17/04/2014


Saudações, caros leitores, como vocês estão?
Novos livros são sempre bem-vindos e as editoras estão nos agraciando com outros grandes lançamentos para o mês de Abril. Vamos espiar quais serão? 

Dando continuidade à série Quarteto de Noivas, a editora Arqueiro está lançando o segundo volume, cujo nome é Mar de Rosas. Nada como mais um romance da nossa querida Nora Roberts para nos deixar feliz. Caso queiram ler um trecho do livro, cliquem aqui.


Emma Grant é a decoradora da Votos, empresa de organização de casamentos que fundou com suas três melhores amigas de infância – Mac, Parker e Laurel. Ela passa os dias cercada de flores, imersa em seu aroma, criando e montando arranjos e buquês. Criada em uma família tradicional e muito unida, Emma cresceu ouvindo a história de amor dos pais. Não é de espantar que tenha se tornado uma romântica inveterada, cultivando um sonho desde menina: dançar no jardim, sob a luz do luar, com seu verdadeiro amor. Os pais de Jack se separaram quando ele era garoto, e isso lhe causou um trauma muito profundo. Ele se tornou um homem bonito e popular entre as mulheres, porém incapaz de assumir um compromisso. Quando Emma e suas três amigas fundaram a Votos, foi Jack, o melhor amigo do irmão de Parker, quem cuidou de toda a reforma para transformar a propriedade no melhor espaço para casamentos do estado.


Os Assassinos do Cartão-Postal, de James Patterson, o a Nicki Minaj da literatura, em feat. com Liza Marklund, tem uma instigante sinopse - Bruxos e Bruxas também tinha e eis o que saiu - e uma premissa incrível. No último Lançamentos e Divulgações, ele foi exposto com o nome The Postcard Killers, já que não havia capa, sinopse e titulo nacionalCaso queiram ler um trecho do livro, cliquem aqui.



Uma viagem para conhecer as mais belas cidades da Europa é o sonho de qualquer pessoa. Porém, o detetive da NYPD Jacob Kanon não está interessado nos pontos turísticos. Após receber a notícia do brutal assassinato de sua filha e namorado, mortos em Roma, Kanon viaja para o Velho Continente para tentar juntar pistas sobre o crime que mudou sua vida. E a onda de assassinatos está só começando: jovens casais são encontrados mortos em Paris, Copenhague, Frankfurt e Estolcomo. Os crimes parecem não estar conectados, com exceção de um cartão-postal enviado para o jornal local da cidade de cada nova vítima. Quando o repórter sueco Dessie Larsson recebe um postal, Kanon junta forças com o jornalista e partem para o novo destino para tentar capturar o serial killer.



Querida Sue, da autora Jessica Brockmole, é um romance que pretende mexer com o emocional dos leitores. No último Lançamentos e Divulgações, ele foi exposto com o nome Letters From Skye, já que não havia capa, sinopse e titulo nacional. Caso queiram ler um trecho do livrocliquem aqui


Março, 1912: A jovem poeta Elspeth Dunn nunca viu o mundo além de sua casa, localizada na remota ilha de Skye, noroeste da Escócia. Por isso, não é de espantar a sua surpresa quando recebe uma carta de um estudante universitário chamado David Graham, que mora na distante América. O contato do fã dá início a um intercâmbio de cartas onde os dois revelam seus medos, segredos, esperanças e confidências, desencadeando uma amizade que rapidamente se transforma em amor. Porém, a Primeira Guerra Mundial força David a lutar pelo seu país, e Elspeth não pode fazer nada além de torcer pela sobrevivência de seu grande amor. Junho, 1940, começo da Segunda Guerra Mundial: Margaret, filha de Elspeth, está apaixonada por um piloto da Força Aérea Britânica. Sua mãe a alerta sobre os perigos de um amor em tempos de guerra, um conselho que Margaret não quer ouvir. No entanto, uma bomba atinge a cara de Elspeth e acerta em cheio a parede secreta onde estavam as cartas de amor de David. Com sua mãe desaparecida, Margaret tem como única pista do paradeiro de Elspeth uma carta que não foi destruída pelas bombas. Agora, a busca por sua mãe fará com que Margaret conheça segredos de família escondidos há décadas. Querida Sue é uma história envolvente contada em cartas. Com uma escrita sensível e cheia de detalhes de épocas que já se foram, Jessica Brockmole se revela uma nova e impressionante voz no mundo literário.

A Menina Submersa: Memórias, da autora Caitlín R. Kiernan, é um livro de terror e fantasia dark que promete tirar o fôlego dos mais corajosos leitores que irão adentrar esse mundo cheio de figuras misticas. Lançamento da Darkside.

'A Menina Submersa - Memórias' é um verdadeiro conto de fadas, uma história de fantasmas habitada por sereias e licantropos. Mas antes de tudo uma grande história de amor construída como um quebra-cabeça pós-moderno, uma viagem através do labirinto de uma crescente doença mental. Um romance repleto de camadas, mitos e mistério, beleza e horror, em um fluxo de arquétipos que desafiam a primazia do 'real' sobre o 'verdadeiro' e resultam em uma das mais poderosas fantasias dark dos últimos anos. Considerado uma 'obra-prima do terror' da nova geração, o romance é repleto de elementos de realismo mágico e foi indicado a mais de cinco prêmios de literatura fantástica, e vencedor do importante Bram Stoker Awards 2013. A autora se aproxima de grandes nomes como Edgar Allan Poe e HP Lovecraft, que enxergaram o terror em um universo simples e trivial - na rua ao lado ou nas plácidas águas escuras do rio que passa perto de casa -, e sabem que o medo real nos habita. O romance evoca também as obras de Lewis Carrol, Emily Dickinson e a Ofélia, de Hamlet, clássica peça de Shakespeare, além de referências diretas a artistas mulheres que deram um fim trágico à sua existência, como a escritora Virginia Woolf.
Dando continuidade à magnifica e épica viagem pela Península de Palma, Tigana: A Voz da Vingança, do autor Guy Gavriel Kay, está imperdível. Como li o primeiro volume - resenha aqui -, minha ansiedade está bastante aguçada para dar fechamento nessa aventura.

Numa tentativa de recuperar Tigana, sua terra natal amaldiçoada, o Príncipe Alessan e seus companheiros põem em prática um plano perigoso para unir a Península da Palma contra os reis despótivos Brandin de Ygrath e Alberico de Barbadior. Brandin é maquiavélico e arrogante, mas encontrou em Dianora alguém à sua altura e está hipnotizado por sua beleza e seu charme. Alberico está cada vez mais consumido pela ambição, cego a todas as ciladas a seu redor. Enquanto isso, o grupo de heróis viaja pela Península em busca de alianças que podem virar a batalha a seu favor. Alessan está mais dividido do que nunca, Devin já não é o rapaz ingênuo que era antes, Catriana apenas deseja redenção e Baerd descobre um novo tipo de magia. Conseguirá Tigana vingar a memória de seus mortos? Ninguém pode prever as perdas que sofrerão nem que fim terá esse embate. Sacríficios serão feitos, segredos antigos serão revelados e, para que alguns vençam, outros terão obrigatoriamente que cair.


Com lançamento previsto para Maio pela Editora Farol Literário, Até que eu Morra é a continuação de Morra por Mim - confira resenha aqui, da escritora Amy Plum. Espiem capa e sinopse.




“Até que eu morra” continua a história de Kate e Vincent iniciada em “Morra por mim”, mas esse amor carrega uma questão que não pode ser ignorada: como eles poderão permanecer juntos se Vincent não resistir a se sacrificar para salvar outros mortais? A promessa de levar uma vida normal com Kate significa deixar que pessoas inocentes morram? Quando um novo e inesperado inimigo se revela, Kate descobre que há muito mais coisas em risco... e que até mesmo a imortalidade de Vincent pode estar ameaçada. E aí, tem alguém ansioso por essa continuação?






Ela prefere as uvas verdes: História de perdas e encontros, do autor brasileiro Jader Pires, é uma coletânea de contos emocionantes e, além tudo, marcantes, dado que pretendem demonstrar emoções do nosso cotidiano, como sugere o título, as nossas perdas e encontros. Além da entrevista feita em vídeo com o escritor, podemos conferir também o site da obra, onde foi disponibilizado um trecho do livro e outras informações sobre mesmo. Segundo a editora Empíreo, o lançamento está previsto para o dia 23 de abril.


Para conquistar os leitores, os autores de contos precisam dominar a ciência da estrutura e do estilo, de modo a não inserir em sua narrativa detalhes que não sejam essenciais. É com essa precisão que Jader Pires tem conquistado fãs pela internet e agora publica seus contos no livro Ela prefere as uvas verdes. As treze histórias presentes no livro estão repletas do cotidiano, por onde desfilam personagens das mais variadas origens: um vendedor de crack, um político, um casal de idosos e um mágico de circo. As angústias e alegrias experimentadas por todos esses personagens – e que também são nossas – são expressas em situações fortes e incisivas, mas por vezes bem-humoradas, que aproximam o leitor da trama, sem deixar de fora nenhum detalhe. Em Ela prefere as uvas verdes, entramos em contato com personagens em momentos surpreendentes de suas vidas. Momentos em que as perdas e os encontros trazem profundas transformações.



Espero que tenham gostado. Qual destes lançamentos mais te agradou?

Abraços,
Gustavo Demétrio
GUSTAVO DEMÉTRIO
É Resenhista e CDC aqui no Vida De Leitor. Um ávido leitor que sonha um dia se tornar um Arquiteto de renome. Admirador do universo e grande fã do Stephen King. Seus livros favoritos são: Série Torre Negra, Sherlock Holmes Sob a Redoma. 
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15/04/2014


Olá pessoal, tudo bem com vocês?

Quando li a sinopse de 23 Noites de Prazer pensei que este livro seria parecido com a maioria dos romances eróticos que mostram moças desengonçadas e inseguras que após conhecerem um homem lindo começam a mudar seu jeito de ser. Mas me enganei completamente, a história retrata uma mulher segura, madura, sem medo de saciar seus desejos, que só atrai a atenção masculina após se sentir bem consigo, capaz de perceber que só vão enxergar beleza nela se ela fizer isso antes.





Nahia era uma garota tímida, insegura e insatisfeita com o seu trabalho em uma editora. Até conhecer, literalmente, o homem dos seus sonhos. Ao visitá-la durante as noites, Amadeo libertou seus desejos sexuais mais profundos e, desde então, ela teve as experiências mais sensuais, quentes e inusitadas que uma mulher poderia ter! Essas aventuras ardentes a transformarão em uma mulher confiante e deslumbrante, pronta para desafiar todos ao seu redor para fazer a coisa certa e publicar o livro mais cobiçado do momento!








Nahia era uma tímida assistente editorial que vivia uma vida medíocre e sem emoções. Conformada em passar despercebida e não ser valorizada por seus esforços, ela jamais questionou os desaforos aos quais era submetida até ouvir um colega de trabalho chamá-la de "malcomida". Essas palavras foram a chave para que ela começasse a sonhar com Amadeo.

Disposto a provar que relações sexuais podem ser tão prazerosas para ela quanto é para seus parceiros, Amadeo aparece por 23 noites, cada uma usando o corpo da próxima pessoa com quem ela vai se relacionar, e sempre com uma nova proposta instigante capaz de induzir Nahia a experimentar desde sexo via webcam à festas onde se é proibido dizer não. Mas os problemas de Nahia não são apenas com os prazeres, ela vai perceber que uma pessoa que se destaca é capaz de atrair muita inveja.

"A libertação do desejo conduz a paz interior" - Lao Tsé
"- Até pouco tempo atrás, eu era o ser humano mais medíocre da face da Terra. Tímida, insegura, presa em um empreguinho que me impedia de mostrar o meu potencial, vítima de um severo transtorno obsessivo-compulsivo e completamente insatisfeita sexualmente. Então uma coisa aconteceu: ele apareceu."
Pág. 7
O que mais me agradou na narrativa foi a forma como os desafios surgiam de acordo com o nível de amadurecimento da personagem principal. Apesar de ser um livro que aborda sexo como assunto principal, a autora criou um enredo regado de armação, inveja e traição. Ao contrário do que normalmente encontramos em histórias dedicadas ao público feminino, a protagonista não passa várias páginas se lamentando por não estar com o cara de quem gosta.

Mesmo sendo uma personagem tímida, pacata e até mesmo um pouco sem graça no inicio do livro, Nahia se transforma em uma mulher cativante, impulsiva e cheia de personalidade. Amadeo é um ser indecifrável, cheguei a imaginar que talvez ele fosse só fruto da imaginação de Nahia, mas como ele consegue descobrir quem será o próximo parceiro dela? Esse é mistério mais interessante do livro. Adorei Lucy e Kio, eles não têm pudor e dão um toque divertido á história.

"Mulher é o sexo dominante. O homem tem que fazer todo o tipo de coisa para provar que merece a mulher". – Camille Paglia

"- Quero que você experimente novas opções. Voce teve uma vida sexual patética porque nunca esteve aberta a novas opções. Passou a vida idealizando parceiros perfeitos e não se contentando quando descobriu suas inevitáveis imperfeições. Desejar um homem, não fazer nada para conquistá-lo e ficar com outro querendo que fosse o primeiro não vai te satisfazer, Nahia."
Pág. 52
O erotismo e a sensualidade estão presentes na obra desde o significado do nome da protagonista até a cidade onde ela mora (Amsterdã), o sexualismo é explorado em suas mais variadas formas, seja através um simples striptease ou por relações com vários parceiros. A autora não deixa a desejar em nenhum aspecto, a obra é bem construída e nos prende do começo ao fim, sendo capaz de despertar as mais diversas reações no leitor.

A capa foi muito bem elaborada e é insinuante na medida certa. A diagramação está perfeita, com uma fonte de tamanho mediano, os capítulos são divididos conforme o número de noites, cada um se inicia com uma frase dita por grandes nomes sobre assuntos relacionados ao sexo, o que confere um grande charme ao livro. Existem alguns erros na revisão, mas são aceitáveis. Leitura mais do que recomendada.

Abraços,
  Tamires Souza
TAMIRES DE SOUZA
É Resenhista aqui no Vida De Leitor. Desenvolveu sua paixão pela leitura ainda criança através de revistas em quadrinhos e desde então não vive sem um livro dentro da bolsa. Recém formada e sonha um dia cursar uma faculdade de Direito. Seus livros favoritos são: Série Rangers Ordem dos Arqueiros, A Seleção e a Série A Mediadora
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14/04/2014

Saudações, caros leitores, como vocês estão?

The 100: Os Escolhidos foi uma das melhores leituras que tive até o momento e acredito que isso seja oriundo dos elementos distópicos presentes na obra. Além disso, é perceptível menções à nossa realidade, justamente no que tange à politica, organização dos espaços e sobrevivência, seja daqueles que estão na "Colônia" ou na Terra, através dos interesses pessoais ou comunitários.





Desde a terrível guerra nuclear que assolou a Terra, a humanidade passou a viver em espaçonaves a milhares de quilômetros de seu planeta natal. Mas com uma população em crescimento e recursos se tornando escassos, governantes sabem que devem encontrar uma solução. Cem delinquentes juvenis — considerados gastos inúteis para a sociedade restrita — serão mandados em uma missão extremamente perigosa: recolonizar a Terra. Essa poderá ser a segunda chance da vida deles... ou uma missão suicida.







A Colônia, lar onde a humanidade estava tentando sobreviver no espaço, estava morrendo aos poucos e sem recursos para prolongar a duração de resistência da mesma, planeja, secretamente, enviar 100 delinquentes, vez que os crimes na Colônia eram punidos com a morte, para a isolada e perigosa Terra - que ainda poderia apresentar altos índices de radiação, resultado de uma guerra nuclear que ocorrera anos atrás. Sem informarem os parentes dos prisoneiros, os réus são enviados como membros de uma experiência, com um bracelete que iria monitorar os seus sinais vitais enviando os dados obtidos para a Colônia, para que assim eles verificassem se realmente é seguro voltar para o planeta abandonado. 

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"Quando os ricos fazem a guerra, são sempre os pobres que morrem." (Jean-Paul Sartre)
"Ela estava na plataforma de quarentena, a seção mais antiga de Walden. Quando a guerra nuclear e biológica ameaçou destruir a Terra, o espaço tinha sido a única opção para aqueles suficientemente afortunados para sobreviver aos primeiros estágios do Cataclismo. Mas alguns sobreviventes infectados conseguiram entrar em cápsulas de transporte - apenas para serem barrados de Phoenix, abandonados para morrer em Walden. Agora, toda vez que existia a menor ameaça de doença, qualquer um que estivesse infectado era colocado em quarentena, afastado do resto da população vulnerável da Colônia, o que sobrara da raça humana."
Pág. 36
A forma como a autora construiu sua narrativa foi um dos pontos mais positivos da obra, visto que somos apresentados ao presente e o passado dos quatro personagens que narram os capítulos intercalados, sendo eles Clarke, Bellamy, Wells e Glass. Além disso, ela é feita em terceira pessoa e acredito que não poderia ter sido outra, já que a trama é bem detalhada, deixando-a intrigante a ponto tornar a leitura fluida e dinâmica. 

Amor e ódio talvez sejam as melhores palavras para classificar a minha opinião sobre a Clarke, que por sinal, mostrou-se um pouco chata, principalmente quando ela expõem constantemente a sua indignação com o que Wells, seu ex melhor amigo, havia feito com seus pais. A personalidade de Bellamy diverge muito quando a comparamos com a presente na série televisiva, sendo no livro mais coerente e amigável. Entretanto, o que percebi em quase toda a obra, foram personagens dotados de características fortes, como por exemplo, a Glass, que esta a todo momento lutando pelo seu sonho de ficar com Luke, habitante de Walden, e nos mostrando as desigualdades sociais que rodeiam a Colônia. 

Além da sobrevivência, a trama trabalha de forma sensacional assuntos como política e divisão "agrária", visto que a Colônia é dividida em três partes, como se fossem estados e a junção das três, formassem uma espécie de país. Podemos complementar isso utilizando a dominação que Phoenix exerce sobre Walden e Arcadia, uma vez que estas duas são compostas por trabalhadores e carentes de privilégios. 

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Kass Morgan, autora da obra.
"[...] Era estranho pensar que a vida continuava da mesma forma a centenas de quilômetros de distância - os waldenitas e arcadianos dando duro enquanto os phoenicianos elogiavam as roupas uns dos outros na plataforma de observação e ignoravam as estrelas. [...]"
Pág. 242
A obra não tem um final definitivo e confesso que isso foi uma das partes mais estressantes, uma vez que a trama para justamente na parte mais interessante. E o fato que mais me entristece, é concluir que a série não tem quase nada em comum com o livro, apresentando apenas alguns elementos e, obviamente, a premissa. Contudo, fico feliz em saber que existe uma continuação intitulada de The 100: Day 21, na qual fico no aguardo para dar continuidade a essa aventura. Caso queiram ler o primeiro capítulo, cliquem aqui.

A capa está bem minimalista e clean, sem deixar transparecer muitas informações, além disso, a edição traz páginas amareladas e um tamanho de fonte agradável, sem prejudicar o ritmo de leitura. A diagramação está um pouco simples e a revisão muito bem feita. Leitura mais que recomendada. 


Trailer da Série

Abraços,
Gustavo Demétrio
GUSTAVO DEMÉTRIO
É Resenhista e CDC aqui no Vida De Leitor. Um ávido leitor que sonha um dia se tornar um Arquiteto de renome. Admirador do universo e grande fã do Stephen King. Seus livros favoritos são: Série Torre Negra, Sherlock Holmes Sob a Redoma. 
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10/04/2014


Olá pessoal, tudo bem com vocês?

Antes de mais nada, gostaria de deixar claro que o presente texto nada mais é que minha humilde opinião. Não estou criticando o gosto literário ou autores de ninguém. Estou apenas propondo uma discussão saudável e expondo o meu ponto de vista sobre o assunto. Espero que gostem e participem nos comentários. 


Já repararam em quantos livros de autores internacionais tem em suas estantes? E nacionais? Sejamos sinceros, apesar de estarem ocupando um mercado cada vez maior, os escritores brasileiros ainda não recebem o devido reconhecimento.

Em pleno século XXI, MARKETING é a palavra de ordem. Compramos o que está na moda e buscamos estar por dentro dos assuntos mais comentados, no mercado literário isso também ocorre, já que quando vamos a uma livraria é comum buscarmos por Best Sellers, pelo mais novo queridinho dos seguidores de "modinhas" ou por autores de séries famosas, e mesmo descobrindo no final que a obra ALGUMAS vezes não é assim tão grandiosa quanto à exaltação que recebe, continuamos seguindo essa linha.

Dando uma lida na lista de livros mais vendidos no Brasil, fiquei impressionada com a quantidade de obras escritas por estrangeiros. Atualmente estamos vivendo a febre John Green, é claro que com tanto destaque perante a mídia, milhares de pessoas se interessarão pelos livros dele e comprarão mesmo que seja apenas por curiosidade, e é exatamente nesse ponto que histórias de autores nacionais acabam em desvantagem vez que é muito difícil desbancar os “grandões” do mercado que contam com um Marketing capaz de atingir os mais diversos países e pessoas.

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Campanha de incentivo à leitura de autores nacionais | Fonte: Eu leio Brasil [Facebook]

Não vejo mal algum em gostar de escritores estrangeiros, sou fã de vários deles, mas podemos equilibrar isso e valorizar o que tem de bom aqui. É reconfortante ver que quem escreveu uma série da qual gostamos vive em uma cidade próxima a nossa, pois ter a oportunidade de conhecer autores e bater um papo sobre os personagens é algo único, além de que algumas histórias são ambientadas em nosso país ou cidade que moramos, por isso podemos conhecer alguns dos cenários. O que faz com que nos sintamos mais próximos dos personagens é o fato de que vivendo no Brasil eles sabem tão bem quanto nós qual é a realidade dos nossos jovens, vez que sair um pouco daquele mundo onde adolescente de 16 anos dirigem e os alunos do colegial se dividem entre populares e não populares e escolas com fileiras de armários com senhas para você guardar suas coisas, às vezes é bom.

Estamos acostumados a supervalorizar produtos importados como se não tivéssemos capacidade de produzir algo de qualidade igual ou superior, porém constatei que os brasileiros criam histórias tão boas quanto qualquer “gringo”. Um dos grandes obstáculos que eles enfrentam é que além de um público que nem sempre vê esses livros como “atraentes”, por estarem mais familiarizados com as obras de sucesso americanas, esses escritores também tem que enfrentar uma longa jornada para conseguir uma boa editora, pois publicar um livro é assumir um risco perante o mercado, por isso é mais garantido que aqueles que tiveram bons índices de venda no exterior também terão aqui.

Assim sendo, percebemos que o autor nacional, ainda que em ascensão, é desvalorizado não somente por muitas editoras, como também por vários leitores. Não estou dizendo que você DEVE ler autores nacionais, pois penso que cada um deve ler aquilo que o agrada. Contudo, estar aberto para possibilidades é uma ótima forma de descobrir excelentes escritores e mundos com personagens que ganharão seu coração. Leia mais literatura nacional. 

Abraços,
  Tamires Souza
TAMIRES DE SOUZA
É Resenhista aqui no Vida De Leitor. Desenvolveu sua paixão pela leitura ainda criança através de revistas em quadrinhos e desde então não vive sem um livro dentro da bolsa. Recém formada e sonha um dia cursar uma faculdade de Direito. Seus livros favoritos são: Série Rangers Ordem dos Arqueiros, A Seleção e a Série A Mediadora
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09/04/2014


Olá pessoal, tudo bem com vocês?

O gênero New Adult vem conquistando uma legião de fãs com histórias que abordam a transição da adolescência para a vida adulta focando em dramas familiares, primeiras relações sexuais, amizades, dentre outros conflitos, de forma madura e suave para que se encaixe à realidade do leitor. O Segredo de Ella & Micha se encaixa nesse gênero, com uma narrativa envolvente e sensual que já sucesso de vendas no exterior. 



Este livro que você vai ler agora arrancou suspiros de uma legião de leitores americanos, entusiasmados com a escrita provocante de Jéssica Sorensen. O segredo de Ella e Micha trata do romance entre dois jovens, mas não é só isso. Os protagonistas vão tecendo, em primeira pessoa, uma trama complexa e ao mesmo tempo simples, que envolve temas delicados como dramas familiares, traumas psicológicos, medo do futuro e da morte, com naturalidade e sinceridade. Eis o que torna o livro tão comovente: sua realidade. Em qualquer lugar do mundo, cada jovem têm um pouco destes dois heróis paradoxalmente frágeis com seus traumas, mas fortes para enfrentar a dura realidade da existência e superar seus conflitos mais difíceis. Respire fundo, prepare-se para acompanhar uma história de amor com pitadas generosas de sensualidade e adrenalina.



O livro começa narrando um surto de Ella, assombrada pela morte da mãe, magoada pelo irmão e ignorada pelo pai, ela decide tomar uma pílula que faz com que ela tenha delírios. Pensando que pode voar, ela tenta se jogar de uma ponte, mas é salva por seu amigo de infância. No dia seguinte ela decide que não suporta mais viver aquela vida e sem avisar ninguém vai para uma faculdade em Nevada, onde muda seu estilo gótico, encrenqueiro e atrevido para "patricinha controlada".

Inconformado com o sumiço de Ella, Micha passa oito meses procurando por pistas que possam levá-lo a seu paradeiro, mas quando ela enfim retorna, ele decide que a nova personalidade adotada pela amiga não revela exatamente quem ela é, por isso não mede esforços para trazer de volta a jovem viciada em adrenalina por quem ele sempre foi apaixonado. Segredos, sentimentos enterrados no passado, novas descobertas, escolhas e perdas, se farão presentes no futuro dos dois. Mas a forma como irão lidar com cada desafio é sempre uma surpresa.

Apenas amigos?
Ele sabe o que vou dizer, sempre sabe. É meu melhor amigo, minha alma gêmea. Em um mundo perfeito, cheio de rosas e do brilho do sol, estaríamos juntos. Mas este mundo é cheio de lares destruídos, pais bêbados e mães que desistem facilmente.
Pág. 7

A autora foi genial ao abordar a narrativa sob o ponto de vista de ambos os personagens principais, pois, como o livro tem como foco o romance vivenciado entre dois jovens, bem como conflitos familiares, a narrativa não fica presa somente aos sentimentos da mocinha como acontece na maioria dos livros, nos permitindo vivenciar de forma mais ampla os diversos acontecimentos, e isso traz profundidade a obra.

Os personagens são muito bem construídos. Ella é uma mistura de personalidades, durante sua fase gótica era rebelde e durona, adorava desafios e vivia entre os rapazes, mas assim que passa a agir como uma patricinha ela assume um lado tranqüilo e delicado que encobre quem realmente é. O que gostei é que apesar de estar enfrentando muitas dificuldades, ela não fica se lamentando o tempo inteiro e se mostra madura e decidida. Micha é um bad boy, sexy, convencido e dedicado, além de fazer o possível para ajudar Ella a resolver seus problemas ele também consegue ser fofo e paciente quanto às indecisões dela.

Autora
Quanto mais tempo eu ficava em seus braços,mais o contentamento me invadia. Sentia-me segura, como se nada pudesse me machucar. No entanto, eu negava completamente que estava me apaixonando pelo meu melhor amigo.
Pág. 128
O que mais gostei nessa história é que ela mostra uma realidade pouco explorada, os personagens moram em um subúrbio onde existe tráfico de drogas, casas caindo aos pedaços, doenças que nem sempre terminam de forma comovente, arriscadas corridas em carros super velozes, além de uma trilha sonora voltada para os fãs de rock. As cenas de sexo não são muito descritivas e a sensualidade da obra fica por conta da forte atração existente entre os protagonistas. O final é interessante, mas não nos deixa ansiosos por uma continuação, o que torna a espera pelos próximos volumes da trilogia algo tolerável.

A capa é linda, mas infelizmente não consigo imaginar a garota presente nela como a Ella. O título possui verniz localizado, a diagramação está perfeita, a fonte é de um tamanho agradável, a revisão está impecável e as linhas possuem um bom espaçamento. Sempre que a história passa a ser narrada sob o ponto de vista de um personagem diferente o nome dele aparece em negrito para facilitar a identificação. Leitura mais do que recomendada. 

No final do livro existe uma playlist com a trilha sonora da obra, as letras das músicas dizem muito sobre os personagens. Selecionei três das quais mais gostei para que vocês deem uma conferida (basta clicar no nome da música).




Abraços,
  Tamires Souza
TAMIRES DE SOUZA
É Resenhista aqui no Vida De Leitor. Desenvolveu sua paixão pela leitura ainda criança através de revistas em quadrinhos e desde então não vive sem um livro dentro da bolsa. Recém formada e sonha um dia cursar uma faculdade de Direito. Seus livros favoritos são: Série Rangers Ordem dos Arqueiros, A Seleção e a Série A Mediadora
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08/04/2014

Saudações, caros leitores, como vocês estão?

Casa de Segredos foi uma leitura que eu desejei desde o seu lançamento e apesar desse livro ter uma trama engraçada e, obviamente, divertida, ela faz jus ao seu gênero - infanto-juvenil. Porém, o que percebi foram acertos e alguns erros que poderiam ter resultado no encurtamento de algumas passagens, caso fossem solucionados. Além disso, ela é bastante frenética e está sempre colocando os protagonistas diante de novos desafios e muitas revelações. 



Brendan, Eleanor e Cordelia Walker um dia tiveram tudo: uma bela casa em São Francisco, pais adoráveis e todo o tipo de bugiganga eletrônica que podiam desejar. Mas tudo mudou depois que o pai perdeu o emprego em um misterioso incidente. A família está em dificuldades e precisa se mudar. À primeira vista, a mansão Kristoff parece perfeita. Mas a casa que pertencia ao misterioso escritor Denver Kristoff é cheia de segredos, e os três irmãos vão parar em um lugar selvagem que parece se misturar ao terreno da casa. Guerreiros medievais patrulham as florestas, piratas fantasmagóricos rondam os mares e uma rainha sedenta por poder governa aquelas terras. À medida que desvendam o mistério, Bren, Délia e Eleanor vão descobrir o verdadeiro significado de lar e perceber que não apenas sua família — está mais para a humanidade — que está correndo perigo.


Logo no começo já percebemos que a família Walker possui um grande conflito de interesses entre si e vivem discutindo, fato que ocorre com mais frequência entre os briguentos irmãos: Cordelia, Brendan e Eleanor, de 15, 12 e 8 anos, respectivamente. Os mistérios por trás da Mansão Kristoff já começam quando eles não encontram uma placa de "Vende-se", algo que soou um pouco estranho para Brendan. Após muitas conversas e relutâncias, o Dr. Walker adquire a residência, cujo estilo era o vitoriano. Porém, o que a família não esperava era uma grande surpresa que os colocariam em um mundo desconhecido, dominado por uma bruxa que desejava um peculiar objeto que fora achado pelo seu falecido pai.

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Chris Columbus e Ned Vizzini, autores desta obra
"- Essa casa foi construída para recepções desde o início - falou Diane com um gesto abrangente.
- Quem dava festas aqui? - perguntou Cordelia.
- A Lady Gaga - brincou Brendan tentando esconder o incômodo. Primeiro não havia uma placa de VENDE-SE, depois, uma estátua sinistra, agora uma casa com um antiquário dentro..."
Pág. 19
Como eu disse no começo desta resenha, o livro apresenta acertos e falhas. Um dos pontos positivos foi justamente a sua narrativa, que se mostrou bastante fluida, apesar dos capítulos serem curtos, e é feita em terceira pessoa, possibilitando os autores de detalharem o mundo construído. Porém, a trama em certos momentos toma rumos muito infantis, o que pode acabar estressando alguns leitores. Aliás, o que percebi em quase toda a obra foram clichês já conhecidos e que poderiam terem sido cortados, já que não prejudicariam o contexto e até melhorariam os argumentos utilizados para explicar algumas passagens que foram expostas, que facultaria na eliminação de alguns furos gravíssimos que foram deixados, uma vez que me deparei com alguns trechos que se não forem bem interpretados, podem acabar gerando a ambiguidade. 

Apesar dos personagens serem cativantes, eles não demonstram emoções reais e que realmente condizem com sua respectiva idade, dado que percebemos, por exemplo, Eleanor tomando em certos momentos atitudes mais coerentes e adultas do que a dos seus irmãos mais velhos. Outro fato, é a arquitetação falha da vilã, posto que esta poderia ter sido mais trabalhada, investindo mais em poderes dignos de uma protagonista atroz. Entretanto, alguns tiveram suas características bem manipuladas e aplicadas em ocasiões pertinentes, como: coragem, traição, liderança, amor e sofrimento. 

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Capa estrangeira de "House of Secrets: Battle of the Beasts", segundo volume
"Cordelia parou no momento em que a velha memória retornou. A Bruxa do Vento rapidamente notou e pegou a mão da menina, a fim de transportá-la de volta ao estado de confusão mental que só permitia um único sentimento: desejo egoísta."
Pág. 279
Deprimente e decepcionante, são as melhores palavras para definir os acontecimentos finais, visto que todos os argumentos utilizados para explicar as eventualidades não foram bem pensados e tornaram-se um grande furo, que se fosse meditado antes, poderia ter encurtado boa parte da trama. Contudo, apesar do enredo ser falho, adorei muito a proposta dos autores, que aparenta ter uma continuação cujo nome é "House of Secrets: Battle of the Beasts". A editora disponibilizou o primeiro capítulo e caso queiram ler, cliquem aqui.

Na capa é muito bela e podemos perceber uma ilustração da Mansão Kristoff com seus atributos vitorianos, além disso, as páginas tem coloração amarelada e o tamanho da fonte é agradável. Ademais, a diagramação está simples e a revisão muito bem feita. Recomendo que cada uma leia para tirar suas próprias conclusões.


Abraços,
Gustavo Demétrio
GUSTAVO DEMÉTRIO
É Resenhista e CDC aqui no Vida De Leitor. Um ávido leitor que sonha um dia se tornar um Arquiteto de renome. Admirador do universo e grande fã do Stephen King. Seus livros favoritos são: Série Torre Negra, Sherlock Holmes Sob a Redoma. 
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05/04/2014

Hey pessoal, tudo bem?

A editora Darda irá publicar uma coletânea de contos no mês de Junho e está aceitando o envio de textos até dia 20 deste mês. O tema da coletânea é distopia e mundo pós-apocalíptico, por isso, caso você tenha interesse que seu texto seja publicado, basta cumprir o regulamento abaixo e dar asas à imaginação. 


"Esqueça a sociedade em que você vive... Agora, tudo o que vai encontrar é a lembrança do que ficou... O mundo que você conhece não existe mais. O homem, com suas guerras, destruiu o planeta, esqueceu-se do lado bom da vida.

Na coletânea de contos de ficção, da Darda Editora, “Nada Será Como Antes", que tem por base a distopia, você poderá expressar sua visão pós-apocalíptica, como se sentiria em relação a esse mundo novo, contar um dia imaginário, uma aventura, etc.

A Darda Editora e Floreios & Borrões propõem aos autores essa visão fantasiosa e imaginária, a ser descrita por cada um dos participantes."

REGULAMENTO
  1. Os textos deverão estar dentro do tema proposto pelos seus  organizadores.  
  2. É  necessário que o texto seja inédito.
  3. Cada participante só poderá concorrer com apenas 1 (um) conto.
  4. É permitida a participação de autores menores de 18 (dezoito) anos com a devida autorização assinada por escrito do responsável legal.
  5. O autor selecionado receberá via e-mail um contrato permitindo a publicação, divulgação e comercialização da sua obra.
  6. O autor selecionado se compromete a pagar o valor único de R$ 50,00  (cinquenta reais), referente às despesas de publicação.
  7. Cada autor selecionado receberá 1 (um) exemplar do livro e estará ciente de que não haverá recebimento de direito autoral.
  8. Os textos deverão ser enviados em fonte Arial, tamanho 12, justificado, em  espaçamento simples entre linhas. Deverão ocupar o máximo de 3 (três)  páginas.
  9. As obras deverão ser encaminhadas com um título e nome do autor.
  10. Não serão considerados os textos recebidos após a data limite.
  11. As inscrições serão feitas mediante envio da obra, juntamente com a ficha de inscrição solicitada e preenchida, para dardaeditora@gmail.com.   
  12. Após o envio do texto, não poderão ser feitas correções ou alterações na  obra.
  13. Todos os textos recebidos serão lidos e avaliados dentro do prazo determinado pela editora, e os nomes dos selecionados serão divulgados nas redes sociais da Darda Editora e de seus colaboradores.  

PRAZOS

Para enviar: 20 de março até 20 de abril de 2014.
Divulgação dos selecionados: 30 de abril de 2014.
Publicação: junho de 2014.


A Darda Editor nasceu, inicialmente, de um sonho de escritor – João Paulo – apaixonado por este mundo literário. Este mesmo escritor, anos mais tarde, se especializou em prestar serviços editoriais.

Em outubro de 2013 foi inaugurada a Darda Editora no interior do Rio de Janeiro, sendo uma editora voltada para autores que desejam publicar tanto em pequenas ou grandes tiragens, tendo como intuito tanto autores inéditos como os já publicados, nas áreas de poesia, romances, juvenil, ficção, suspense e infantil, promovendo, também, coletâneas e concursos. 

Abraços,
  Matheus Braga
MATHEUS BRAGA
É Administrador e Resenhista do Vida de Leitor. Cursa o 9º período de Direito na UNIPEL e sonha em se tornar juiz um dia. É apaixonado por livros e possui em sua humilde coleção títulos que vão de Fiódor Dostoiévski a Cinda Willians Chima. Seus livros favoritos são: O Nome do VentoA Descoberta das BruxasThe Summoning, Hunger GamesWithe Cat e Contos de Meigan - A Fúria dos Cártagos
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04/04/2014

Hey pessoal, tudo bem?

É com enorme tristeza no coração que digo que Convergente, a finalização de uma das trilogias mais promissoras da atualidade, foi a maior decepção literária que tive esse ano. A história não só tomou um rumo nada agradável, como um dos meus personagens favoritos em toda a saga sofreu uma inversão de personalidade que deixou-o irreconhecível. Nesta obra, Tobias perdeu, em minha concepção, a coragem e audácia que representavam com tanto afinco os ideais de sua antiga facção.

Este livro pode conter spoilers dos livros anteriores, mas evitarei o máximo dar spoilers sobre este. 







A sociedade baseada em facções, na qual Tris Prior acreditara um dia, desmoronou – destruída pela violência e por disputas de poder, marcada pela perda e pela traição. No poderoso desfecho da trilogia Divergente, de Veronica Roth, a jovem será posta diante de novos desafios e mais uma vez obrigada a fazer escolhas que exigem coragem, fidelidade, sacrifício e amor.







O livro dá continuidade imediata aos acontecimentos finais de Insurgente, tendo se passado apenas algumas horas. Após a divulgação do vídeo de Edith Prior e da dominação de toda a cidade pelos Sem-Facção (SF), as facções em geral foram abolidas e uma nova ordem social foi instaurada por Evelyn, líder dos SF e mãe de Tobias, sendo uma de suas primeiras ordens a prisão de várias pessoas, estando entre elas Tris, protagonista da série. Rebeliões e tramas políticas são os principais focos desse livro, bem como a descoberta do que há por fora da cerca que sempre manteve todas as pessoas, com ou sem facção, dentro dos limites da antiga Chicago (não vou falar o que há lá fora pois seria considerado spoiler por alguns, mas gostaria de deixar clara a minha indignação para com a autora, pois ela "viajou legal" nessas explicações).

*____*
"Por que me importo?, pergunto a mim mesma. Ele me traiu. Ele não tentou impedir a minha execução.
Eu não me importo. Eu me importo. Eu não sei."
Pág. 60
Esta obra possui o mesmo estilo de narrativa - dessa vez também sob o ponto de vista de Tobias - dos livros anteriores, que são considerados por mim leituras obrigatórias, mas a quantidade de informação e a justificativa da existência da cidade de Chicago, das facções e de tudo o que fomos levados a acreditar nos volumes passados foi, a meu ver, algo fora do comum (e digo isso no mau sentido). A autora em alguns momentos buscou justificar demais algo que não havia necessidade e outros pontos, como o motivo pelo qual Tris é imune aos soros, não tiveram nenhum aprofundamento. Era como se a autora dissesse "o motivo é que ela é divergente" e tivéssemos que simplesmente engolir isso calados, sem questionar a origem dos divergentes ou uma explicação mais detalhado sobre o assunto (eu particularmente não engoli a explicação da pureza nos genes e etc, achei muito forçado). Entretanto, devo tirar meu chapéu para a criatividade no que tange à existência dos soros das facções. Justo quando você esperava que as pessoas da Abnegação fossem os mais bonzinhos e tudo mais, vem a autora e "BOOM!", esfrega na sua cara a realidade (não posso entrar em detalhes pois prometi uma resenha spoiler free). 

Tris teve um desenvolvimento de personalidade um pouco maior do que em Insurgente, mas quem ganha destaque total no quesito personalidade em Convergente é Tobias, que sinceramente pareceu que sofreu uma lavagem cerebral, ou foi abduzido e colocaram uma cópia muito mal feita no lugar. Quem acompanhou a trajetória do rapaz que virou um mito entre os audaciosos por ter apenas 4 medos se sentirá tão frustado quanto eu ao ver que essa personalidade forte e destemida está completamente ausente e em seu lugar temos um garoto que passa a maior parte do seu tempo remoendo o passado e se sentindo para baixo, ou, segundo a Gleice do @MPessoais, ele está "mais fêmea" que ela. 

Tris e Tobias na adaptação cinematográfica de Divergente. 
"Existem tantas maneiras de ser corajoso neste mundo. Às vezes, coragem significa abrir mão da sua vida por algo maior do que você ou por outra pessoa. Às vezes, significa abrir mão de tudo o que você conhece, ou de todos os que você jamais amou, por algo maior.
Mas, às vezes, não.
Às vezes, significa apenas encarar a sua dor e o trabalho árduo do dia a dia e caminhar devagar em direção a uma vida melhor.
Esse é o tipo de coragem que preciso ter agora."
Pág. 502
Apesar de todas as criticas, que não são poucas, confesso que eu me emocionei com uma determinada cena no final, quem leu sabe do que estou falando (jurava que ia ter bolo T__T). Foi algo que foi narrado de tal maneira a dar bastante realidade à cena, o que poucos autores sabem fazer. Contudo, mesmo me emocionando e reconhecendo que Veronica narrou esse capítulo com maestria, não gostei deste final. A autora foi MUITO corajosa ao fazer o que fez, mas mesmo assim eu não gostei. 

A edição segue o mesmo padrão dos livros anteriores, sendo a tradução feita por Lucas Peterson. A diagramação é simples, com uma fonte mediana e um espaçamento entre linhas razoável, e achei apenas um erro de revisão, onde inseriram a palavra "vou" em uma frase erroneamente. Penso que cada um deveria ler o livro para tirar suas próprias conclusões e terminar a série, mas esta é uma leitura que sinceramente não recomendo, infelizmente.

Confira mais novidades no SiteTwitter e Facebook da Editora Rocco.

Abraços,
  Matheus Braga
MATHEUS BRAGA
É Administrador e Resenhista do Vida de Leitor. Cursa o 9º período de Direito na UNIPEL e sonha em se tornar juiz um dia. É apaixonado por livros e possui em sua humilde coleção títulos que vão de Fiódor Dostoiévski a Cinda Willians Chima. Seus livros favoritos são: O Nome do VentoA Descoberta das BruxasThe Summoning, Hunger GamesWithe Cat e Contos de Meigan - A Fúria dos Cártagos
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02/04/2014


Saudações, caros leitores, como vocês estão?

Tigana: A Lâmina da Alma, de Guy Gavriel Kay, é um livro que foi me conquistando aos poucos, pois quando li a sinopse pela primeira vez confesso que não fiquei interessado. Porém, percebi que a história se estende muito além de meras vinganças, nos transportando para um mundo com personagens dotados de personalidades fortes que, como um todo, conseguem dar vida a um mundo dominado por duas forças opressoras. 


Tigana é uma obra rara e encantadora onde mito e magia se tornam reais e entram nas nossas vidas. Esta é a história de uma nação oprimida que luta para ser livre depois de cair nas mãos de conquistadores implacáveis. É a história de um povo tão amaldiçoado pelas negras feitiçarias do rei Brandin que o próprio nome da sua bela terra não pode ser lembrado ou pronunciado. Mas anos após a devastação da sua capital, um pequeno grupo de sobreviventes, liderado pelo príncipe Alessan, inicia uma cruzada perigosa para destronar os reis despóticos que governam a Península da Palma, numa tentativa de recuperar um nome banido: Tigana. Num mundo ricamente detalhado, onde impera a violência das paixões, este épico sublime sobre um povo determinado em alcançar os seus sonhos mudou para sempre as fronteiras da fantasia.



Devin d'Asoli saiu aos 14 anos de casa após conhecer Menico d'Ferraut, dono de uma trupe de cantores que utilizavam suas vozes e seus instrumentos em festas. Desta vez, eles estavam diante de uma grandiosa oportunidade para suas carreiras: cantar no Palácio Sandreni, onde velariam o corpo do duque exilado, Sandre. Para conquistar tal oportunidade, eles precisariam de passar por uma seleção organizada por um dos filhos do falecido, Tomasso d'Astibar, que por sinal ficou emocionado com a música cantada. Como já era previsto, eles tiveram seus talentos reconhecidos e foram selecionados para abraçar o ritual fúnebre que aconteceria no mesmo dia de uma festividade chamada Dia das Brasas. Contudo, Devin acaba presenciando o inicio de uma conspiração contra Alberico, o Tirano, uma traição que não traria nada além de mortes. 

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Mapa da Península da Palma
"Eu quero Brandin. Eu quero Brandin de Ygrath morto, mais do que eu quero a imortalidade de minha alma além do último portal de Morian."
Pág. 82
A narrativa é rica (milionária) em detalhes, algo que pode acabar confundindo alguns leitores. Não vou negar que tive uma certa falta de entendimento no primeiro capítulo, mas creio fortemente que isso seja pelo fato de estarmos diante da construção de um novo ambiente que fora nomeado de Península da Palma, que consistia em várias províncias que são divididas entre os dois tiranos: Brandin d'Ygrath e Alberico d'Barbadior. Além disso, a trama é narrada em terceira, o que amplifica ainda mais a visão de mundo, e é dividida em três partes. 

Com personalidades consistentes, somos apresentados aos personagens que dão vida à obra que acabou me conquistando. É compreensivo a vingança que Brandin arquitetou contra a população de Tigana, tornando-o um atroz vilão que acabou ofuscando a minha visão de Alberico, devido as suas proezas. Brandin também é o que detêm maior poder, tanto político, quanto mágico. Os demais personagens tem suas capacidades previsíveis e isso pode ser apontado como uma pequena falha por outros leitores. 

Guy Gavriel Kay fora brilhante ao arquitetar a Península da Palma, construindo uma rica cultura entre as províncias - apesar do excesso de detalhes -, além de detalhar assuntos políticos, conflitos pela posse de terras e deuses que por si só criam toda a "religião" presente na trama. Porém, acredito que a magia seja mais discutida no segundo volume, já que foi pouco abordada nesse volume, até mesmo quando nos deparamos com magos que viviam nas sombras com o receio de serem raptados pelas forças de Alberico e colocados nas típicas rodas de torturas.

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Parte da Trupe de artistas
"E, com Morian, viera ao mundo tanto a vida quanto a morte; e, com a vida e a morte, vieram os homens mortais para andar sob as estrelas recém-nomeados, sob as duas luas do céu e sob o sol do dia." 
Pág. 213
Como o livro fora dividido em dois volumes, ele não apresenta um final definitivo. Entretanto, os acontecimentos que dão encerramento a obra foram um pouco apaziguados, sem muitas cenas de conflitos. Para aumentar a minha ansiedade para ler o segundo volume, a editora disponibilizou um trecho de Tigana: A Voz da Vingança no final da obra, além de termos um posfácio exclusivo para edição brasileira. 

Não tenho nenhuma reclamação da edição, já que essa se mostrou impecável e bastante detalhada, com mapas no inicio de cada parte, além de ter o interior da capa ilustrada com o mapa da Península de Palma. Caso queiram ler um trecho da obra, você pode acessar o link que a editora disponibilizou clicando aqui

Abraços,
Gustavo Demétrio
GUSTAVO DEMÉTRIO
É Resenhista e CDC aqui no Vida De Leitor. Um ávido leitor que sonha um dia se tornar um Arquiteto de renome. Admirador do universo e grande fã do Stephen King. Seus livros favoritos são: Série Torre Negra, Sherlock Holmes Sob a Redoma. 
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