Sorteio Amor Nos Tempos de #Likes

Hey pessoal, tudo bem?
Está rolando um sorteio lá no Instagram do blog de um exemplar de Amor Nos Tempos de #Likes, obra escrita pelos Youtubers Pam Gonçalves, Bel Rodrigues, Hugo Francioni e Pedro Pereira. 

Para participar é fácil, basta clicar na imagem abaixo, ou procurar pelo nick @blogvidadeleitor lá no app do Instagram, e seguir as regras mencionadas na legenda da foto. O sorteio vai até o dia 15/08/2016. 

Participe!

"Que a sorte esteja sempre a seu favor!"


Amor nos Tempos de #Likes - Pam Gonçalves, Bel Rodrigues, Hugo Francioni e Pedro Pereira

Olá pessoal, tudo bem com vocês?

Espero que estejam curtindo as férias. Hoje vou dar uma dica de livro perfeito para levar na mala de viagem ou para ler enquanto curte um dia de preguiça. O Amor nos Tempos de #Likes reúne três histórias breves, divertidas e cativantes a ponto de te fazer enxergar com outros olhos as pessoas ao seu redor.




Os tempos mudaram, mas e o amor? Continua a dar aquele frio na barriga e fazer os jovens atravessarem quilômetros para viver uma paixão? Em "O Amor nos Tempos de #Likes", quatro booktubers se inspiram em três histórias da literatura para criar suas versões de contos românticos na era digital. Uma bela, jovem e famosa youtuber com medo do amor; um casal inesperado em um encontro às escuras (literalmente) e dois meninos apaixonados por livros tentando entender quem são e o que querem são os protagonistas destes contos que evocam "Orgulho e Preconceito" (Pam Gonçalves), "Dom Casmurro" (Bel Rodrigues) e "Romeu e Julieta" (Pedrugo).







Os contos que compõem a obra são adaptações de clássicos da literatura. Orgulho e Preconceito recebe uma versão bastante autentica ao descrever uma série de coincidências que acabam levando uma youtuber que não acredita no amor a se apaixonar por um rapaz levemente arrogante e intrometido. (Re)começos nos apresenta uma jovem de olhos tão marcantes quanto os de Capitu, e personalidade forte a ponto de não permitir que homem nenhum limite seus atos. Durante uma viagem para Búzios ela jovem decide arriscar e vai a um bar onde ocorrem encontros a cega, lá ela conhece um rapaz que a encanta por partilhar de seus ideais. A releitura de Romeu e Julieta foi a que mais me encantou, ao invés de famílias rivais, os protagonistas dessa versão são separados por quilômetros de distância. Julio é escritor e Ramon trabalha em uma livraria, após se conhecerem pela internet os dois iniciam uma bela amizade virtual que com o tempo se transforma em um sentimento forte a ponto de fazer com que desejem se conhecer pessoalmente.

Próximo destino?

- O ódio e o amor caminham juntos. Muitas vezes eles são usados como disfarce. Pessoas que nos odeiam se fingem de amigas para aplicar o bote. E pessoas que nos amam fingem odiar por ter medo de amar. É muito mais fácil odiar do que amar. No ódio, você se fecha. No amor, se abre e fica vulnerável.
Pág.: 35

Apesar da proposta do livro ser a de apresentar uma releitura de clássicos, isso não ocorre de maneira fiel, já que os contos são breves. Os autores buscaram incorporar em seus personagens as características mais marcantes das obras nas quais se inspiraram, e deram ao enredo um ar totalmente jovial, retratando os dilemas, gírias, meios de comunicação e fontes de diversão que os adolescentes atualmente usam.

Cada personagem me conquistou de forma diferente. Liz não se permite vivenciar novos sentimentos por receio de ser julgada, mas por trás de sua armadura existe uma jovem gentil. Willian se sente responsável por muitas coisas e isso o leva a querer compensar da melhor forma tudo o que não consegue realizar, ele é tão orgulhoso quanto Mr.Darcy. Madu é incontrolável, luta por seus ideais e não se deixa abalar por qualquer ofensa, é uma mulher forte e decidida. Ramon e Julio são divertidos, e tentam enfrentar de forma bem humorada os desafios que a vida impõe.

Apaixone-se

- De nada adianta você ser um museu de arte e relacionar-se apenas com pessoas que não enxergam nada além do óbvio. – Eduardo falou de um jeito tão gentil que Madu automaticamente colocou a mão esquerda sobre a mesa e encostou de leve no rapaz. Ela teve a impressão de que todos os pelos do corpo se arrepiaram com o toque.
Pág.: 136

As histórias são interligadas por meio de referências que nos proporcionam uma breve noção de como está a vida dos outros protagonistas. Os finais, apesar de não serem totalmente conclusivos, deixam implícito que tudo terminou bem. Os contos são simples a ponto de conseguirmos nos identificar com as situações, a postura dos personagens ou com a trama narrada, e esse fato é encantador, pois dá um toque de realidade ao que estamos lendo.

A capa é simples e divertida. Os autores são youtubers e na contracapa podemos encontrar todos os dados para acompanhar os canais. A diagramação é agradável aos olhos, a fonte é grande e as páginas são de tom amarelado. Não encontrei erros de revisão. Leitura recomendada. 

A Guerra dos Mundos - H. G. Wells

Saudações, caros leitores, como vocês estão? 

Há muitos anos assisti ao filme Guerra dos Mundos (2005), dirigido pelo consagrado Steven Spielberg. Apesar de ter ficado admirado e assustado com aquela perspectiva violenta e cruel de uma invasão alienígena na época, hoje tenho a completa certeza de nunca ter visto, até então, a verdadeira história de A Guerra dos Mundos, romance escrito por H. G. Wells e lançado em 1898.





Eles vieram do espaço. Eles vieram de Marte. Com tripés biomecânicos gigantes, querem conquistar a Terra e manter os humanos como escravos. Nenhuma tecnologia terrestre parece ser capaz de conter a expansão do terror pelo planeta. É o começo da guerra mais importante da história. Como a humanidade poderá resistir à investida de um potencial bélico tão superior?








Nesta trama, a Terra é invadida por seres alienígenas vindos de Marte em projeteis cilíndricos que caíram nos arredores de Londres. Na véspera da invasão, algumas explosões na superfície de Marte foram observadas pelo personagem principal e seu amigo astrônomo, Ogilvy, que o havia convidado, para ir no observatório de Ottershaw. Convencido de que um meteoro havia riscado o céu de Winchester e caído em algum campo próximo de Horsell, Ottershaw e o protagonista, que residia próximo do local da queda, vão ao encontro do objeto e chegando lá, para sua surpresa, encontra um cilindro metálico que posteriormente irá atrair observadores curiosos para saber o seu conteúdo. 

Horas mais tarde, eis que o cilindro começa a se abrir e de dentro saí o primeiro marciano, mostrando à humanidade sua estranha aparência, não demorou muito e outros começaram a surgir. Escondido entre as árvores, o personagem principal observa, sem compreender, o extermínio de um grupo de pessoas pelo raio de calor emitido pelos invasores. Passado o choque, ele corre até sua residência, onde parte, ao lado da sua mulher, para Leatherhead. Entretanto, naquele momento, os alienígenas já se locomoviam através de enormes tripés metálicos. A guerra contra os humanos já havia começado. 

 Algumas das ilustrações presentes na edição.

Talvez um boato corresse pelas ruas dos vilarejos, um assunto novo dominasse as tabernas e, aqui e ali, um mensageiro ou mesmo uma testemunha ocular dos últimos acontecimentos causasse comoção, gritos e correria; mas, de modo geral, a rotina de trabalhar, comer, beber e dormir continuou como fora havia séculos - como se não houvesse um planeta Marte no espaço. [...]
Pág.: 98

A história do livro destoa bastante da apresentada na adaptação cinematográfica de 2005, que modernizou o maquinário alienígena e apresentou uma nova história, ambientado-a no século XXI e nos EUA. Para quem nunca havia lido o romance de H. G. Wells e já havia visto o filme anteriormente, a primeira sensação que fica é a de espera, como se você aguardando esperando por algum trecho semelhante ao do longa. Acredito que não foi só comigo que isso aconteceu, mas fica a dica: ESQUEÇA o filme. 

A atmosfera do livro se mostrou bem sombria e em vários momentos o leitor consegue ver a dimensão do caos que os alienígenas disseminaram no Reino Unido e no mundo. Além disso, o autor deixa bem claro como a Terra e os humanos são bem frágeis, há forças incompreendidas no universo e que o pensamento de que somos os seres mais evoluídos não passa de uma ignorância humana. As críticas sociais e ambientais presentes versam sobre vários aspectos, como o egoísmo e o poder de autodestruição da nossa própria espécie. 

A forma como o autor desenvolveu sua narrativa foi um dos pontos mais interessantes da leitura, pois, além de ser narrado em primeira pessoa como se fosse um relato pessoal, você passa todo o livro sem saber o nome do narrador e personagem principal. Tudo isso possibilita uma enorme imersão, onde você pode simplesmente se colocar no lugar dele e imaginar tudo que aconteceu, como foi no meu caso. Apesar disso, entendo que a presença de poucos diálogos e o fato do autor estar sempre voltando em alguns assuntos pode tornar a leitura moderadamente cansativa e até mesmo levar alguns leitores desistir da obra. Quem decidir se aventurar no mundo de H. G. Wells terá que ter paciência com o livro, já que a tecnologia humana apresentada na história está de acordo com a realidade da época em que foi publicado (1898), ou seja, não há internet, armamentos nucleares e televisões. Além disso, a linguagem utilizada pelo autor é caracterizada pela formalidade e algumas palavras rebuscadas, mas nada que te impossibilite a leitura ou tire o sentido do trecho. 

Ilustração presente na edição.

[...] O que são esses marcianos?
- O que somos nós? - respondi, limpando a garganta.
Pág.: 146

O final do livro é emocionante e para tornar a experiência ainda melhor, há um epílogo onde o autor relata alguns pontos interessantes que não poderei citar por serem spoiler. Minhas considerações finais quanto a obra A Guerra dos Mundos é que ela pode ser um divisor de opiniões, já que o estilo narrativo pode não agradar a todos. Todavia, não deixa de ser uma leitura útil e que todo amante da ficção científica deve ler.

A diagramação esta simples, com um ótimo espaçamento entre linhas e um tamanho de fonte agradável. Na edição temos páginas amareladas, capa dura, belas e originais ilustrações feitas em 1906 pelo brasileiro radicado na Bélgica, Henrique Alvim Corrêa, um prefácio por Braulio Tavares, uma introdução por Brian Aldiss e uma entrevista entre H. G. Wells e Orson Welles, cineasta responsável pela polêmica versão radiofônica de A Guerra dos Mundos em 1938.

Curiosidade: Como exposto no prefácio, escrito por Braulio Tavares, "A Guerra dos Mundos (1898) é provavelmente a primeira história de invasão da Terra". Além disso, a trama já ganhou diversas adaptações, como a série televisiva (1988-1990) e os filmes de 1953 e 2005.

Li Até a Página 100 e... #20 - Arena 13, Joseph Delaney


Hey pessoal, tudo bem?

Esse post foi criado pelo blog Eu Li Eu Conto e consiste em pegar a página 100 de nossa leitura atual e dizer o que estamos achando ao responder algumas perguntas sobre a obra. O livro da vez é:


Primeira Frase da Página 100:

Mas, quanto ao resto, fiquei totalmente desmotivado.

Do Que Se Trata o Livro?
Leif tem uma única ambição: tornar-se o melhor lutador da famosa Arena 13. Lá, os espectadores apostam em qual lutador vai derramar sangue primeiro. E, em ajustes de contas, apostam em qual lutador vai morrer. Mas a região é aterrorizada por Hob, um ser maligno que se deleita torturando a população e exibe o seu poder devastador desafiando combatentes da Arena 13 a lutas até a morte quando bem entende. E isso é exatamente o que Leif quer, pois ele conhece bem os crimes de Hob. E, no cerne da sua ambição, arde o desejo de vingança. Leif procura revanche contra o monstro que destruiu a sua família. Mesmo que isso lhe custe a vida.

O Que Está Achando Até Agora?
Sinceramente? Estou meio decepcionado. Sou um super fã do autor e acompanho a série do Caça-Feitiço desde o lançamento de O Aprendiz, por isso minhas expectativas para com Arena 13 estavam bem altas, e infelizmente não foram supridas. O livro tem um começo lento e a narrativa não te prende tanto quanto a outra série do autor.

O Que está Achando do Personagem Principal?
Um dos pontos positivos da obra é Leif. Ele é humilde e convencido ao mesmo tempo. Ele sabe que é bom no que faz, afinal, nunca havia perdido uma única luta de bastão e normalmente lutava contra 3 oponentes ao mesmo tempo. Contudo, ele também sabe que sempre pode melhorar, por isso escuta seu mestre a tenta absorver a maior quantidade de ensinamentos que conseguie.

Melhor Quote Até Agora:

Ajustes de contas geralmente terminam com a decapitação do perdedor.
Às vezes, apenas corta-se a garganta.
Esses são os métodos preferidos.
Uma morte desordenada resulta de múltiplos cortes pelo corpo.
Manual de Combate Trigladius
Pág.: 48

Vai Continuar Lendo?
Sim, apesar de não ter gostado muito do estilo narrativo do autor nessa obra, a história é promissora e estou curioso para saber mais sobre o Hob.

Última Frase da Página:

O manual só estava demonstrando como um novo verbati e composto.

Dorothy Tem Que Morrer - Danielle Paige

Saudações, caros leitores, como vocês estão?

Acredito que muitos já notaram que o mercado editorial, televisivo e cinematográfico está cheio de releituras de clássicos da literatura, como a obra Julieta Imortal (Stacey Jay), as séries Grimm e Once Upon a Time, e os filmes A Garota da Capa Vermelha e Branca de Neve e o Caçador. Desta forma, é neste cenário que o livro escrito por Danielle Paige, Dorothy Tem Que Morrer, se encaixa, já que seu enredo nada mais é que uma releitura sombria do clássico de L. Frank Baum, O Mágico de Oz




Primeiro de uma série, Dorothy tem que morrer engrossa um filão de sucesso no mercado editorial, no cinema e na TV: o reconto de clássicos infantis com nova roupagem para os jovens. Nesta releitura sombria do clássico de L. Frank Baum O mágico de Oz, Amy Gumm é uma nova garota do Kansas, que, em meio a um tornado, é enviada à terra de Oz com a missão de remover o coração do homem de lata, roubar o cérebro do espantalho, tomar a coragem do leão e destruir a garota dos sapatinhos vermelhos. Livro de estreia de Danielle Paige, Dorothy tem que morrer chega ao Brasil depois de figurar na lista dos mais vendidos do The New York Times.





Amy Gumm é uma adolescente que sonha em sair do Kansas algum dia, deixando para trás as decepções que sofrera até então, como sua mãe depressiva que não liga para a filha e as humilhações na escola provocadas por Madison. Tudo muda quando o trailer em que elas moravam é carregado por um tornado, levando Amy ao encontro de uma Oz devastada, sombria e que estava sob o poder da egoísta e perversa Princesa Dorothy e seus aliados: Homem de Lata,  Espantalho e Leão.

As pessoas que eram contrarias aos seus ideais, leis e ordens, fazem parte da Ordem Revolucionária dos Malvados. Eles acreditam que por Amy ter vindo do Kansas, assim como Dorothy, ela é capaz de derrotar a princesa e trazer esperança novamente a Oz. Para que isso aconteça, eles a treinam e até ensinam algumas magias para que ela possa se infiltrar no palácio e então remover o coração do homem de lata, roubar o cérebro do espantalho, tomar a coragem do leão e matar Dorothy.

A Estrada de Tijolos Amarelos não é mais a mesma.

Será que estava maluca? Minha cabeça estava confusa. Se aquilo era uma fantasia, era uma fantasia estranha: esta não é a Oz sobre a qual eu lera ou que vira no filme. Era como se alguém tivesse drenado um pouco do Technicolor e lançado uma escuridão bem severa.
Pág.: 30

Dorothy tem que Morrer é o primeiro volume de uma trilogia homônima. Apesar disso, a série contém seis contos que antecedem os acontecimentos deste livro, sendo eles (em sequência): No Place Like Oz, The Witch Must Burn, The Wizard Returns, Heart of Tin, The Straw King e Ruler of Beasts. A trama desenvolvida por Danielle Paige nada mais é que uma releitura sombria de O Mágico de Oz, sendo que houve uma reconstrução de Oz de uma forma criativa e divertida. Não posso deixar de lado os cuidados que a autora teve ao desconstruir as personalidades e os cenários da história clássica, como tornar Dorothy, que era uma personagem meiga, em alguém cruel ao ponto de fazer o leitor odiá-la.

Aos que estão se perguntando: há romance! Apesar disso, devo dizer que, felizmente, a autora não deixou que este fato atrapalhasse o desenvolvimento da história principal, diferente de alguns livros que acabam tomando outros rumos que fogem a proposta da obra. Amy talvez seja o melhor ponto do livro devido à sua personalidade forte e cheia de princípios, além de ter demonstrado um considerável amadurecimento ao longo da trama. Sua história de vida também acabou se tornando interessante, pois se aproxima muito da realidade de muitas pessoas que tem que lidar com uma mãe depressiva e/ou que não demonstra preocupação para com o(a) filho(a). 

A narrativa é feita em primeira pessoa e sob o ponto de vista da protagonista, contribuindo na compreensão de suas reações e seus pensamentos, além de proporcionar ao leitor a possibilidade de experimentar alguns de seus sentimentos, como compaixão, amor e ódio. Entretanto, apesar dos pontos já citados, devo dizer que o começo do livro é lento para quem já conhecia a Oz do clássico, mas é possível pegar o ritmo da leitura rapidamente. Acredito que isso se deva à apresentação da nova Oz e à contextualização desenvolvida ao longo da primeira metade da obra. 

Capa estadunidense do segundo volume.

- Mas, Dorothy. Vossa Majestade...
- Mate.
Pág.: 275

Por fazer parte de uma trilogia, o livro não tem um final definitivo, mas posso dizer que o encerramento deste consegue instigar o leitor a ler os próximos volumes. Dorothy Tem Que Morrer foi uma leitura que me surpreendeu do começo ao fim, desconstruindo completamente o que já havíamos vistos em O Mágico de Oz, tornando conhecidas personalidades que eram tidas como bondosas em perversos personagens, inclusive Glinda, a "Bruxa Boa do Sul". 

A diagramação está simples, mas com um ótimo espaçamento entre linhas e um tamanho de fonte agradável. Na edição temos páginas amareladas e uma intrigante ilustração na capa. Quanto a revisão, encontrei um pequeno erro, mas nada que interfira no entendimento da frase. A tradução foi feita por Claúdia Mello Belhassof. Deixo a minha recomendação a todos, principalmente os amantes de Grimm. 


Booktrailer | Canal Editora Rocco

Silêncio - Richelle Mead

Olá pessoal, tudo bem com vocês?

Não existe sensação melhor do que desejar muito conhecer o trabalho de um autor e ao fazê-lo ser surpreendido pela qualidade que ele emprega em suas histórias. Richelle Mead me conquistou com sua escrita leve e bem elaborada, estou louca para ler outros livros escritos por ela.



Pelo que Fei se lembra, nunca houve um ruído em seu vilarejo todos são surdos. Na montanha, ou se trabalha nas minas ou na escola, e as castas devem ser respeitadas. Quando algumas pessoas começam também a perder a visão, inclusive a irmã de Fei, ela se vê obrigada a agir e a desrespeitar algumas leis.
O que ninguém sabe é que, de repente, ela ganha um aliado: o som, e ele se torna sua principal arma. Ao seu lado, segue também um belo e revolucionário minerador, um amigo de infância há muito afastado em função do sistema de castas.
Os dois embarcam em uma jornada grandiosa, deixando a montanha para chegar ao vale de Beiguo, onde uma surpreendente verdade mudará suas vidas para sempre. Fei não demora a entender quem é o verdadeiro inimigo, e descobre que não se pode controlar o coração.




Fei e os habitantes do vilarejo onde vive nasceram com uma doença que os impede de ouvir, muitos acreditam que criaturas místicas conhecidas como pixius decidiram levar os sons da vila para conseguir dormir. A ausência da audição é o menor dos problemas de quem mora no alto da montanha, já que a população vive na mais profunda miséria, o solo é infértil e sair do terreno onde habitam é algo impensável, pois uma avalanche bloqueou o único meio de descer a montanha de forma segura, restando a eles somente a opção de fazer o trajeto por meio de rapel, uma atitude perigosa pois novos deslizes de rochas podem ser provocados a qualquer instante.

A única forma de conseguir alimentos é através de um acordo feito com os habitantes de uma cidade localizada na base da montanha, toda semana um sistema de cabos desce com os metais garimpados das minas e sobe com uma pequena provisão de alimentos, a única forma encontrada para manter a sociedade em ordem foi a criação de castas nas quais os artistas ocupam o posto mais alto e recebem uma quantidade maior de comida, e os mineradores estão no mais baixo, recebendo pouca provisão e arriscando a vida nas minas. Quando as pessoas do vilarejo começam a ficar cegas, a quantidade de alimentos é reduzida, levando a todos ao desespero e nossa heroína em uma aventura inimaginável.

Pixiu

O orgulho é a única coisa que me resta, Bao insiste. É a única coisa que resta a qualquer um de nós. Eles estão nos privando de todo o resto. Você já recebeu a notícia sobre os carregamentos de comida. Com esse corte nos suprimentos, precisam mais que nunca do meu trabalho lá dentro. E é lá que vou estar: fazendo minha parte, não perdendo tempo no centro do povoado com os outros pedintes. Não cabe a você ditar as ações de seu pai, rapaz.
Pág.: 33

A escrita de Mead é despretensiosa, a história vai evoluindo aos poucos até chegar ao ponto em que pausar a leitura torna-se uma tarefa difícil. O enredo é muito bem trabalhado, apesar dos primeiros capítulos serem um pouco lentos, mas quando chegamos à metade da obra percebemos o quanto ela evoluiu, e essa mudança traz consigo uma intensidade capaz de deixar o leitor apreensivo e curioso para descobrir como os fatos serão concluídos.

A protagonista é uma mulher dura consigo e exigente na realização de suas tarefas, ela se preocupa mais com as pessoas que ama do que com ela mesma. Acabei adorando a maturidade de Fei, apesar de acreditar que em certos momentos ela deveria dar ouvido ao seu coração, principalmente quando ele quer demonstrar o quanto gosta de Li Wei, um jovem corajoso que luta por seus ideais e se dispõe a descer a montanha para conquistar melhores condições de vida para o seu povoado.

Vilarejo

Fazendo uma pausa, reflito sobre aquelas palavras. Desde pequena, lembro-me da perda da audição sofrida pelo nosso povo sempre ser retratada como uma tragédia, mas jamais havia percebido as coisas dessa maneira. Nunca cheguei a me deter muito no assunto, na verdade, já que é difícil lamentar a perda de algo que nunca se teve.
Pág.: 47

Silencio é o tipo de livro capaz de abrir nossos olhos para a crueldade humana, durante toda a história nos questionamos até que ponto a cobiça pode motivar nossos atos, que custo eles terão e a quem poderá atingir, e isso é como um choque de realidade para o leitor. Não imaginava que uma obra aparentemente superficial traria um mensagem tão profunda. Encantada é a palavra que traduz meus sentimentos após ler a última página.

Confesso que não gostei muito da capa, mas essa opinião se formou após a leitura da obra. Branco é a cor que os personagens usam em funerais, saber dessa informação e ver essa cor na modelo da capa despertou em mim certo desconforto. A diagramação é agradável aos olhos, a fonte é pequena, mas não tão pequena que atrapalhe a leitura, e há um grande espaçamento entre as linhas. Leitura recomendada.

Soppy - Philippa Rice

Hey pessoal, tudo bem?

Apesar do livro ser completamente diferente do que imaginei, Soppy conseguiu me cativar de um jeito simples e único. Contendo pouquíssima comunicação verbal, a obra conta com várias ilustrações do dia-a-dia das pessoas e passa a mensagem de que o amor está nos pequenos detalhes.   



Soppy os pequenos detalhes do amor, de Philippa Rice, é uma reunião de bem-humoradas tirinhas criadas a partir de momentos da vida real da designer britânica com seu namorado. Bastante popular na web, com mais de meio milhão de postagens no Tumblr, Soppy conquistou as redes sociais com declarações de amor escondidas nos detalhes do cotidiano de um relacionamento, como dividir uma xícara de chá, a leitura de um livro ou comentários irônicos à frente da TV numa tarde chuvosa. As charmosas ilustrações capturam com delicadeza a experiência universal de dividir uma vida a dois, e celebram a beleza de encontrar o amor em todo lugar. Soppy chega às prateleiras pelo Fábrica231, o selo de entretenimento da Rocco, a tempo de se tornar uma ótima opção de presente para o Dia dos Namorados.




O livro traz aquela ideia de simplicidade na vida a dois, em como as pequenas coisas podem se tornar muito marcantes quando divididas com a pessoa amada, como uma mensagem de boa noite um pouco antes de dormir; a primeira correspondência endereçada ao casal, mesmo que seja uma conta de gás; ler juntos; ou até mesmo curtir um momento à luz de velas quando acaba a energia elétrica. 


As ilustrações em si são lindas e bem feitas, sendo todas em preto, vermelho e branco. Philippa conseguiu me cativar das primeiras às últimas páginas, pois jamais pensei que um livro tão simples e quase sem textos conseguiria passar uma mensagem tão bonita.


A edição está muito bem elaborada, a capa traz a imagem do "casal sem nome" e o título possui verniz localizado. O papel cartão que compõe a capa é ilustrado no verso, o que dá um charme a mais ao livro. As ilustrações são feitas em cores vibrantes e não possuem uma sequência específica, ou seja, em algumas páginas temo uma única imagem que ocupa todo o espaço, ao passo que em outras temos um estilo parecido com os quadrinhos, narrando várias cenas contínuas. O livro saiu pelo selo Fábrica231, da Rocco, e a tradução foi feita por Gustavo Figueiredo. Leitura recomendada. 


Sorteio: A Coroa - Kiera Cass


Hey pessoal, tudo bem?

Quer levar para casa um exemplar desse livro maravilhoso? Para concorrer é simples, basta preencher a primeira entrada, que é LIVRE, e você já está participando. Contudo, caso queira mais chances de ganhar, assim que a referida entrada for preenchida, as EXTRAS serão liberadas e algumas delas podem ser usadas todo dia, ou seja, muito mais chances para você!

A opção "tweet about the giveaway/ tweetar uma mensagem" é renovada a cada 24 horas, assim, todo dia que você tweetar a frase e preencher essa entrada, seu nome será adicionado mais vezes.

Qualquer dúvida quanto ao uso do formulário basta entrar em contato pelos comentários ou pela aba de "Contato" no menu do blog.

OBS: O formulário do Rafflecopter sofreu alterações nas entradas EXTRAS para curtir a página no Facebook. Para que tal entrada seja validada, é necessário CURTIR a página, e não só visitá-la como manda o formulário.
  1. O ganhador deverá responder ao e-mail que mandarmos em até 48 horas. Caso não o faça um novo sorteio será realizado.
  2. O livro será ENVIADO em até 30 dias úteis pela editora.
  3. O blog não se responsabiliza por danos ou extravios causados pelos Correios.
  4. Caso o ganhador forneça o endereço errado e o pacote retorne, o mesmo perderá o direito ao prêmio.
  5. O ganhador deve ser residente e domiciliado em território nacional.
  6. O ganhador que descumprir alguma das regras será desclassificado.

"Que a sorte esteja sempre a seu favor!!"

Xavier And The Wild Land - Samantha Braga

Hey pessoal, tudo bem?

Essa semana tive a oportunidade de ler um livro que, apesar de ser infanto-juvenil, foi uma grande surpresa. A obra em questão é Xavier and the Wild Land, primeiro romance de Samantha Braga, uma brasileira que mora na Florida há mais de uma década e tem buscado, por meio de sua escrita, conscientizar as pessoas dos efeitos do desmatamento. E como ela faz isso? Introduzindo na história animais que possuem habilidades mágicas, um amigo que se tornou vilão e a jornada de um jovem aprendiz de guardião que está destinado a proteger a fauna e a flora da Floresta Amazônica. 


Por muitos anos a Floresta Tropical Amazônica vem sido atacada por invasores. Eles cortam as árvores de forma ilegal e partem e queimam o solo, tornando-o improdutivo. Os que pagam o preço por tais atos são os animais, pois são capturados vivos, colocados em jaulas e retirados de seu habitat natural para serem vendidos ilegalmente no mercado negro.
Morjah, um respeitável tucano, é o mais novo Guardião da floresta. Com poderes especiais, ele treina o maior número de pássaros que consegue em uma tentativa de eliminar o mal. Ele só começa a ver uma diferença quando Xavier, uma arara que ele adotou, se torna maduro e leva a destruição da floresta a um novo nível. Uma guerra foi declarada e a floresta agora está dividida em duas: de um lado, os defensores liderados por Morjah; do outro, os destruidores liderados por uma criatura vil e invejosa. Quem ganhará a batalha?


Edira (coruja) era a mais jovem aprendiz de Morjah (tucano), o atual guardião da Floresta contra os invasores (seres humanos que estavam desmatando o local). Após um grande ataque, Morjah decide adotar um pequeno papagaio cuja família havia morrido em um incêndio, e durante semanas eles trabalham juntos para ajudar o maior número de animais possível. Contudo, quando Xavier domina a magia de mudar de forma de uma jeito muito mais natural que Edira, o Guardião decide torná-lo seu aprendiz, deixando a jovem coruja de lado. Movida pela inveja e pelo rancor, ela decide se vingar de seu antigo mestre e aprende as artes das trevas, o que contraria toda os ensinamentos de Morjah. Uma grande batalha se aproxima. Quem será o vencedor?

Ilustração presente no livro. Rango (sapo), Geraldo (capivara) e Xavier na sua forma de águia. 

O livro é narrado em terceira pessoa e tem seu foco em Morjah, Edira e Xavier, e isso dá uma visão mais ampla do mundo criado por Samantha, afinal, essa divisão proporciona ao leitor a possibilidade de fazer parte de vários núcleos da história. Apesar de ter adorado o estilo narrativo da autora e ter achado o enredo bem desenvolvido, penso que os diálogos poderiam ter sido melhor trabalhados, o que deixaria a obra mais dinâmica. Contudo, entendo que o livro não poderia ser muito complexo, afinal, ele é destinado ao público infanto-juvenil. 

Os personagens são bem construídos e apresentados de uma forma que faz com que o leitor se afeiçoe com grande facilidade, como foi o caso de Xavier e Geraldo, a capivara. Contudo, como acho que os vilões sempre são os verdadeiros protagonistas de uma obra, o título de melhor personagem vai para Edira/Reida. Samantha conseguiu narrar de forma perfeita os sentimentos da coruja, principalmente no capítulo onde ela descobre que havia sido substituída por Xavier com tanta facilidade, o que a motivou a buscar as artes das trevas para conseguir sua vingança e obter poder de forma mais rápida. 

Amo minha terra pacifica. Ela existe para ser apreciada e desfrutada. Ela finalmente voltou a ser o que era antes. Linda. Meu sonho se tornou realidade. Vamos vigiar nosso mundo de perto e fazer o que for necessário para protege-lo. Vamos trabalhar como um time para proteger a terra das futuras gerações.
- Xavier - 

O final foi satisfatório e bem desenvolvido, contudo, não posso entrar em muitos detalhes por ser spoiler. Também não posso dizer muito sobre a edição física do livro, pois li a versão E-book que está disponível na Amazon. Contudo, como pode ser visto na primeira imagem do post, a obra possui uma capa linda e bem desenhada, e algumas ilustrações espalhadas ao longo da narrativa. Recomendo a leitura para quem gosta de livros no estilo infanto-juvenil. A obra também é uma ótima pedida para quem quer ler seu primeiro livro em inglês, pois possuiu uma linguagem de fácil compreensão e algumas expressões em português. 

Anna Vestida de Sangue - Kendare Blake

Saudações, caros leitores, como vocês estão?
Anna Vestida de Sangue é um típico livro que prende sua atenção logo na sinopse, apresentando uma instigante e misteriosa história sobre um caçador de fantasmas e a "desconstrução" de tudo que ele acreditava. Diante disso, acabei criando certas expectativas quanto a trama, contudo, apesar de ter sido uma agradável leitura, tais expectativas não foram totalmente supridas.

Cas Lowood herdou uma vocação incomum: ele caça e mata os mortos. Seu pai fazia o mesmo antes dele, até ser barbaramente assassinado por um dos fantasmas que perseguia. Agora, armado com o misterioso punhal de seu pai, Cas viaja pelo país com sua mãe bruxa e seu gato farejador de espíritos. Juntos eles vão atrás de lendas e folclores locais, tentando rastrear os sanguinários fantasmas e afastar distrações, como amigos e o futuro.
Quando eles chegam a uma nova cidade em busca do fantasma que os habitantes locais chamam de Anna Vestida de Sangue, Cas espera o de sempre: perseguir, caçar, matar. Mas o que ele encontra é uma garota envolta em maldições e fúria, um espírito fascinante, como ele nunca viu. Ela ainda usa o vestido com que estava no dia em que foi brutalmente assassinada, em 1958: branco, manchado de vermelho e pingando sangue. Desde então, Anna matou todas as pessoas que ousaram entrar na casa vitoriana que ela habita. Mas, por alguma razão, ela poupou a vida de Cas.
Agora ele precisa desvendar diversos mistérios, entre eles: Por que Anna é tão diferente de todos os outros fantasmas que Cas já perseguiu? E o que o faz arriscar a própria vida para tentar falar com ela novamente?

Nesta trama iremos conhecer Theseus Cassio Lowood - Cas -, um caçador e matador de fantasmas, e que por isso segue uma vida um tanto quanto incomum para um adolescente de 17 anos. Armado com seu athame, que é uma herança do seu falecido pai, o jovem, acompanhado de sua mãe e seu gato Tybalt, parte para uma cidade no Canadá com o intuito de caçar e eliminar Anna, um fantasma de uma garota morta aos 16 anos que vinha atormentando a região e que matava qualquer um que ousasse entrar em sua casa. Contudo, sua natureza vai contra tudo aquilo que ele acreditava e já tinha enfrentado até então: ela sabe que está morta, que é poderosa e algo a mais (não posso dizer o que é por ser spoiler) que irá despertar a curiosidade de Cas.   

Após poupar sua vida, ele fica completamente instigado quanto seu próprio passado, bem como o dela,  e o que levou a fantasma a tomar tal atitude, levando-o a uma misteriosa e enigmática trama que revelará segredos familiares e desencadeará alguns eventos desastrosos, como mortes. 

Capa americana do segundo volume.

Não tenha medo do escuro, Cas. Mas não deixe que lhe digam que tudo o que está ali no escuro também está no claro. Não é assim. 
Pág. 103

Acredito que a real intenção de Kendare não era construir uma trama intensamente subjugada ao terror e horror, como Stephen King e outros autores do gênero, até mesmo pelo fato do protagonista ser um adolescente que tem uma vida incomum por ser um caçador de fantasmas. A estrutura narrativa apresenta elementos da literatura juvenil, como o amor proibido (por mais irônico seja) e o valor da amizade verdadeira, ou seja, típicos clichês do gênero. Não que isso tenha se tornado um ponto negativo, já que a autora soube utilizá-los a seu favor. Além disso, a história, sempre que possível, busca refletir sobre assuntos que não fogem da realidade de alguns jovens, como a faculdade, irresponsabilidades e conflitos emocionais. 

A escrita da autora é simples, mas ao mesmo tempo envolvente. A narrativa é feita em primeira pessoa e sob o ponto de vista de Cas, o que, juntamente com outros elementos narrativos, intensificou a imersão na história, possibilitando uma melhor visualização dos fatos e da rotina nada comum de um jovem caçador de fantasmas. As influências dos pontos abordados foram sentidas no ritmo da leitura, que se mostrou rápida e incansável. 

Os enigmas e mistérios que foram construídos sob o passado de Anna tornou tudo mais atraente, pois ela, de certo modo, é uma personagem que denota uma personalidade complexa e profunda, já que suas reações são imprevisíveis (geralmente violentas e raivosas). Isso se deve à forma brutal de seu assassinato em 1958 e por estar matando por muitos anos. Cas, por sua vez, amadurece ao longo da trama, mas sem abandonar seu lado irônico e sarcástico, além de deixar em evidência que almeja uma vida normal e não ter que ficar mudando de cidade a cidade. Apesar disso, percebi que os personagens secundários, como os amigos de Cas, poderiam ter sido mais explorados e menos estereotipados, pois demonstram potencial. 

Maddie Hasson (Anna) e Cameron Monaghan (Cas)

- Terra dos mortos? É com isso que você sonha? - ela pergunta. - Um cara que ganha a vida matando fantasmas?
- Não. Eu sonho com pinguins construindo pontes. Não me pergunte porquê.
Pág. 177

O encerramento do livro deixa um gancho para o próximo volume, Girl Of Nightmares (sem previsão de publicação no Brasil). Apesar disso, acredito que Kendare poderia ter sido mais detalhista em alguns pontos importantes que foram desenvolvidos brevemente. Anna Vestida de Sangue definitivamente não é uma leitura recomendada para aqueles que estejam esperando algo assustador ou violento demais a ponto de ser impactante.

A diagramação está simples, mas com um ótimo espaçamento entre linhas e um tamanho de fonte agradável. Na edição contamos com páginas amareladas e uma capa com títulos envernizados, bem como uma ilustração mostrando Anna com seu vestido branco sujo de sangue. Não encontrei erros de revisão aparentes.

*Anna Vestida de Sangue teve seus direitos de adaptação adquiridos pela Fickle Fish Films e em breve deve virar filme. Maddie Hasson irá interpretar Anna e Cameron Monaghan irá viver o papel de Cas. (FONTE)