Minha Primeira Tatuagem Literária

Hey pessoal, tudo bem?

Semana passada decidi me aventurar e fiz minha primeira tatuagem literária. Já queria fazer uma tattoo há algum tempo e já tinha ideia de qual desenho/frase iria utilizar, só me faltava dinheiro e tomar coragem para avisar minha mãe de que ia fazer uma. Sim, eu tenho 23 anos, já exerço minha profissão, e ainda tenho medo de falar esse tipo de coisa para minha mãe pois ela disse uma vez que mesmo que eu já tenha esposa e filhos, se eu fizesse uma tatuagem ela arrancava com a unha. O.O

Olha que coisa linda *__* (não, não é a minha).

Adivinha o que aconteceu? Ela não só gostou da ideia, como convenceu meu pai a fazer uma junto com ela, e o melhor... ele até pagou a minha, ou seja, Submarino que me aguarde! *__*

Por incrível que pareça, tudo isso foi a parte fácil. Muita gente acha que para fazer uma tatuagem basta vontade e dinheiro, e isso não é verdade. Essa é a intenção desse post, não só dizer como foi minha experiência, como também dar algumas dicas para quem tem intenção de fazer a sua primeira tatuagem literária. Vamos lá:

1 - Pense bem.

Esse é um dos fatores principais para se fazer uma tatuagem. Nunca faça algo no momento, por impulso, ou sob efeito de álcool, pois você estará marcando seu corpo PARA SEMPRE. Sim, existem cirurgias para remover a tatuagem, mas são procedimento caros e que em vários casos podem deixar cicatriz. Por isso, antes de fazer a sua tattoo, pense bem se isso é o que você realmente quer. 

2 - A escolha do desenho e do local. 

Pronto, você decidiu fazer uma tatuagem e agora vem uma das piores partes, a indecisão quanto ao desenho/frase e o local(parte do corpo) onde ela será feita. Demorei muito para escolher, pois queria que minha primeira tattoo fosse algo que tivesse um significado que vai além do próprio desenho e da tradução da frase escolhida, queria que fosse algo que tivesse um grande papel na minha vida. O resultado foi que escolhi o símbolo das Relíquias da Morte, pois Harry Potter foi o livro que me introduziu ao meio literário e me fez ficar apaixonado pela leitura, e uma frase de Harry Potter e a Pedra Filosofal - "It does not do to dwell on dreams and forget to live" que significa "Não vale a pena viver sonhando e se esquecer de viver" - que serve como um lembrete de que, mesmo que mergulhar nos mundos ficcionais por horas seja algo extremamente prazeroso e divertido, não podemos nos esquecer da nossa vida, dos amigos, do trabalho e da família. 

O segundo fator a ser levado em conta é o local onde você irá fazer sua tatuagem. Escolha sabiamente e de acordo com seu limite de dor, afinal, quem fala que tatuagem não dói está mentindo. A diferença é que, dependendo do local onde ela será feita, a dor pode ser mais suportável ou não; ou você pode ter uma tolerância a dor maior naquele local do que em outro. Eu escolhi um dos locais que é tido como um dos mais dolorosos (parte interna do antebraço) e a dor que senti não foi nada além do esperado. Locais como peito do pé, centro das costas, atrás da orelha, parte interna das coxas, parte interna do braço/antebraço e pescoço são áreas mais sensíveis e por isso a dor pode ser maior. Mas, como disse, isso é muito relativo, pois duas pessoas podem ter diferentes tipos de pele e maior ou menor capacidade de aguentar a dor. Por isso, escolha com cuidado. 

3 - A escolha do artista.

NUNCA, JAMAIS, NEVER, EM HIPÓTESE ALGUMA escolha preço no lugar de qualidade. Tatuagens são caras e por isso muitas pessoas cometem o erro de se deixar seduzir por estúdios e tatuadores que prometem um preço camarada e parcelamento em até 72x, mas se esquecem de que o que estão fazendo é uma micro cirurgia que irá marcar seu corpo para o resto da sua vida. Quando decidi o desenho e o local onde iria fazer, procurei o estúdio de um dos tatuadores mais renomados da minha cidade (Felipe Lithg, do Libertários Tattoo Studio), e não me arrependi. Além de ser um excelente profissional, seu estúdio era completamente limpo e bem organizado, e as agulhas e tintas utilizadas foram tiradas das embalagens na minha frente, para que eu visse que estava tudo novo e em perfeito estado. Até o lixo do estúdio tem uma coleta específica (eu estava lá conversando com o tatuador quando o pessoal da coleta especial entrou para pegar os resíduos). Por isso, tenha em mente aquele ditado "o barato que sai caro" e não vá na ilusão de que algo muito barato será algo de qualidade. Abaixo vocês podem conferir algumas fotos que tirei no Libertários Tattoo Studio.

Troféus de 1º Lugar que ele ganhou em campeonatos de Tatuagem.

Recepção e foto de um dos posters com ideias para tatuagem. 

4 - Cuidados.

Parabéns! Você agora tem uma tatuagem *__*. Contudo, o trabalho está apenas começando e você agora precisa ter uma série de cuidados para com a sua tatuagem. Cada tipo de pele demanda um tipo de cuidado e por isso aconselho sempre buscar a opinião e instruções do seu tatuador, pois, se você seguiu o que eu falei no item 3, ele provavelmente já é experiente no mercado. Mas alguns cuidados básicos se aplicam a todos os tipos de pele, que são: nos primeiros dias após a realização da tattoo sempre lavar o locam com sabonete antibacteriano (estou usando o Protex Vitamina E), usar alguma pomada cicatrizante (normalmente usa-se a Bepantol, contudo, como fiz uma cirurgia há pouco tempo, estou usando a mesma pomada que usei nela, que é a Nebacetin; sim, eu perguntei ao tatuador se poderia usá-la), evitar sol, piscina, sauna, e jamais coçar ou arrançar a casquinha no período de cicatrização. Sério pessoal, os itens listados aqui não são brincadeira e caso não sejam seguidos podem ocasionar: queloides, infecções, sua tatuagem pode ficar borrada ou desforme e ela pode perder a cor e ficar desbotada. Todo cuidado é pouco. ^_^

Minha Experiência

Vamos agora falar de um assunto que adoro.... eu. HAHAHAHA Brincadeira, vamos falar agora um pouco da minha experiência, que por incrível que pareça, foi muito breve. 

Cheguei no estúdio no horário marcado e fui muito bem recebido, tanto pelo tatuador quanto por sua equipe. Em seguida, ele fez a esterilização do local onde iria fazer a tatuagem e efetuou a raspagem dos pelos do braço para que eles não atrapalhem na hora de fazer o traçado. Em seguida ele aplicou sobre a pele uma especie de desenho em carbono que ele havia feito anteriormente (eu mandei para ele o desenho e a frase que queria por e-mail um dia antes), para em seguida abrir todos os aparelhos, tintas e agulhas na minha frente, tudo com muita transparência e qualidade. 

Pedi que ele começasse pela perna da última letra da frase, pois assim eu teria uma noção da dor que iria sentir, pois, dependendo do nível, eu ainda poderia desistir sem que o estrago tenha sido muito grande. Acabou que não doeu quase nada, exceto na região próximo à dobra do braço (ali doeu como se tivessem pingado plastico derretido na pele T__T). Durante todo o processo ele foi conversando comigo sobre amenidades e sobre o significado da minha tatuagem, para que assim eu não ficasse concentrado na dor, e acabou que deu super certo pois ele conseguiu fazer tudo em menos de uma hora e eu nem vi o tempo passar. Olha o resultado: 

Minha tattoo! o/

Ela está parecendo um pouco torta em algumas letras e no desenho, mas é que eu tirei no exato momento em que ele terminou de fazer, então estava mega inchado. Hoje já está normal, mas ela está protegida com bandagens (aconselhável nos 3 primeiros dias para evitar a entrada de bactérias e sujeira).

Abaixo deixo algumas dicas de tatuagens literárias para quem tem intenção de um dia fazer. Lembrando que ela não precisa ser idêntica, basta você pegar a ideia principal, levar no tatuador que você escolheu, e ele pode fazer uma arte única sem que o desenho perca o significado. 









Então, o que acharam? Ficaram com medo, ou morrendo de vontade de fazer uma também? ;)

Champion - Marie Lu

Hey pessoal, tudo bem?

Comecei a leitura desse volume com um certo receio, pois até hoje não me recuperei do trauma que foi o ultimo livro da distopia Divergente. Entretanto, posso afirmar que Marie Lu conseguiu me surpreender de todas as formas possíveis ao me apresentar um final bem elaborado, real e acima de tudo, emocionante. A Trilogia Legend é uma das melhores distopias que já li. 




No emocionante desfecho da trilogia Legend, June ocupa uma posição privilegiada no governo e Day trocou a alcunha de criminoso mais procurado do país pela de herói nacional. Mas quando tudo parece conspirar a favor da paz, a ameaça da guerra ressurge na forma de um vírus mortal que começa a espalhar o pânico entre as colônias. Em Champion, a vida de milhares de pessoas está novamente nas mãos de June, a menina-prodígio da República. Mas salvá-las significa também enfrentar novos desafios e exigir novos sacrifícios de seu amor. O livro chega ao Brasil pelo selo Rocco Jovens Leitores, que relança também os dois primeiros volumes da série, Legend e Prodigy.






Day finalmente decidiu apoiar o novo Eleitor para que juntos construam uma República melhor. Contudo, agora que os conflitos internos foram resolvidos, são as nações externas que passam a se tornar um problema. Como consequência do uso de armas biológicas, uma mutação no vírus original está causando a infecção de várias pessoas nas Colônias que, como consequência, culpam a República por todas as mortes. Qual o resultado? Guerra! Dentre tantos conflitos e problemas paralelos, Day ainda precisa se preocupar com seu amor, sua família e sua doença. Em meio ao caos surgirá um Campeão.


Eu vou te amar para sempre.
Pág.: 290

Um dos fatores que mais me agradam em toda a trilogia foi a consistência na narrativa de Marie Lu. São poucos os autores que conseguem escrever mais de um livro e ainda assim prender o leitor em todos os volumes, afinal, temos muito da famosa "maldição do segundo livro" na qual o autor faz sua estréia de maneira excelente para em seguida escrever um livro fraco e pouco desenvolvido. Esse definitivamente não é o caso da Trilogia Legend. Muitos podem achar que estou "babando ovo" de editora ou autor quando digo isso, mas quem leu sabe o quão perfeito e bem desenvolvidos esses livros são. A autora não se preocupa em agradar o leitor com finais felizes e cenas "água com açúcar", muito pelo contrário, ela nos apresenta a verdade e cenas de ação e lutas tão detalhadas que chegam a ser cruéis em alguns momentos. 

Outro aspecto que também me chamou a atenção foi o destino de vários personagens. Como disse acima, ela não está preocupada com um final feliz, mas sim, em apresentar ao leitor uma história bem elaborada e consistente, o que pode não agradar alguns leitores. A maneira como ela desenvolve alguns personagens, mesmo em seus momentos finais, é capaz de despertar sentimentos que você não pensa que terá para com determinado personagem. É o velho ditado, "infância é idolatrar o Batman, mas maturidade é perceber que o Coringa faz mais sentido", e é isso que Marie Lu faz, ela consegue que você entenda os motivos e até mesmo perdoe personagens que ao longo da série só fizeram merda atrocidades, pelo simples fato de saber argumentar e apresentar ao leitor motivos convincentes para tais atitudes. 


O final foi algo que realmente não esperava. Como já é de praxe em várias distopias, temos varias mortes e momentos revolucionários, mas o que mais me chamou a atenção foram os destinos dados aos personagens. Não me entendam mal, adorei tal atitude pois quando olhamos a obra como um todo esse seria um final mais real, mas ainda assim foi surpreendente e inesperado. 

A edição segue o mesmo padrão dos livros anteriores, contendo uma capa chamativa, folhas amareladas com um efeito esfumaçado nas pontas (como se o livro tivesse ficado próximo ao fogo), um espaçamento entre linhas que ajuda em uma leitura rápida e uma fonte mediana. Contudo, fiquei um pouco decepcionado quanto a qualidade, pois, assim como Legend, a lombada da minha edição de Champion teve sua cola rompida (e vocês sabem que meus cuidados com meus livros beiram o TOC). Mesmo com esse pequeno probleminha, recomendo sim a leitura dessa trilogia para todas as pessoas, pois garanto que valerá cada minuto.

Confira mais novidades no SiteTwitter e Facebook da Editora Rocco.

A Herdeira - Kiera Cass

Olá pessoal, tudo bem com vocês?

Quando descobri que Kiera iria escrever mais um livro retratando o universo da Seleção fiquei em êxtase, mal podia esperar pelo lançamento, estava louca para saber o que tinha acontecido com a America a o Maxon e para conhecer um pouco a respeito dos filhos deles. Assim que iniciei a leitura de A Herdeira percebi que muitas vezes é melhor não saber o que acontece com os personagens de uma das suas séries favoritas após o “Felizes Para Sempre”.






Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, filha do casal. Prestes a conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, ela não tem esperanças de viver um conto de fadas como o de seus pais… Mas assim que a competição começa, ela percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto parecia.







Após assumir o governo de Illéa, Maxon decide dissolver as castas que restringiam a população a seguir apenas a profissão herdada durante o nascimento. Anos se passam e a geração que cresce sem esse sistema torna-se cada vez mais insatisfeita, já que apesar de não existirem na teoria, na prática as castas ainda continuam impedindo que pais permitam o casamento com pessoas que antes pertenciam a castas inferiores. O acesso aos estudos continua difícil para os das castas inferiores que desejam exercer funções das castas superiores e ainda mais para os de castas superiores que querem trabalhar com as atividades dos de castas inferiores. O numero de desempregados e desabrigados só cresce.

Pensando em uma maneira de distrair a população enquanto tentam criar uma estratégia para resolver os principais problemas do país e evitar uma revolução, Maxon e America decidem que a melhor opção é criar uma seleção para Eadlyn, a futura rainha de Illéa. O único problema é que Eadlyn gosta de ser uma mulher independente e não quer ter que escolher um marido, por isso decide fazer o máximo possível para espantar todos os pretendentes e encerrar a competição da mesma maneira que entrou: solteira.

Nem toda mulher sonha em se casar.

Me parecia admirável que um garoto comum se sentisse preparado o bastante para enfrentar o desafio de se tornar príncipe. Mas ninguém me amarraria antes do tempo, e eu ia garantir que esses pobres coitados soubessem bem onde tinham se metendo.
Pág.: 40

A escrita de Kiera é leve e bem construída, poderia passar dias lendo apenas o que ela escreve sem me sentir cansada, por isso sou tão fã dessa autora. Apesar da história se desenvolver de forma fluida, não gostei muito da proposta apresentada nesse livro. Em a Seleção encontramos mistério, reviravoltas constantes e uma mocinha inspiradora, já A Herdeira foi uma verdadeira decepção nesses quesitos, os conflitos apresentados não são tão envolventes e a mocinha não passa de uma antipática. Por ser fã da série esperava um pouco mais desse volume.

As características da personagem principal são muito irritantes, ela é teimosa, mimada e um pouco manipuladora, tal personalidade é justificada pelo fato de desde pequena ela ser preparada para assumir o trono, porém isso não me convenceu nem um pouco já que Maxon e Camille (futura rainha da França e namorada de Aheren) também passaram por tal treinamento e nem por isso são tão rudes. O que me impulsionou a terminar essa leitura - além da escrita perfeita da Kiera – foram os personagens secundários, pois Aheren, o irmão gêmeo da futura rainha, é gentil, racional e romântico. Também achei o desenvolver do relacionamento de Maxon e America encantador, e os rapazes da Seleção tornam a história ainda mais emocionante.

Ser rainha exige certos sacrifícios.

Eu seria rainha, e uma rainha podia ser muitas coisas... Mas vulnerável não era uma delas.
Pág.: 158

Acredito que até hoje já tenha lido várias histórias cujas protagonistas me desagradaram, contudo nunca encontrei nenhuma que fosse tão insuportável quanto Eadlyn. Adoro quando uma mulher se sente poderosa e autossuficiente, mas o problema de Eadlyn é que ela usa o poder e a persuasão que tem para amedrontar e obrigar as pessoas a atenderem seus desejos. Quem acompanha a série sabe que o pai de Maxon era um rei autoritário que só pensava em poder, a princesa possui um gênio bastante parecido, o que a torna grande parte do tempo incapaz de enxergar os problemas das pessoas ao seu redor. Durante toda a história senti raiva por ela ter um enorme senso de superioridade, mas quando chegamos às ultimas páginas algumas revelações fazem a armadura dela começar a cair, tornando-a mais tolerável e nos impulsionando a desejar ler o próximo volume.

A capa é linda e segue o mesmo padrão que as outras da série, ao colocar as lombadas lado a lado o contraste é maravilhoso. A diagramação também segue o padrão da série contando com o desenho de uma coroa em cada começo de capítulo, a fonte é de tamanho mediano e há um espaçamento agradável entre as linhas, as páginas possuem coloração amarelada. Acredito que cada um deveria ler e tirar as próprias conclusões a respeito dessa história, já que ela reúne vários pontos negativos e positivos.


Promoção: The Originals - Ascensão


Hey pessoal, tudo bem?

Quer levar para casa um exemplar desse livro maravilhoso? Para concorrer é simples, basta preencher a primeira entrada, que é LIVRE, e você já está participando. Contudo, caso queira mais chances de ganhar, assim que a referida entrada for preenchida, as EXTRAS serão liberadas e algumas delas podem ser usadas todo dia, ou seja, muito mais chances para você!

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  3. O blog não se responsabiliza por danos ou extravios causados pelos Correios.
  4. Caso o ganhador forneça o endereço errado e o pacote retorne, o mesmo perderá o direito ao prêmio.
  5. O ganhador deve ser residente e domiciliado em território nacional.
  6. O ganhador que descumprir alguma das regras será desclassificado.

"Que a sorte esteja sempre a seu favor!!"

Perguntas Literárias


Hey pessoal, tudo bem?
Vi essa Tag no blog Beco Literário e decidi responder algumas perguntas relacionadas a livros. Espero que gostem ^_^.

1 – A capa mais bonita da sua estante.
Essa foi uma escolha muito difícil, mas acho que a capa mais bonita que tenho na minha estante é a de Contos de Meigan. Ela é simples, bem trabalhada, possui cores muito bonitas e a mascara presente na ilustração é condizente com o tema. 


2 – Se pudesse trazer um personagem da ficção para a realidade, qual seria?
Outra pergunta difícil T_T. De todos os personagens, se tivesse que escolher apenas um seria o Kvothe de O Nome do Vento. Como a "magia" daquele mundo pode ser aprendida, acho que ele seria um ótimo professor e eu iria conquistar a Terra com meus novos poderes HAHAHAHA.


3 – Se pudesse entrevistar um autor (a), qual seria?
Definitivamente a Deborah Harkness. Sério, essa mulher é um gênio quando o assunto é escrever uma obra perfeita. Ela é autora de Descoberta das Bruxas, Sombra da Noite e O Livro da Vida

4 – Um livro que você não leria de novo? Por quê?
Qualquer um da série Harry Potter. Apesar dessa série ser excelente e de ter um papel muito importante na minha vida, tenho medo de reler os livros e acabar achando falhas ou não gostando tanto assim da história, fazendo com que meu encanto acabasse. 

5 – Um casal.
Eu e Pizza. HAHAHAHA Brincadeira. Se tivesse que escolher um casal eu ficaria na dúvida entre Sofia Alonso e Ian Clarke, do livro Perdida, ou Akkarin e Sonea, da Trilogia do Mago Negro

6 – Dois vilões.
Com certeza Galbatorix, da série Eragon, e um personagem de Rainha Vermelha que ão posso falar o nome pois é spoiler. O primeiro eu escolheria por todo o mal que ele trouxe para o mundo criado pelo Paolini e por ter extinto os Dragões. Já o segundo, eu escolhi por ser um grande e perfeito filho de uma quenga manipulador. 

7 – Um personagem que você mataria?
Pode matar autor? Se sim, definitivamente a Lauren Kate. Se não, mataria todos os personagens que ela criou até hoje HAHAHAHA. Não me odeiem, eu apenas não suporto essa mulher e acho que tudo que ela escreve é ruim. 

Elenco principal da adaptação para TV da série Fallen

8 – Se pudesse viver em um livro, qual seria?
Circo da Noite. Apesar de muita gente odiar esse livro, eu acho que o mundo criado pela Erin e toda a magia e talento que ela usou na criação do Le Cirque des Reves algo fascinante. 


9 – Qual o maior e o menor livro da sua estante?
Os maiores são: O Guia da Alagaësia de Eragon (tamanho) e O Temor do Sábio (número de páginas). Os menores são: Série 39 Clues (tamanho) e a Coleção de HQs de Edgar Allan Poe (número de páginas).

Bom, pessoal, é isso ;) Fiquem à vontade para responder algumas das questões nos comentários ou no blog de vocês. No caso da segunda opção, lembre de me mandar o link para conferir suas respostas ^_^

* Créditos da Imagem: Além da Minha Estante.

Promoção: Rainha Vermelha


Hey pessoal, tudo bem?

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"Que a sorte esteja sempre a seu favor!!"

Jackaby - William Ritter

Hey pessoal, tudo bem?

Confesso que quando decidi solicitar este livro para resenhar foi exclusivamente pela capa. Contudo, ao adentrar o mundo criado por William Ritter, vi que a história não é só muito bem construída como também apresenta uma gama de personagens bem trabalhados e envolventes. Infelizmente a narrativa apresenta dois aspectos que não me agradaram muito, mas isso não ofusca o brilhantismo e excelência do conjunto final apresentado ao leitor. 

"Eu sou um homem de razão e da ciência. Acredito no que vejo e posso provar, e o que vejo geralmente é difícil para os outros compreenderem. Até onde eu descobri, tenho um dom ímpar. Isso me permite ver a verdade quando os outros só enxergam ilusão. E há muitas ilusões, muitas máscaras e fachadas. Como dizem, o mundo todo é um palco e parece que eu tenho a única poltrona da casa, com vista para os bastidores.” Abigail Rook deixou sua família na Inglaterra para encontrar uma vida mais empolgante além dos limites de seu lar. Entre caminhos e descaminhos, no gelado janeiro de 1892 ela desembarca na cidade de New Fiddleham. Tudo o que precisa é de um emprego de verdade, então, sua busca a leva diretamente para Jackaby, o estranho detetive que afirma ser capaz de identificar o sobrenatural. Contratada como assistente, em seu primeiro dia de trabalho Abigail se vê no meio de um caso emocionante: um serial killer está à solta na cidade. A polícia está convencida de que se trata de um vilão comum, contudo, para Jackaby, o assassino com certeza não é uma criatura humana. Será que Abigail conseguirá acompanhar os passos desse homem tão excêntrico? Ela finalmente encontrou a aventura com a qual tanto sonhara. Prepare-se para desvendar este mistério!

A história se passa na cidade de New Fiddleham, inverno de 1892, e conta a história de Abigail Rook, uma jovem que ao sair de casa para explorar o mundo acaba se deparando com o excêntrico Jackaby, um detetive que possui a capacidade de ver o que as demais pessoas não conseguem: o mundo sobrenatural. Usando de suas habilidades natas e uma mente perspicaz, ela ajuda o detetive a desvendar uma série de assassinatos inexplicáveis que vem ocorrendo na cidade, tendo eles apenas uma coisa em comum: não foram cometidos por um humano. Será que Abigail conseguiu finalmente encontrar a aventura que tanto desejou?  

Douglas (quem leu vai entender HAHAHAHAHA)

- Não fiz nada dessa natureza. Isso seria uma rude invasão de privacidade - o homem disse, secamente, ao tirar um cisco da minha manga, analisá-lo e guardar em seu casaco largo. - Já entendi - anunciei. - O senhor é detetive, não é? - Os olhos do homem param de se mover de um lado para o outro, e voltaram a se fixar nos meus. Desta vez, eu sabia que tinha sua atenção.
Pág.: 12

O livro possui uma narrativa leve e bem elaborada, de maneira que conseguimos ler vários capítulos de uma vez só e nem percebemos o tempo passar, contudo, ela apresenta dois aspectos que, como citado no começo do texto, não só me deixaram incomodado, como também confuso em vários momentos. O primeiro deles pode ser visto no quote acima, não há aquela divisão padrão quando dois personagens estão dialogando, ou seja, no mesmo parágrafo duas pessoas conversam, o que em alguns momentos me confundiu muito, pois não sabia qual deles estava falando. 

O outro aspecto é mais um desgosto pessoal, que é quando o personagem Jackaby se estende demais nas explicações. Em alguns momentos Abigail faz uma simples pergunta ou comentário sobre determinado objeto e recebemos uma enorme explicação sobre ele na qual o personagem fala que aquilo não é algo normal, mas sim "um pedaço de carvalho. Foi cortado de um abrunheiro irlandês por um duende artesão, curado numa fornalha de Gofannon e imbuído com poderes protetores sobrenaturais...". Entenderam? Ele dá explicações que são completamente desnecessárias para a cena, apenas para mostrar que algum objeto não é o que parece ser ou que ele sabe de algo que os demais personagens não sabem, e isso é um pouco cansativo. Contudo, para nossa sorte, isso ocorre apenas na primeira metade do livro. 

Os personagens são MUITO bem trabalhados. Todos eles possuem personalidades únicas, até mesmo o pato, que na verdade não é um pato. De todos, os que mais gostei foram Abigail e Cane, que além de terem desempenhado um papel muito importante na história, também conseguiram me cativar por sua inteligência e lealdade mesmo diante das mais diversas situações. 

Capa americana do segundo livro.

Sua expressão era séria e suas sobrancelhas estavam franzidas. - Vai ficando mais espesso, à medida que nos aproximamos. É escuro e está fluindo para fora, como uma gota de tinta na água, espalhando-se em círculos.
 - O que é? - Minha pergunta saiu como um sussurro, meus olhos se esforçavam para ver o invisível.
 A voz de Jackaby saiu ainda mais suave:
- A morte.
Pág.: 35

O final foi um pouco previsível, pois um pouco depois da metade do livro já dava para perceber quem era o assassino. Contudo, o encerramento foi satisfatório e conclusivo, não deixando pontas soltas e respondendo todas as questões levantadas ao longo de toda a narrativa, deixando apenas pequenos ganchos para o segundo volume. Gostei do destino de alguns personagens e de toda a ação contida nas cenas finais e, apesar dos pontos negativos citados, recomendo sim a leitura dessa obra, pois de uma forma geral ela não é só muito bem trabalhada como apresenta algo que ainda não vi nos livros atuais: uma mistura de Sherlock Holmes e Doctor Who. 

A edição está linda. A capa apresenta tons muito bonitos e verniz localizado de maneira a dar brilho para algumas manchas e efeitos, sem contar que a arte está belíssima e apresenta o contorno do perfil de Jackaby, mas apresentando dentro da sombra o prédio de porta vermelha e Abigail correndo. A diagramação está simples, mas muito bem feita, contendo uma fonte mediana e um espaçamento entre linhas agradável. Achei apenas um erro de digitação, mas nada que atrapalhe a compreensão do sentido da frase. 

A Queda da Casa de Usher - Edgar Allan Poe

Hey pessoal, tudo bem?

Hoje trago para vocês a resenha* de mais uma HQ de um dos contos do mestre do terror, Edgar Allan Poe, cujas resenhas dos volumes anteriores podem ser vistas aqui, aqui e aqui. Mais uma vez o autor me surpreende com uma compreensão única, macabra e bem além de seu tempo, dos problemas que afligem o psicológico humano.







A mansão gótica está em ruínas e aos poucos afunda no pântano sob ela. Seus moradores estão doentes e deslizando para o mundo da loucura. E se você ouvir com atenção, poderá escutar o som da hera subindo pelas paredes, o vento sussurrando seu nome e as árvores estalando quando esticam seus galhos para recebê-lo. Por favor, tente aproveitar sua estada...








A mansão de Usher está decaindo e sendo engolida pelo pântano em cima da qual foi construída e, no ápice do devaneio, Roderick Usher envia uma carta para um antigo amigo - o protagonista sem nome -, que prontamente viaja para a mansão com intenção de ajudá-lo. Contudo, ao se deparar com uma casa gótica e caindo aos pedaços, ele percebe que as coisas não são tão simples quanto parecem, e que seus moradores estão aos poucos sucumbindo à loucura. Quando até mesmo a mais minuscula sombra pode ser um agouro de morte, como nosso protagonista aproveitará sua estadia?

- Deixe eu lhe perguntar algo, o que acha da Vida das Plantas?
- Vida das Plantas? Bom, eu... às vezes acho que tem sentimento. Que todas tem vontade própria, ou um plano, talvez.
- Plantas tem planos?
- Como a hera do lado de fora da janela. O que está querendo ao subir devagar pela parede? Deve ter alguma ideia do que está fazendo. Nunca pensou em coisas assim? Nunca se perguntou questões desse tipo?
Pág.:28

Como disse no começo do texto, Poe mais uma vez conseguiu me surpreender por seus insights da mente humana, ainda mais por seu texto ser bem à frente de seu tempo. A Queda da Casa de Usher trabalha as paranoias e obsessões humanas, que quando não controladas levam à loucura e que por consequência influênciam no estado físico da casa. A decaimento da mansão era um reflexo do estado mental de seus donos, ou seja, quanto mais a loucura se entranhava em suas mentes, mais macabra e aos pedaços a construção ficavam. O motivo pelo qual disse que os textos de Poe muitas vezes eram á frente de seu tempo se dá pelo fato de que a psicologia só seria reconhecida como ciência quase 60 anos depois da publicação deste conto, e ainda assim o autor demonstrava um claro entendimento do tema ao metaforizar essa correlação entre um ambiente triste e tenebroso ao estado psicológico de seus donos, bem como as influências que tal espaço tinham, gerando assim um ciclo vicioso.

Os personagens não são tão bem aprofundados como os presentes em livros comuns, o que já era esperado, afinal, estamos falando de um conto. Contudo, pude perceber um claro foco e desenvolvimento maior em Roderick e não no protagonista, seja por suas características mais marcantes, seja pelo fato do autor ter tentado colocar o personagem principal como um narrador cujo único objetivo era dar voz a Roderick, caracterizando assim mais uma vez elementos da psicologia nos quais o protagonista representa a figura do psicólogo que tenta ajudar o amigo - paciente - quando a loucura começa a se apossar de sua mente.

Imagens da capa e interior da HQ

A edição está impecável, o que já era de se esperar quando comparada aos demais volumes da coleção. As ilustrações estão muito bonitas e a cor escolhida para representar a obra foi o verde, ou seja, todas as páginas, dizeres, ilustrações ou efeitos possuem toques dessa tonalidade, como pode ser visto na imagem acima (parece amarelo, mas isso é apenas efeito do flash da câmera). Além deste, a Farol Literário publicou mais 3 contos do autor seguindo o mesmo formato editorial da presente obra  e é claro que recomendo a leitura de todos.

* As impressões contidas no presente texto são as MINHAS interpretações do conto, ou seja, ao trabalharmos algo de um autor tão renomado cujos textos apresentam várias camadas, é sim possível que haja diversas interpretações, sejam elas literais ou metafóricas.

Infinity Ring: O Império de Ferro - James Dashner

Saudações, caros leitores, como vocês estão?

Como dito no final da resenha de Atrás das Linhas Inimigas - resenha -, estava ansioso para ler este livro que era tido como o último da saga Infinity Ring, justamente para entender o que levou Matt de La Peña a escrever um oitavo volume. Apesar dos personagens demonstrarem grande amadurecimento, não foi possível deixar passar despercebido certas enrolações e até mesmo diálogos mal desenvolvidos. 



O Império de Ferro - Quando Sera, Dak e Riq começaram a viajar no tempo usando o Anel do Infinito, nem imaginavam que navegariam na caravela de Cristóvão Colombo, defenderiam grandes cidades de ataques vikings e mongóis e encontrariam alguns dos personagens mais célebres da história pelo caminho. Agora, os três jovens finalmente voltam até o momento em que a primeira Fratura começou a alterar o curso da história. Sua última missão é salvar Alexandre, o Grande, e para isso terão de contar com a ajuda de ninguém menos do que o brilhante filósofo Aristóteles. Mas eles não são os únicos viajantes do tempo na Grécia Antiga. Uma batalha épica contra seu maior inimigo os espera… e a história será escrita pelos vencedores.






Como já sabem, cada livro da série Infinity Ring é escrito por um autor diferente. Desta maneira, é possível perceber certa oscilação na qualidade da trama e na escrita dos respectivos autores. Infelizmente, a desenvolvida pelo James Dashner não me agradou  da forma que esperava, até mesmo pelo fato dela contrastar com a presente no primeiro volume, Um Motim no Tempo, que também foi escrito por ele. Isso se deve à presença de alguns diálogos fracos e mal desenvolvidos, além de um pequeno, mas perceptível, enrolamento no desenvolvimento da trama, elementos estes que acabaram por "cansar" um pouco a leitura. 

Será que os nossos viajantes do tempo conseguirão evitar o Cataclismo?

- Isso. Exatamente isso. Por que nós nos dedicaríamos tanto, sacrificando vidas, perdendo tempo e gastando uma imensa quantidade de dinheiro para trabalhar para uma organização que promove o fim do mundo? Que sentido isso teria? Se queremos governar a humanidade, por que destruir o lugar onde ela vive? Seria loucura. É uma ideia absurda, nem um pouco inteligente.
Pág.: 109

A narrativa assume as mesmas características dos volumes anteriores, ou seja, é feita em terceira pessoa e alternando em certos momentos o ponto de vista entre os personagens. Caso não ocorresse os detalhes que citei no parágrafo acima, a leitura teria uma ótima fluidez, até mesmo pelo fato do autor não utilizar palavras de difícil compreensão. Um dos aspectos que me incentivou a continuar a leitura foram as perguntas apresentadas durante o desenvolvimento da trama, tática que até certo ponto funcionou como deveria, mas que em outros acabou se tornando tedioso. 

Algo que venho notando desde A Caverna das Maravilhas, é que o clima das missões passou a assumir uma postura mais severa, intensa e soturna. Isso fica mais visível quando pegamos os primeiros livros onde as missões ainda não demonstravam grandes dificuldades e perigos. De certa maneira isso é até interessante, pois assim podemos perceber os avanços na história, além de expor o desgaste mental e físico do trio. Apesar da previsibilidade, a trama de O Império de Ferro não deixa a desejar. Com muitas reviravoltas, ela colocou seus personagens em complicadas e arriscadas situações, exigindo assim uma certa postura, amadurecimento e equilíbrio emocional. Assim como nos volumes anteriores, o enredo está cheio de lições de moral como trabalho em equipe, amizade, dentre outras. 

Autor

- Eu escolho a morte.
Pág.: 155

O desenvolver, como já era de se esperar, foi previsível. Posso dizer que o final desta obra tem um quê de encerramento da saga, mas as circunstâncias mudam logo no Epílogo, onde está presente o gancho para o próximo e NECESSÁRIO livro, Eternity (Eternidade em tradução livre). 

A diagramação segue os mesmos moldes dos livros anteriores, portanto, encontramos um agradável tamanho de fonte e um ótimo espaçamento entre as linhas. Já na edição temos páginas amareladas, títulos envernizados e uma ilustração na capa que segue o mesmo modelo da estadunidense. Sobre a revisão, encontrei somente um erro, mas nada que mude o sentido da frase. Recomendo que cada um leia para tirar as próprias opiniões. 


Livro das Sombras - Cate Tiernan

Olá Vintagers, como vão?

Não é de hoje que venho falando que sou absolutamente apaixonada por histórias que envolvem magia, bruxas e todas as criaturas mágicas que existem e o livro da vez eu posso dizer de olhos fechados que já me “enfeitiçou” logo na sinopse. Livro das Sombras explora bastante o Universo Wicca e o romance adolescente – uma combinação que eu amo –, ele é o primeiro livro da serie Coven escrito pela autora Cate Tiernan (autora da consagrada série Amada Imortal).





Morgana Rowlands nunca se imaginou como algo além de uma garota sem graça de 16 anos, ainda mais se comparada à melhor amiga, a linda Bree. Porém, isso está prestes a mudar. Quando Cal, um veterano transferido de outra escola, entra na vida da garota, ela se vê imersa em um novo universo: o rapaz se revela um bruxo à procura de pessoas para montar um coven. A ligação entre eles é imediata e impossível de ser desfeita – só há um problema. Bree está perdidamente apaixonada por Cal. Será Morgana capaz de controlar seus sentimentos em prol da amizade ou a conexão entre eles é mais forte do que ela própria?





Resumo

Morgana Rowlands é uma garota um tanto quando nerd já havia se acostumado a ser sem graça enquanto sua melhor amiga, Bree Warren, era o centro das atenções. Contudo, sua vida começa a mudar quando Cal Blaire se muda para sua cidade e é transferido para o seu colégio. Ao ser apresentada a Cal ela se vê em um novo mundo repleto de magia, mistérios e paixão.

Cal Blaire é um bruxo seguidor dos ensinamentos Wicca e que está à procura de jovens para formar um coven. Porém, o que Morgana não esperava era que, ao optar por esse estilo de vida, ela iria descobrir que possui poderes e é capaz de manipular a energia do ambiente. Cal logo percebe que Morgana possui algo especial, e isso desperta algo entre o casal.

Cal

O cabelo castanho-escuro espetado parecia ter sido cortado por ele mesmo. Nariz perfeito, uma pele morena linda, e impressionantes olhos dourados. Demorei um pouco para perceber que ele estava falando conosco.
Pág.: 11

A conexão entre os dois é evidente, porém isso gera certa inveja e problemas para a vida de Morgana, a começar pelo fato de Bree, sua melhor amiga, estar perdidamente apaixonada por Cal e de ser capaz de fazer qualquer coisa para que essa relação dê certo. Será que Morgana será capaz de guardar por muito tempo esse sentimento em segredo? Será que ela conseguirá manter esse poder que é maior do que ela?

Opinião

Todo bruxo ou bruxa possui o seu Livro das Sombras, ele nada mais é do que um diário onde você descreve seu dia a dia, seus feitiços e sua percepção sobre a vida. O primeiro livro da série Coven, que possui um total de 15 livros (Uau), nos apresenta de forma bem rápida, diga-se de passagem, a introdução de Morgana aos costumes Wiccanos.

Livro das Sombras

A história possui os típicos personagens centrais estereotipados, mas que não deixam de ser encantadores: Morgana Rowlands, a personagem principal que não é uma garota popular, pois não possui os atributos físicos de uma líder de torcida, mas possui um dom misterioso para a bruxaria que ela não conhecia e que despertará o interesse de Cal e a inveja de alguns. Bree Warren, a melhor amiga de Morgana e uma das garotas mais lindas do colégio e Cal Blaire, o novo garoto do colégio que além de misterioso e enigmático é super gato.


O livro é narrado em primeira pessoa, um estilo que escrita que eu gosto muito, pois acredito que assim é possível sentir exatamente o que o personagem sente. No caso de Morgana, consegui imaginar todo o dilema que a personagem vivia ao se deparar com o primeiro amor e ser apresentada a um mundo totalmente diferente do seu.

A diagramação está bem trabalhada, com um jogo de fontes simulando a letra dos personagens. A capa é bonita, mesmo achando que poderia ter sido aproveitado temas relacionados às bruxas para compor uma arte mais característica. Achei a história bastante corrida, mas acredito que quando a gente gosta muito de um livro (como foi o meu caso), a leitura se torna gostosa e agradável, assim você não vê o tempo passar. O legal é que Livro das Sombras não se torna em momento algum monótono e cansativo, a autora consegue prender sua atenção e sempre vai direto ao ponto, sem rodeios.

Diagramação Linda

Segurando com força as mãos de Cal e Bree, eu disparava em volta do fogo, meio correndo, meio dançando ao mesmo tempo em que era puxada e empurrada. Comecei a me sentir como um sabonete no remoinho de uma banheira sendo esvaziada, girando e girando, fora de controle. Mas não estava sendo sugada em direção ao ralo. Em vez disso, eu estava subindo pelas ranhuras do círculo de água, chagando até o topo, presa no lugar pela força centrífuga. Eu me sentia leve e estranhamente feliz.
Pág.: 40

Recomendo a história para você que curte esta abordagem mais mística da bruxaria, que trata a natureza como tema central. Antes mesmo de começar a ler Livro das Sombras eu já gostava bastante da cultura Wicca, após finalizar a leitura pude abrir minha mente ainda mais e ver que a mágicka – calma, não escrevi errado, na história a autora mostra dessa maneira para diferenciar da mágica ilusionista – está em todas as coisas.


Rock Kisses e boa leitura!