontecimentos finais de Legend, com June e Day fugindo da República e se dirigindo para a base dos Patriotas, onde iriam solicitar seu auxílio na busca por Éden, irmão caçula de Day. Entretanto, nem tudo é tão fácil como eles imaginam e o preço estabelecido pelos Patriotas é que ambos os prodígios devem matar o novo Primeiro Eleitor. Recheado de cenas de aventuras e perseguições alucinantes, o segundo volume da Trilogia Legend apresenta para o leitor uma nova forma de conflito político, onde as vezes o necessário não é a destruição de seu inimigo, mas sim, fazer com que ele veja a razão e atenda às necessidades de seu povo. Tendo isto em mente, conseguirá a dupla de protagonistas dar cabo da vida de alguém que clama querer mudar sua forma de governo? Ou todos os anos de sofrimento e dor infligidos ao povo falarão mais alto? 


Não vá, imploro em silêncio, mas sinto o adeus nos seus lábios, e agora já não consigo conter as lagrimas. Ele está tremendo. Seu rosto está úmido. Eu me agarro a ele com medo de que desapareça, com medo de ficar sozinha nessa sala escura, de pé no vazio. 
Pág.: 301

A narrativa de Marie Lu possui uma qualidade que não consigo colocar palavras, algo que não só prende o leitor do começo ao fim, como faz com que ele sinta cada momento na pele. Por várias horas senti os medos de June como se fossem os meus; senti o desespero de Day como se algo estivesse para acontecer comigo e não com ele; e me vi com adrenalina nas veias quando testemunhei Kaede pilotando um jato. É isso que faz de uma obra um best-seller, é essa capacidade de conectar o leitor à obra, e M. Lu conseguiu fazer isso com estilo e maestria. Minha única ressalva são alguns elementos muito semelhantes a JV que encontrei durante a narrativa, como já fora dito, mas é algo escusável por se tratar de livros com a mesma temática distópica e ter um "tirano" que precisa ser destituído do poder. 

Os personagens são bem trabalhados e desenvolvidos na medida certa. Como no primeiro livro  já tivemos a introdução dos protagonistas, não temos aquela repetição de informações sobre cada um deles, como é comum em trilogias e séries, e isso algo bom, pois torna a leitura mais dinâmica. Os personagens novos tiveram uma boa introdução e tenho para mim que ainda veremos muito mais de dois deles, que "desapareceram" após certos acontecimentos. 

Patriotas

Penso que o final foi impactante e muito bem colocado dentro da atual situação da República, mas não gostei de uma certa atitude de Day, pois foi um tanto quanto clichê e passou aquela vibe de "deixa que eu sei o que é melhor para você", e isso é algo que me irrita profundamente. Tirando esse pequeno fator, tudo se encaixou de forma perfeita e a autora não deixou aquele monte de pontas soltas, ficando para o último volume da trilogia somente aquelas questões mais importantes e relevantes para a história como um todo. Não vejo a hora de começar a leitura de Champion *__*. 

A edição segue o mesmo padrão da anterior, mudando apenas a capa e os efeitos das páginas, que agora estão um pouco mais escuras nas bordas, como se tivessem manchadas de fuligem. A diagramação está simples, contando com um espaçamento mediano entre linhas e uma fonte agradável aos olhos. Não encontrei erros de revisão e/ou tradução aparentes. Leitura mais que recomendada!

O Príncipe dos Canalhas - Loretta Chase

Olá pessoal, tudo bem com vocês?

Alguns dos primeiros livros que li foram romances de época, e graças a uma das minhas amigas meu interesse por tal gênero só aumentou no decorrer dos anos, pois fui apresentada a diversos livros, séries e filmes. Hoje vou falar a respeito de O Príncipe dos Canalhas, um romance que se passa no século XVIII, mas que é retratado por meio de uma linguagem bem atual.


Sebastian Ballister é o grande e perigoso marquês de Dain, conhecido como lorde Belzebu: um homem com quem nenhuma dama respeitável deseja qualquer tipo de compromisso. Rejeitado pelo pai e humilhado pelos colegas de escola, ele nunca fez sucesso com as mulheres. E, a bem da verdade, está determinado a continuar desfrutando de sua vida depravada e pecadora, livre dos olhares traiçoeiros da conservadora sociedade parisiense. Até que um dia ele conhece Jessica Trent...
Acostumado à repulsa das pessoas, Dain fica confuso ao deparar com aquela mulher tão independente e segura de si. Recém-chegada a Paris, sua única intenção é resgatar o irmão Bertie da má influência do arrogante lorde Belzebu.
Liberal para sua época, Jessica não se deixa abater por escândalos e pelos tabus impostos pela sociedade – muito menos pela ameaça do diabo em pessoa. O que nenhum dos dois poderia imaginar é que esse encontro seria capaz de despertar em Dain sentimentos há muito esquecidos. Tampouco que a inteligência e a virilidade dele pudessem desviar Jessica de seu caminho.
Agora, com ambas as reputações na boca dos fofoqueiros e nas mãos dos apostadores, os dois começam um jogo de gato e rato recheado de intrigas, equívocos, armadilhas, paixões e desejos ardentes.


Desde o seu nascimento, Sebastian Ballister foi convencido de que era o ser mais feio que já habitara a face da Terra. Considerado por muitos a própria cria de Belzebu, maltratado pelo pai e abandonado pela mãe, ele teve que aprender a superar críticas desde pequeno. Com uma inteligência invejável conseguiu triplicar a riqueza da família e tornar-se um homem absurdamente rico e disposto a desfrutar do melhor que o dinheiro pode oferecer: jogos, bebidas e prostitutas, pagando apenas o preço que ele considerava justo. Considerado um dos maiores libertinos de Paris, convenceu-se de que o melhor a fazer seria jamais se envolver emocionalmente com uma dama, já que elas são um gasto desnecessário.

Jessica Trent é uma inglesa solteirona que vai a Paris para "salvar" o irmão que só se afundava em dívidas na companhia do Lorde Belzebu (apelido de Sebastian). Acostumada a receber vários pedidos de casamento, ela jamais se sentira atraída por um homem, até conhecer Sebastian. Decidida de que seria melhor fisgá-lo do que ser fisgada, ela passa a tentar conquistá-lo, enquanto ele, para preservar sua reputação de mulherengo, evita cair nos encantos dessa dama.

A mais bela das damas se apaixona pelo mais horrendo dos homens. 

Você me fez desejá-la, disse ele na língua de sua mãe. Você fez com que eu me sentisse solitário, apaixonado. Você me fez desejar o que eu jurei que nunca precisaria, que nunca procuraria.
Pág.: 92

Apesar da história ser bastante interessante, temos um começo um pouco morno, pois estava focado no relacionamento de duas pessoas que se amam e ao mesmo tempo se odeiam. Mas quando o enredo ganha mais personagens, a dramaticidade fica mais interessante e a relação dos protagonistas se torna tão polemica que chega a ser digna de apostas, já que ambos são muito imprevisíveis. A linguagem é de fácil compreensão e a escrita de Loretta Chase é leve e cômica, sendo capaz de prender o leitor por horas e ainda assim deixá-lo ávido por um pouco mais.

Chega a ser engraçado o relacionamento dos protagonistas, pois vivem uma relação de gato e rato. A batalha que eles traçam é divertida pelo fato de ser equilibrada, os dois oponentes são inteligentes e calculistas, sempre traçando o próximo passo para ver quem será o primeiro a se render. Ao nos recordarmos da história da A Bela e a Fera, podemos ter uma breve ideia de como são estes personagens: de um lado a bela e formosa dama, capaz de enxergar beleza onde ninguém mais vê, e do outro o ser mais horrendo e mal humorado que existe.

Autora

E meu, jurou ela, ao deslizar as mãos sobre aquele peito largo e rijo. Jessica o teria e guardaria para si, mesmo que isso a matasse. Dain podia ser um monstro, mas era seu monstro. Não compartilharia aqueles beijos tempestuosos, nem aquele corpo grande e esplendido com mais ninguém.
Pág.: 123

Loretta é uma premiada autora de romances históricos, sendo O Príncipe dos Canalhas o primeiro livro escrito por ela que tive a oportunidade de ler, e confesso que já estou ansiosa para ler vários outros. Ao criar um mocinho com alma de vilão, ela faz com que torçamos por ele e ao mesmo tempo passemos a odiá-lo. Diria que vale a pena ler este livro apenas para conhecer as ambiguidades de Sebastian, porém, ao me lembrar de Jessica, uma mulher com a mente muito a frente de seu tempo vivendo em uma sociedade machista e puritana, encontro um motivo a mais para indicá-lo. Os toques de erotismo que a autora dá para a obra é outro ponto que deve ser ressaltado, pois são cenas suaves e sensuais.

Estou fascinada por essa capa, ela entrou para minha lista de favoritas. A diagramação está simples, mas bem feita, as páginas são amareladas, a fonte é de tamanho mediano e o espaçamento entre as linhas é agradável aos olhos. Não encontrei erros de revisão. Leitura recomendada!

Promoção: Escuridão Total Sem Estrelas - Stephen King


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O Poço e o Pêndulo - Edgar Allan Poe - HQ

Hey pessoal, tudo bem?
Trago hoje a resenha de mais um dos volumes da coleção de HQs inspiradas nas obras de Edgar Allan Poe que a Farol Literário está publicando. Como já era esperado, o tema abordado nesse volume é polêmico e apresentado de uma maneira a mexer com o psicológico do leitor, afinal, estamos falando do mestre do terror. O que você faria se soubesse que foi condenado à morte? Esperaria o momento da execução sob o deleite de seus captores, ou se atiraria na escuridão de um poço sem fim? 






Preso pela Inquisição, o personagem desta história não sabia qual seria o seu fim. Só possuía uma certeza...não escaparia. Para quem gosta de suspense, este livro é a leitura ideal, pois o narrador nos faz sentir parte da história. E o desfecho inimaginável ocorre no último minuto.










O livro conta a história de um homem (sem nome, como já é comum nos contos de Poe), que se tornou prisioneiro da Inquisição e tinha a única certeza de que não escaparia dali com vida. Ele foi submetido a torturas e provações para ao final ser condenado. Contudo, seus Inquisidores não estavam felizes em apenas tirar-lhe a vida, eles queriam vê-lo sofrer, momento este em que o trancam em uma cela absolutamente escura e com um poço no meio. Ou aguardava a execução, ou tirava a própria vida pulando naquele buraco. Entretanto, nem tudo poderia ser tão simples, e nosso protagonista é acometido por várias alucinações, incluindo uma no qual ele está preso ao chão e existe um enorme pêndulo - com uma lâmina afiada na ponta - se aproximando a cada badalada. 

Capa e cenas da HQ

Mas, reparando nas paredes, vi algo surpreendente e aterrador. Elas eram feitas de grandes placas de ferro e decoradas com demônios terríveis. Por um momento, achei que seus olhos brilhavam como fogo. Recuei, exitante e com medo, querendo me afastar daquelas criaturas.
Pág.: 35/36

Não seria uma obra assinada por Poe se não apresentasse um personagem que é vítima do próprio psicológico e se não tivesse alguma metáfora envolvendo parâmetros sociais. No caso de O Poço e o Pêndulo, temos uma critica ácida e recheada de analogias de como era o período da Inquisição Espanhola. Nos é apresentado um personagem que foi capturado e por meio de suas "alucinações" demonstra para  o leitor os terrores da tortura que sofria, tendo como representação de seus captores e de seu destino, a escolha entre a escuridão de um poço (tirar a própria vida) ou enfrentar o pêndulo (aguardar sua execução). 

Isso é o que mais me agrada nas obras desse autor. Nada é o que parece ser e todos os seus textos foram publicados por um motivo, como é o caso da versão original deste conto, que foi publicado em Dezembro de 1842, 8 anos após o fim da Inquisição. Isso gerou certo alvoroço social, pois muitos de seus leitores sofreram na pele e foram vítimas de tal período histórico, tendo fresco na mente as torturas e sofrimentos que sentiram na pele. 

Representação do Pêndulo

A edição está perfeita e muito bem trabalhada, assim como todos os volumes dessa coleção. Temos aquele toque sombrio nas ilustrações, mas ao mesmo tempo o uso de cores específicas que representam o teor da história. Ao passo que a cor predominante em O Coração Delator - resenha aqui - era o azul que representava o "mal olhado", neste temos o uso de laranja e amarelo, representando em suma as chamas das fogueiras que eram utilizadas na maioria das execuções públicas da época. Não encontrei erros de revisão. Leitura super recomendada para todos os fãs do gênero. 

Resenha + Promoção: Acesso aos Bastidores - Olivia Cunning

Olá pessoal, tudo bem com vocês?

Acredito que ao menos uma vez na vida todo mundo já fez o papel de fã diante uma celebridade da qual goste muito. O sonho de várias pessoas é conhecer os integrantes de suas bandas favoritas, mas e se além de conhecê-los você começasse a se relacionar com um deles? Em Acesso aos Bastidores somos transportados para a rotina de uma banda de rock e o desenrolar do relacionamento de um baterista e uma professora universitária.



Myrna é professora de psicologia e fanática pela banda Sinners. Especialmente por Brian Sinclair, o guitarrista e compositor que, além de talentoso, é deliciosamente lindo. Ela se surpreende ao encontrar a banda no mesmo hotel em que está hospedada para participar de uma conferência. Mais surpreendente ainda é, após alguns drinques juntos, despertar o desejo de Brian. Ela sabe que a vida de astro de rock tem um preço e estaria feliz deixando essa paixão para trás. Mas será que Brian e Myrna conseguirão ficar separados? Quando o passado de Myrna ameaça sua vida, Brian precisa decidir se aquilo que tiveram juntos não é a resposta que ele buscava há tanto tempo.






Ao se preparar para passar o fim de semana em uma conferencia, Myrna não imaginava que poderia encontrar outra coisa além de tédio. Mas ao se deparar com os integrantes da banda Sinners bêbados no saguão no hotel, ela percebe que sua viagem de negócios está prestes a tornar-se bem mais interessante, principalmente pelo fato de estar na presença de um dos seus maiores ídolos, o guitarrista Brian Sinclair, cujos solos ela utiliza para exemplificar suas aulas de sensualidade masculina.

Após ser traído pela namorada, a única coisa que Brian pretendia era beber muito e esquecê-la, mas assim que Myrna se aproxima da mesa, isso torna-se um pouco mais fácil. Contudo, com todos os integrantes da banda interessados nela e sabendo que estava extremamente bêbado,ele passa a achar a tarefa de conquistá-la impossível, mas ao ser convidado para subir até a suíte da bela professora, ele vê sua sorte mudar, além de ser a mulher mais incrível com quem já ficou ela também passa a ser sua fonte de inspiração.

Myrna

-Pode parar de disfarçar. Não precisa pisar em ovos comigo, Myr. Se sou burro o suficiente para me apaixonar por você em doze horas, mereço ter o coração partido.
Pág.: 59

Os melhores livros para se carregar dentro da bolsa são os que possuem linguagem e história simples, já que os enredos são de fácil compreensão e após ter que parar a leitura não precisamos voltar várias páginas para relembrar o que estávamos lendo. Acesso aos Bastidores segue perfeitamente esse padrão. A escrita de Olivia Cunning traz o olhar de um narrador que apresenta todos os aspectos da história, assim sabemos o que se passa com cada personagem, além de possuir diversas cenas engraçadas e cheias de erotismo.

Myrna é o tipo de mulher que sofreu por anos com as acusações de um marido que desconfiava de tudo de "diferente" que ela propunha a ele, mas ao conhecer Brian ela se sente livre para experimentar tudo o que sempre teve curiosidade. O interessante desses protagonistas é que um confia plenamente no outro, e o carinho e a paciência que Brian demonstra a cada cena o torna encantador, pois ao contrário de seus companheiros de banda, ele foge completamente da imagem de astro do rock que não quer nada sério. Já Myrna é a complicada da história que tem repulsa a palavra amor.

- Pareço sorrir mais do que o normal quando estou com você – disse ela, sorrindo, como sempre. – Acho que isso significa que você é encantador.
Pág.: 193

Estou ansiosa para conhecer um pouco mais sobre os outros integrantes da Sinners, principalmente Sed, pois apesar de ser um verdadeiro babaca ele parece ter um passando bastante conturbado. A série possui vários volumes já lançados no exterior e o pelo pouco que consegui ler a respeito deles, vale muito a pena esperar ansiosamente até que sejam publicados no Brasil.

A capa é muito sexy e reveladora, a diagramação é simples e agradável aos olhos, as páginas são em tom amarelado e a fonte é de tamanho mediano. Não encontrei erros de revisão. Leitura recomendada!


Quer levar para casa um exemplar desse livro maravilhoso? Para concorrer é simples, basta preencher a primeira entrada, que é LIVRE, e você já está participando. Contudo, caso queira mais chances de ganhar, assim que a referida entrada for preenchida, as EXTRAS serão liberadas e algumas delas podem ser usadas todo dia, ou seja, muito mais chances para você!

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"Que a sorte esteja sempre a seu favor!!"

Alameda dos Pesadelos - Karen Alvares

Hey pessoal, tudo bem?

Não tenho vergonha de falar que eu tenho medo de várias coisas, principalmente do escuro, pois é lá que se escondem as almas torturadas de criancinhas from hell que vieram me buscar. Contudo, também sinto um certo prazer em ler livros que trabalham esse tipo de temática, como as obras de Edgar Allan Poe e Karina Halle, podendo também acrescentar à lista a obra de Karen Alvares, que conseguiu o que vários autores não conseguiram: me forçar a ler durante o dia, o que é uma grande façanha, pois consigo ler apenas de madrugada. 




Vívian era apenas uma mulher solitária, com uma vida normal, presa em sua rotina sem graça, até a noite em que presencia um acidente. A partir daí seu pesadelo começa; ela passa a ter visões de um homem que conheceu no passado e desejava nunca mais encontrar. E o pior: ele quer vingança.
Até que ponto um pesadelo é fruto da imaginação? Vívian descobre que o limite entre a alucinação e a realidade é tão pequeno que a loucura está a apenas um passo de distância e o pesadelo pode estar escondido na nossa mente, como um monstro à espreita, esperando sua chance de despertar. E para escapar do seu horror particular, Vívian precisará entender quais foram seus erros. E finalmente aceitar a própria culpa.





Era um dia como outro qualquer, até que Vivan presencia um acidente de moto, momento este que ela tem a impressão de que a vitima fatal era alguém de seu passado, um homem que ela jurou nunca perdoar, e que permeava seus mais profundos pesadelos, sempre usando sua jaqueta de couro com um corvo dourado bordado nas costas. Após tal acidente, nossa protagonista começa a ver tal homem em cada esquina, cada sonho, cada ponto de ônibus. Até o dia que outro acidente os coloca frente a frente, mas não da maneira que ela esperava, pois ela estava em um lugar que tornava real seus mais profundos medos. Siga a Alameda dos Pesadelos até conseguir abrir os olhos!

Não deixe que seus medos te controlem.

Eu ainda me lembraria daquela noite como meu último sono realmente tranquilo, sem pesadelos, sem medos, sem tremores.
Acordei com meu filho pulando na minha cama e beijando meu rosto, pedindo que eu acordasse. 
Eu também me lembraria dessa cena mais tarde.
E me agarraria a essas lembranças como se fossem uma corda de salvação, amaldiçoando o tempo e a memória que tentariam me enganar, que tentariam me arrancar aquelas imagens que eu em vão insistia em manter impressas em minha retina.
Pág.: 25

O livro em questão possui apenas 199 páginas, mas foram o suficiente para trabalhar todo enredo proposto, como também apresentar personagens bem construídos e cenários muito bem descritos. O que é impressionante, pois já li vários livros com quase o triplo de páginas cujos autores ficam enrolando e descrevendo coisas desnecessárias e deixando os próprios personagens de lado. Um ponto positivo na obra é que, mesmo sendo pequena, a autora conseguiu passar sua mensagem forte por meio de uma narrativa envolvente e tão detalhada, que me vi dando continuidade na leitura apenas durante o dia, de tão real que foram os cenários da Alameda* dos Pesadelos.

Os personagens são bem construídos e suas emoções são transmitidas ao leitor de uma maneira tão perfeita, que sentimos seus medos como se fossem nossos, sejam eles no tempo atual, ou através dos flashbacks que a autora usou para retratar o passado da protagonista. Existe uma cena na qual Vivian escuta seu filho gritar e ao chegar no quarto dele e descobrir o motivo pelo qual ele teve tal reação, me senti na pele da personagem de uma maneira tão profunda que me embolei nas cobertas e fiquei olhando para os lados procurando o homem na jaqueta de couro. As cenas que a protagonista vivencia na Alameda dos Pesadelos me deixaram com muito medo, pois o que a autora trabalha em sua história é algo que para muitos é uma realidade. 

Vale dos Gritos

Era um homem, mais ou menos cinco anos mais velho que eu, mas tinha um tipo de porte e um olhar sedutor que o faziam parecer mais jovem do que realmente era. Tinha cabelos pretos crespos, olhos castanhos grandes e usava uma jaqueta de couro escura, daquelas de motoqueiro. Aquela mesma jaqueta. A que tinha um corvo bordado nas costas, em fios dourados. 
Pág.: 29

A obra, de uma forma geral, é muito boa e super recomendo sua leitura, contudo, existem dois pontos que podem não agradar a todos os leitores. O primeiro deles, é que o motivo pelo qual Vivian sente tanto medo e ódio pelo homem corvo é revelado na segunda metade da obra, e achei isso um pouco tarde para tal acontecimento. Não estou dizendo que a obra já deveria apresentar logo no começo o motivo, mas a demora para revelar o que realmente aconteceu foi tanta, que aos poucos vamos perdendo o interesse nessa informação, afinal, ao longo da obra somos levados a crer que o homem corvo é apenas mais um canalha/cafajeste, para só bem depois descobrirmos que não era somente por aquilo que ele era odiado e temido. O segundo aspecto é que a obra trabalha alguns temas voltados para a religião, e isso pode não agradar tanto os leitores "normais", quanto os mais religiosos e conservadores. 

A edição está simples, mas caprichada. A capa dá um certo medo, pois retrata uma sombra e dois olhos, apresentando ao fundo o que muito provavelmente é o caminho que leva à Alameda dos Pesadelos. As folhas são brancas e as letras são de tamanho mediano, assim como os espaçamentos entre linhas. O livro possui apenas 16 capítulos, o que é algo bom, pois vocês sabem o quanto odeio livros curtos inúmeros capítulos ou obras maiores com apenas 20/25 capítulos. Não achei erros de revisão. Leitura super recomendada!

* Alameda
ê/
substantivo feminino
1. bosque de álamos.
2. rua (ou caminho) constituída por árvores plantadas em fileiras.


Vintage Rock Resenha: Por Um Toque De Ouro - Carolina Munhóz

Olá Vintagers, como estão?

É com muita alegria que hoje venho apresentar a vocês o novo lançamento da linda da Carolina Munhóz (autora que eu passei a admirar e ser fã), intitulado Por um Toque de Ouro - Trindade Leprechaun. Confesso que estava aguardando ansiosamente para ler essa obra e resenha tem um valor sentimental muito grande para mim, pois a primeira resenha que fiz aqui para o Vida de Leitor foi de um livro da Carol, clique aqui para ler.





Depois do bem-sucedido O Reino das vozes que não se calam – criado em parceria com a atriz Sophia Abrahão e desde o lançamento na lista dos mais vendidos de ficção nacional da Nielsen – a escritora Carolina Munhóz apresenta Por um toque de ouro, que abre a Trindade Leprechaun, sua primeira trilogia, inspirada nas lendas irlandesas. Ambientado na Dublin contemporânea e protagonizado por uma jovem ligada ao mundo fashion que descobre ser herdeira de uma rara linhagem de seres mágicos considerados guardiões de potes de ouro, Por um toque de ouro é um romance de fantasia urbano e contemporâneo.





Resumo

Patricinha mimada, estudante de Dramaturgia e herdeira de uma das maiores marcas de bolsas e sapatos da Irlanda, Emily O’Connell possui a vida de uma princesa. Cercada por luxo, muito dinheiro, festas, bebidas e sucesso. Tudo era perfeito e sempre dava certo em sua vida, pois por mais que a situação parecesse difícil, as coisas viravam do avesso e a garota sempre saia ganhando. Seria isso apenas coincidência?

A ruiva, linda e milionária, Emily O’Connell.

-Você consegue tudo o que quer e é herdeira de uma das grifes mais luxuosas da Irlanda. Nunca precisou se esforçar para garantir grandes papéis e está sempre em destaque na mídia. Seus pais mantêm um império estranhamente instável, que mal é afetado pela variação da bolsa de valores. As pessoas comuns, para alcançar uma riqueza tão grande, costumam dar duro, sabe? Do contrário, as coisas dão errado na mesma proporção da sua falta de foco.

No feriado de St Patrick’s Day, a grande sorte de Emily se mistura com um toque de azar e, após abusar da bebida, ela sofre uma tentativa de estupro. Contudo, ela conseguiu se escapar “magicamente” do acontecimento. Mais uma vez Emily vai para as capas de revistas e páginas de fofocas pelo recente acontecimento, porém nada pode abalá-la (por enquanto). Alguns dias depois, a it girl conhece o misterioso, milionário, lindo e sedutor, Aaron Locky, e entre eles surge uma atração irresistível. Ela não consegue entender tal ligação, pois nunca se apaixonou por ninguém, mas resolve se entregar a essa paixão mesmo diante dos alertas de seu melhor amigo, Darren.

A garota sente que ela e Aaron possuem algo em comum, pois a energia que circula entre eles quando estão juntos é mágica e quase surreal. O rapaz esconde algo misterioso, porém tem muitas coisas a ensinar para Emily, inclusive que ela pode estar envolvida em algo lendário da cultura Irlandesa. Será que a sorte terá o poder de guiá-la?

Opinião

A história é ambientada, em maior parte, na Irlanda, terra natal da personagem central, sendo um país maravilhoso, tanto por suas belezas naturais quanto pelo panorama histórico. Adornada por elementos medievais, a cidade de Dublin foi palco perfeito para essa magnífica história, pois tudo gira em torno da magia e metáfora que representam o Leprechaun, que é uma figura mitológica do folclore Irlandês. Eles são conhecidos por serem pequenos como gnomos, usarem roupas verdes e são tidos como sapateiros do povo das fadas. Além de tal ocupação, os Leprechauns são guardiões de grandes segredos e conhecedores da localização de potes de ouro no final dos arco-íris.

Dublin

Ao pegar para ler Por um Toque de Ouro,  sabia que não tinha como me decepcionar, pois a autora possui um estilo de escrita fantástico e que eu gosto muito, já que nos prende a cada palavra. A linguagem jovem e antenada ao mundo pop é muito legal e deixa a história mais interessante. É nítido que ela teve a preocupação de conhecer a fundo a cultura da Irlanda, pois todos os aspectos mencionados no livro são de uma riqueza de detalhes impressionante, não deixando nenhuma ponta solta.

Apesar de Emily O’Connell ser uma patricinha de mão cheia, é impossível não se apegar a ela. Com seus cabelos ruivos longos e sua personalidade avassaladora, a garota consegue conquistar a todos, mesmo com seus rompantes de loucura (que acredito que é comum a todos os jovens, sejam ricos ou não), pois preza pela família, ama incondicionalmente os pais e reconhece o amor deles. Conhecemos também Darren, que é considerado o irmão que ela nunca teve. Pertencente a alta sociedade da Irlanda, homossexual e super empolgado, ele consegue ser apaixonante pois demonstra ter muito amor por Emily e jura protegê-la e estar ao seu lado sempre (um fofo). E por fim temos o galante e sedutor (nossa, me senti minha avó falando isso) Aaron Locky, um gato misterioso arremata o coração de Emily.

Carolina Munhóz foi eleita a melhor escritora pelo Prêmio Jovem Brasileiro em 2011.

Aaron a agarrou de repente, e o minúsculo espaço não existiu mais quando os braços definidos a envolveram. Sua boca quente tomou todo o espaço dela. Ele a beijou com uma intensidade tão forte que a música ao redor pareceu sumir por um tempo, e os músculos dela se contraíram. As línguas se enroscaram e o sangue ferveu com o desejo de explorar cada detalhe.

A diagramação do livro é simplesmente maravilhosa e de muito bom gosto, a letras douradas e em alto relevo da capa dão um ar elegante, sofisticado e que remete bastante ao luxo que é a vida de Emily, fazendo alusão ao ouro escondido no final do arco-íris pelos Leprechauns. Internamente, o livro também faz jus à beleza da capa. As folhas amareladas dão uma ótima visualização durante a leitura e todos os números dos capítulos possuem arabescos bem elegantes, bem como o emblema dos O’Connells estampado em cada separação da história. 

Com a história pude fazer muitas reflexões, porém a que mais me marcou foi que acima de qualquer coisa precisamos prezar pela família e amigos, pois são eles que estarão ao nosso lado nas dificuldades. Dentro de nós existe um pote de ouro (nossa essência) que, quando descoberto, nos tornará pessoas melhores e mais poderosas.


Super recomendo a leitura de Por um Toque de Ouro, pois esse é aquele tipo de livro que nos prende do início ao fim, faz com que fiquemos apegados aos personagens, ficar com uma baita depressão depois de ler e com aquele pensamento: o que vai ser de mim depois que terminar esse livro? E claro, o gostinho de quero mais, muito mais!


Boa leitura, e como diz a Carol: Nos vemos no fim do Arco-Íris!
Rock Kisses.