Li Até a Página 100 e... #22 - A Herdeira da Morte, Melinda Salisbury


Hey pessoal, tudo bem?

Esse post foi criado pelo blog Eu Li Eu Conto e consiste em pegar a página 100 de nossa leitura atual e dizer o que estamos achando ao responder algumas perguntas sobre a obra. O livro da vez é:


Primeira Frase da Página 100:

- Eu não gosto – prossegue ele. – Não consigo imaginar alguém que gostaria.

Do Que Se Trata o Livro?
Twylla tem 17 anos, vive num castelo e, embora seja noiva do príncipe, não é exatamente um membro da corte. Ela é o carrasco. Herdeira da Morte conta a história de uma garota capaz de matar instantaneamente qualquer pessoa que ela toca. Até mesmo seu noivo, cujo sangue real supostamente o torna imune ao toque fatal de Twylla, evita sua companhia. Porém, quando um novo guarda chega ao castelo, ele enxerga a garota por trás da Deusa mortal que ela encarna, e um amor proibido nasce entre os dois. Mas a rainha tem um plano para acabar com seus inimigos, e eles incluem os dons de Twylla. Será que a jovem se manterá fiel a seu reino ou abandonará tudo em nome de um amor condenado?

O Que Está Achando Até Agora?
Interessante é a palavra mais adequada para descrever essa obra. Existe um lado místico que envolve deuses e poderes, achei essa abordagem bem elaborada e autêntica. A visão de reino trabalhada é cruel e impiedosa, a rainha governa Lormere com mãos de ferro e não mede esforços ao criar punições tenebrosas para quem não segue suas ordens, os castigos aplicados são muito impactantes.

O Que está Achando do Personagem Principal?
Monótona, mas acho que não poderia esperar que alguém que faz pessoas morrer com um simples toque fosse alegre. Twylla se sente grata pelos benefícios que seu dom trouxe, mas não esconde o quanto sua função a atormenta.

Melhor Quote Até Agora:


Eu ainda o encarava com os olhos arregalados e perdidos, quando a rainha pigarreou e disse;
- Era você quem deveria fazer isso. Para entender o que significa ser a escolhida. Já não pode mais voltar atrás. Este é o seu destino.
Pág.: 18

Vai Continuar Lendo?
Sim. Apesar do começo lento e da atmosfera pesada, gostei da narrativa e quero compreender melhor a história da Daunen Encarnada.

Última Frase da Página:

- É só isso?

Uma Chama Entre As Cinzas - Sabaa Tahir

Saudações, caros leitores, como vocês estão?

"Por que eu não havia lido este livro antes?" Esta foi uma das perguntas que fiz a mim mesmo após a leitura de Uma Chama Entre As Cinzas, escrito por Sabaa Tahir. Não vou negar que estava descrente da potencialidade da obra, mas após as primeiras páginas fui "obrigado" a mudar este pensamento, já que o seu agitado começo conseguiu prender a minha atenção. E como se só isso não bastasse, a autora ainda foi capaz de manter essa e outras qualidades até a última página. 


Laia é uma escrava. Elias é um soldado. Nenhum dos dois é livre. No Império Marcial, a resposta para o desacato é a morte. Aqueles que não dão o próprio sangue pelo imperador arriscam perder as pessoas que amam e tudo que lhes é mais caro. É neste mundo brutal que Laia vive com os avós e o irmão mais velho. Eles não desafiam o Império, pois já viram o que acontece com quem se atreve a isso. Mas, quando o irmão de Laia é preso acusado de traição, ela é forçada a tomar uma atitude. Em troca da ajuda de rebeldes que prometem resgatar seu irmão, ela vai arriscar a própria vida para agir como espiã dentro da academia militar do Império. Ali, Laia conhece Elias, o melhor soldado da academia — e, secretamente, o mais relutante. O que Elias mais quer é se libertar da tirania que vem sendo treinado para aplicar. Logo ele e Laia percebem que a vida de ambos está interligada — e que suas escolhas podem mudar para sempre o destino do próprio Império.




Laia é uma das poucas mulheres que sabem ler no cruel, opressor e brutal Império Marcial. Em uma noite, justamente após encontrar um caderno de desenhos de Darin, seu irmão, ela o vê sendo preso e seus avós sendo mortos nas mãos de um Máscara, um grupo de soldados que servem ao império, perdendo assim a família que lhe restava. Após fugir, ela se depara com um grupo de rebeldes intitulado de "Resistência" que lhe oferece ajuda para resgatar seu irmão. Mas para que isso ocorresse, ela teria que se infiltrar na academia militar Blackcliff, espionar a Comandante e repassar as informações para o grupo. 

Em Blackcliff ela conhece Elias, filho renegado da Comandante que treinava desde cedo para se tornar um Máscara, passando por quase todos os sofridos treinamentos e provas necessárias para o cargo. Entretanto, assim como Laia, ele não compartilha dos mesmos ideais do Império e deseja alcançar também a sua liberdade, podendo assim abandonar a academia militar. 

Mundo criado pela autora.

- Essa vida não é sempre o que pensamos que será - diz Cain. - Você é uma chama entre as cinzas, Elias Veturius. Você vai brilhar e queimar, devastar e destruir. Você não pode mudar isso. Não pode parar.
Pág.: 69

Para um livro de estreia, Sabaa Tahir brilhou mais que o Edward de Crepúsculo mostrou a que veio com uma trama envolvente e que conquista o leitor. De uma forma profunda, a autora foi capaz de transmitir ao seus leitores a imagem de seu resignado mundo e as relações opressoras que o governo tem com seu povo, bem como expor as desigualdades socioeconômicas, as dificuldades de sobreviver e a ausência da democracia no Império Marcial. Nesse aspecto, não vi diferenças dos governos ditadores e regimes imperiais que já existiram na nossa realidade, onde quem ousasse confrontar as ideologias impostas ou eram presos, ou eram mortos discretamente, como ocorre no enredo. 

Apesar da história contar com um "quê" a mais, percebi que a autora fez uso de alguns clichês para estruturar seu enredo, como as relações e consequências geradas pelo encontro de dois ou mais jovens desconhecidos, mas, felizmente, ela os usou a seu favor, sem deixar isso tão evidente e irritante. 

A trama, narrada em primeira pessoa, apresenta o ponto de vista tanto da Laia, quanto do Elias. Devido a isso, as cenas e os personagens principais, assim como os secundários, foram bem trabalhados. A personalidade de Laia vai amadurecendo no decorrer da história de forma gradual e lenta, sem deixar aquela impressão de que foi algo repentino, como ocorre alguns livros. Contudo, ela jamais abandona sua lealdade, determinação, esperança e coragem para salvar seu irmão. Já a mãe de Elias, a Comandante, é um ser humano desprezível. Há também alguns seres mágicos e sobrenaturais, como os Ghuls, que se alimentam do medo, os Efrits, que estão ligados ao mar, o vento e a areia, e o Djinns, que estão associados ao fogo e a mente. Todos de alguma forma foram essenciais para o desenvolvimento do enredo. 

Capa estrangeira do segundo volume.

Uma esperança tão tola pensar que, apesar de ter sido criado para a violência, eu poderia um dia me livrar dela. Após anos de açoitamentos, abusos e sangue, eu devia ter percebido isso. [...]
A consciência é um demônio que atormenta, insaciável, minha mente. Como isso aconteceu? [...]
Pág.: 400

Como o livro faz parte de uma série que ainda está sendo publicada no exterior, ele não conta com um final definitivo, mas posso dizer que o seu encerramento é impactante e consegue deixar alguns ganchos que devem ser explorados no próximo volume, A Torch Against the Night (A Tocha Contra a Noite, em tradução livre), que foi lançado em 30 de agosto deste ano nos EUA. Ouso dizer que Uma Chama Entre As Cinzas foi um dos melhores livros de fantasia que li este ano, justamente por conter uma trama envolvente e ótimos personagens que foram capazes de mexer com as minhas emoções. 

A diagramação está simples, mas com um tamanho de fonte agradável e um ótimo espaçamento entre linhas. Na edição temos páginas amareladas e uma capa com uma intrigante ilustração. Quanto a revisão, não encontrei erros aparentes. Deixo aqui a minha recomendação para todos. 

Divulgação: Filhos da Lua - Marcella Rossetti

Hey pessoal, tudo bem?

Hoje trago para vocês uma ótima dica de fantasia urbana, estou falando de Filhos da Lua, da autora nacional Marcella Rosseti. O livro conta com uma capa linda, um enredo promissor e tem sua história ambientada aqui no Brasil. Confira abaixo um pouco mais sobre a obra. 





Você consegue imaginar que a vida que te ensinaram a viver pode não ser aquela para a qual nasceu? Que tudo o que acredita pode não ser inteiramente verdade? E que existem criaturas conhecidas como trocadores de pele vivendo entre nós? Em Filhos da Lua: o Legado, você descobre um novo universo de fantasia urbana, tendo como cenário o nosso país. A autora apresenta uma aventura cheia de mistérios cuja personagem principal é Bianca, uma adolescente que não imagina que sua chegada na cidade desencadearia uma série de acontecimentos capazes de transformar completamente a sua vida e revelar os segredos de um perigoso mundo.





Lançado inicialmente de forma independente pelo site da Amazon, Filhos da Lua: O Legado, de Marcella Rossetti, alcançou a lista dos 100 mais vendidos em todas as categorias do site. E tem permanecido entre os mais vendidos em Fantasia Urbana, categoria na qual ele é o e-book mais bem avaliado pelos leitores (+60 avaliações, todas positivas). Agora chegou a vez desse romance ganhar uma edição impressa pela Avec Editora.

Autora

Sobre o livro:  Bianca Bley é uma jovem atormentada pelos pesadelos da morte da mãe. Os sonhos são carregados de imagens de presas e garras. Ela imaginou que a solução seria mudar-se para outra cidade. O que só fez piorar tudo. A menina conhece Lucas e parece haver um mistério envolvendo esse belo rapaz. No primeiro dia na nova escola estranhas sensações a invadiram e ela simplesmente desmaiou aos pés dele.

O que Bianca não tinha ideia é que o encontro com o Lucas e seus companheiros desencadearia uma série de acontecimentos capazes de revelar os mistérios mais profundos de sua vida. Mistérios que revelariam um novo e perigoso mundo, onde perigosas criaturas conhecidas como Karibakis a família escondia dela por anos e que logo seriam revelados. 

A jovem agora precisa entrar em um novo e perigoso mundo e assistir sua vida se transformar completamente.

Booktrailer

Quem está animado para conferir esse lançamento? O livro já está na pré-venda pela Saraiva, você pode comprar clicando aqui.

Apenas Um Garoto - Bill Konigsberg

Hey pessoal, tudo bem?

Quando fiz o Li Até a Página 100 e... de Apenas Um Garoto (acesse aqui), estava com altas expectativas para com a obra, pois ela possui uma premissa cheia de potencial, uma narrativa bem elaborada e um personagem principal com um senso de humor muito divertido. Contudo, fui com muita sede ao pote, o que fez com que a obra entrasse para o Top Decepções Literárias de 2016.




Rafe saiu do armário aos 13 anos e nunca sofreu bullying. Mas está cansado de ser rotulado como o garoto gay, o porta-voz de uma causa. Por isso ele decide entrar numa escola só para meninos em outro estado e manter sua orientação sexual em segredo: não com o objetivo de voltar para o armário e sim para nascer de novo, como uma folha em branco.O plano funciona no início, e ele chega até a fazer parte do grupo dos atletas e do time de futebol. Mas as coisas se complicam quando ele percebe que está se apaixonando por um de seus novos amigos héteros.






A sinopse resume bem a obra. Rafe é um garoto que nunca sofreu preconceito ou bullying por ser gay. Se assumindo aos 13 anos, ele contou com o apoio e amor de seus pais, bem como da aceitação de seus colegas de escola e comunidade no geral. Contudo, ele estava cansado de ser rotulado como "o garoto gay", e por isso decide começar tudo de novo no Internato Natick, uma escola só para meninos. Lá ele não era mais o amigo gay, ou o representante de uma causa, ele era apenas Rafe, um adolescente que queria jogar Futebol Americano e conversar sobre banalidades com seus amigos héteros, deixando todos os rótulos para trás. Até que ele começa a se apaixonar por seu melhor amigo.


- Queria saber o que um garoto de 6 anos precisa fazer para se tornar o líder de uma gangue - refleti. - Roubar uma loja de conveniência de Lego?
Pág.: 21

Como disse no começo do texto, esse é um livro bem desenvolvido e com uma narrativa que encanta o leitor logo no começo. O autor conseguiu passar uma imagem bacana sobre a necessidade que a sociedade tem de rotular tudo e todos, quando na verdade todos somos apenas seres humanos. Contudo, não gostei de algumas partes da obra, como um capítulo inteiro (não posso dar detalhes por ser spoiler) cuja única função era mostrar que na Natick as coisas são diferentes da antiga escola de Rafe, algo que poderia ser em resumido em poucos parágrafos. 

Os personagens são divertidos e profundos. Impossível não se divertir com as paranoias e teorias de Albie e Toby, não odiar Steve, não adorar os comentários sarcásticos de Rafe e não se comover com a bondade e profundidade com a qual Ben se entrega para quem ama. Nesse aspecto, tiro meu chapéu para o autor, pois ele conseguiu criar personagens memoráveis e que irão me acompanhar por toda vida literária. 

Kit que recebi junto com o livro. Os Correios estragaram a caixa T_T.

- Os gregos eram mais inteligentes do que nós e tinham palavras diferentes para diferentes tipos de amor. Storge é o amor da família. Não é o nosso caso. Eros é o amor sexual. Philia é o amor fraternal. E há a forma mais elevada, Ágape - explicou. - Esse é o amor transcendental, como quando você põe a pessoa acima de si mesmo. 
- Você com certeza vai para Harvard.
Ele riu. 
Pág.: 181

O final é onde tudo desanda. Apesar de tudo dito acima, da narrativa, dos personagens, das mensagens que a obra passa e das aventuras do quarteto principal, o final da obra faz com que toda uma concepção criada ao longo de toda a história escorra ralo abaixo. Muitos que leram a obra disseram que o autor quis passar uma mensagem no sentido de que "essa é a vida real", mas não foi assim que interpretei. O que vi foi uma história linda e divertida, com um desenvolvimento ótimo, ser destruída pelas escolhas erradas que o autor fez ao querer passar uma mensagem de realidade aos leitores. Infelizmente não posso entrar em detalhes sobre o que realmente causou tanta decepção, pois isso iria estragar a leitura de quem ainda não começou ou que já está na metade do livro, mas quando vocês chegarem lá irão entender. 

A edição é simples e linda. Possui uma capa com cores fortes, como pode ser visto acima, e a ilustração do que deduzo ser o casal principal do livro. Por dentro temos uma fonte de tamanho mediano e um espaçamento entre linhas na medida certa, o que não faz com que o leitor vá mudar de linha e comece a ler a mesma linha novamente (isso acontece comigo direto ¬¬). Não encontrei erros de digitação ou revisão. Muitos leitores adoraram a obra, ao passo que outros tiveram uma opinião semelhante a minha. Recomendo que cada um leia para tirar as próprias conclusões.

Gangsta Vol. 1 - Kohske {18+}

Hey pessoal, tudo bem?

Na última "book friday" que a Amazon fez, adquiri vários mangás que estavam na promoção, dentre eles Gangsta e Fullmetal Alchemist (resenha do Volume 1 aqui). Ao passo que o segundo eu já conhecia bem a história, o primeiro foi uma grande e maravilhosa surpresa, pois traz um enredo envolvente, personagens interessantes e muita ação.






Worick e Nicolas são uma dupla disposta a dar uma mãozinha ao submundo de Ergastulm, uma cidade dominada pela máfia, repleta de crime, drogas e prostituição. Mas os dois têm seu preço, e seus segredos! 










A história gira em torno de Worric e Nicolas, dois personagens enigmáticos e que se denominam como os "faz-tudo" de Ergastulm, cidade que é dominada pela máfia e é repleta de drogas, prostituição, assassinatos e mercenários que estão à venda por quem puder pagar mais. Neste primeiro volume o autor nos ambienta em seu mundo e introduz a figura dos dogtags, mercenários que foram usados em uma espécie de experiência do governo, e que em decorrência disso adquiriram habilidades superiores a dos humanos normais, como super força, maior velocidade ou capacidade de se curar em uma velocidade mais rápida. 


Alô? Obrigado por ligar para os faz-tudo. Em que posso ajudar?

Os personagens são cheios de segredos e isso desperta o interesse do leitor. Nick possui um temperamento no estilo "caladão", mas é justo com quem é justo com ele, já Worrick tem um estilo mais brincalhão e é o alívio cômico da história, o que é necessário, pois logo nos primeiros capítulos já temos cenas sangrentas e de extrema violência. Alex é uma personagem ambígua, inicialmente ela não representa um papel muito significante, mas com o tempo vamos percebendo que tem grande potencial em ajudar os "faz-tudo". Senti uma certa tensão entre ela e Nick, algo que pode vir a ser explorado no futuro, mas os segredos dele o impede de tomar alguma iniciativa. Espero que o autor trabalhe mais esse aspecto da história nas próximas edições. 


O final do volume nos apresentou o que estou deduzindo que sejam os vilões desse primeiro arco. Não foram revelados nomes ou quem são, pois apareceram somente suas sombras, mas pelo que vi são bem violentos e não estão se preocupando com a ordem estabelecida pela polícia e pela máfia, eles querem o caos. 

A edição está muito bem feita, a capa é feita em um papel cartão mais resistente e na parte interna temos uma ilustração colorida de Worrick, como pode ser visto na imagem acima. O 1º volume conta com 5 capítulos e 188 páginas de história e mais duas de quadrinhos extras e mensagens do mangaká (autor) para o leitor. Não vejo a hora de comprar os outros volumes da série *_*.


Fullmetal Alchemist Vol. 1 - Hiromu Arakawa

Hey pessoal, tudo bem?

Quem é leitor assíduo do blog sabe que tenho uma enorme paixão por Mangás / Manhwas / HQs / Graphic Novels (caso queira saber a diferença, clique aqui), mas nunca sobrava dinheiro para comprar as edições físicas, que custam em média R$15 cada e possuem de 20 a 30 volumes - algumas são volume único, ao passo que outras podem chegar a ter mais de 50 -. Contudo, descobri que a Amazon e a Saraiva costumam fazer promoções nas quais cada volume custa em média R$10, às vezes menos que isso. Comprei sim ou claro? *__*.




Edward e Alphonse Elric pagaram um preço alto por tentar ressuscitar sua mãe. Al perdeu seu corpo e Ed uma perna. Desesperado pelo que aconteceu com seu irmão, Ed sacrifica seu braço direito para selar a alma de Al em uma armadura. Hoje os jovens alquimistas estão em busca da lendária Pedra Filosofal para recuperarem seus corpos. Ouvindo rumores sobre ela, os irmãos Elric vão para uma cidade profundamente devota ao  Deus do Sol, Leto, e àquele que divulga sua fé, o Pai Cornello. Este religioso tem praticado atos milagrosos que mais se parecem com transmutações alquímicas, e investigando a origem de tais milagres eles conhecem Rose, uma garota que busca na religião a esperança de rever seu amado. A jornada dos irmãos Elric que desafiará os limites da fé e da ciência começa aqui!





Imaginem um mundo no qual você pode juntar todos os materiais necessários para construir uma ponte e basta você bater as mãos ou desenhar um círculo alquímico e a ponte aparecerá pronta na sua frente; ou que com o estalar dos dedos você consegue produzir uma explosão capaz de varrer do mapa uma pequena cidade. 

Contudo, apesar de serem equiparados a deuses, os Alquimistas Federais estão presos à Lei da Troca Equivalente* e devem seguir três regras absolutas: Não contestar as ordens do Exército, mesmo que isso implique usar sua alquimia para a guerra; Não criar ouro, pois isso abalaria a economia do país; E, acima de tudo, é proibida a transmutação humana, ou seja, os Alquimistas Federais jamais devem brincar de Deus e tentar criar um ser humano com seus poderes e conhecimentos. Esse é o mundo onde a história dos Irmãos Elric começa. 

Após seu pai sair de casa, a mãe dos irmãos é acometida por uma doença grave e morre. Decididos a ver o sorriso dela mais uma vez, eles decidem quebrar o maior tabu da alquimia e tentam ressuscitá-la. O preço que eles pagam é muito grande, Al perde seu corpo inteiro e Ed perde sua perna. Desesperado pelo que aconteceu e com medo de ficar sozinho, Ed sacrifica seu braço direito para selar a alma de seu irmão em uma armadura. Destinados a recuperarem seus corpos originais, eles decidem buscar a Pedra Filosofal, um artefato que, segundo as lendas, permite que os Alquimistas usem alquimia sem ficarem presos a Lei da Troca Equivalente.  

O sentido de leitura é oriental, ou seja, da direita para a esquerda, de trás para frente. A capa do mangá é com o Al (azul) e o Ed (vermelho).

- Nós, alquimistas, somos cientistas. Não dá pra ficar acreditando em coisas subjetivas como um Deus ou Criador. Nosso objetivo é decifrar todos os princípios e leis que regem este universo, na nossa busca infinita pela verdade... Não é irônico? A gente, que não acredita em Deus, é quem age mais próximo do território divino.
Pág.: 20

Como disse acima, essa série é uma das minhas favoritas. Já assisti as duas adaptações que ela teve para TV, o filme e já joguei os jogos para PS2 e GameBoy Advenced, contudo, nunca havia lido o mangá que deu origem a tudo isso. A história te prende logo nas primeiras páginas (o primeiro volume possui os quatro primeiros capítulos da série, somando 192 páginas), e os personagens são muito bem desenvolvidos e desenhados. Meu favorito é o Major Alex Luis Armstrong, o Alquimista Federal do Braço Forte, sua especialidade é a alquimia artística de batalha, onde ele, com os punhos (socos), consegue moldar a pedra e a terra em qualquer tipo de arma, sejam lanças, balas de canhão ou até mesmo machados que possuem seu rosto estampado na lâmina, o que é hilário!

Alguns quadrinhos extras desenhados pelo mangaká (autor). 

O primeiro volume termina com o aparecimento de um dos personagens mais icônicos de toda a série, Roy Mustang, o Alquimista Federal das Chamas, que como o próprio título sugere, é um alquimista especializado em produzir chamas e grandes explosões com apenas um estalar de dedos ou um isqueiro. O que mais gostei foi que, apesar de já saber tudo o que vai acontecer na história, alguns detalhes estão sendo novos para mim, pois quando há uma adaptação para as telinhas, normalmente os produtores pegam só os pontos principais da história, deixando os detalhes de lado.

Quadrinho extra. Leitura da direita para a esquerda. 

A edição me deixou feliz e triste ao mesmo tempo. A editora JBC, responsável pela publicação da série no Brasil, deixa estampado na capa que este está sendo um relançamento em edição de colecionador, contudo, pelos comentários que vi na internet de pessoas que possuem a publicação original (que é super difícil de achar hoje em dia para vender, e quando aparece uma está saindo pela bagatela de R$50 um volume 😱 ) não passa de uma capa nova e com alguns extras no final de cada volume. Particularmente estou achando ótimo, pois estou podendo comprar cada um dos volumes, desde o primeiro, por um preço camarada, mas acho sacanagem a editora dizer que é edição de colecionador quando nem orelha os mangás possuem (o que é algo comum em publicações como Ajin, da editora Panini).  Leitura mais que recomendada!


* A Lei da Troca Equivalente dita que para se obter algo, deve-se dar algo de igual valor ou propriedade em troca. Basicamente é a lei da conservação de massa, onde fica estabelecido que não se pode criar as coisas do nada, se você quer criar diamante, você deve submeter o carbono a uma alta temperatura e pressão. Por isso a transmutação humana é proibida, pois apesar de os elementos que compõem o corpo serem encontrados em qualquer lugar (água, carbono, ferro, etc...), não existe nada que pode ser transformado para criar uma alma.


Li Até a Página 100 e... #21 - Apenas Um Garoto, Bill Konigsberg


Hey pessoal, tudo bem?

Esse post foi criado pelo blog Eu Li Eu Conto e consiste em pegar a página 100 de nossa leitura atual e dizer o que estamos achando ao responder algumas perguntas sobre a obra. O livro da vez é:


Primeira Frase da Página 100:

Sei que não é do tipo que foge, então imaginei que ia acabar aparecendo.

Do Que Se Trata o Livro?
Rafe saiu do armário aos 13 anos e nunca sofreu bullying. Mas está cansado de ser rotulado como o garoto gay, o porta-voz de uma causa. Por isso ele decide entrar numa escola só para meninos em outro estado e manter sua orientação sexual em segredo: não com o objetivo de voltar para o armário e sim para nascer de novo, como uma folha em branco. O plano funciona no início, e ele chega até a fazer parte do grupo dos atletas e do time de futebol. Mas as coisas se complicam quando ele percebe que está se apaixonando por um de seus novos amigos héteros.

O Que Está Achando Até Agora?
É um livro muito bom e bem escrito. Bill Konigsberg consegue te prender logo nas primeira páginas com sua narrativa divertida e diálogos engraçados. Essa ideia de renovação que a obra traz é gostosa de se ler, pois mostra que o ser humano está em constante mutação, para melhor ou pior.

O Que está Achando do Personagem Principal?
Ele é muito engraçado, principalmente quando fica se policiando para não fazer nenhum comentário o gesto que irá identificar sua orientação sexual. Algumas atitudes dele me irritaram um pouco, como ter ignorado as ligações de sua melhor amiga quando estava junto de seus novos amigos héteros, mas fora isso, ele é um personagem que desperta o interesse do leitor e faz com que fiquemos curiosos para saber qual será o final de sua história.

Melhor Quote Até Agora:

- Queria saber o que um garoto de 6 anos precisa fazer para se tornar o líder de uma gangue - refleti. - Roubar uma loja de conveniência de Lego?
Pág.: 21

Vai Continuar Lendo?
Sim. Apesar de alguns clichês que já foram amplamente explorados em outros livros, principalmente nos do Levithan, Apenas Um Garoto consegue ser único à sua própria maneira. 

Última Frase da Página:

Ele estava olhando e meio que sorria de novo.

A Mediadora: Lembranças - Meg Cabot

Olá pessoal, tudo bem com vocês?

Uma das experiências literárias mais marcantes que tive no Ensino Médio foi com a série A Mediadora, ela ficava entre as mais disputadas na biblioteca, e a lista de espera para conseguir lê-la era sempre extensa, mas valia a pena. O mais interessante disso tudo é que pouco antes do lançamento de Lembrança, eu e algumas amigas havíamos comentado sobre o quanto gostaríamos que essa série fosse composta por mais alguns volumes. Parece que a autora ouviu nossos desejos.


Suzannah Simon, a menina que via fantasmas... e os ajudava a passar para a luz Agora, mais velha e experiente, tudo que Suze quer é causar uma boa impressão no primeiro emprego desde sua formatura — e desde o noivado com o Dr. Jesse de Silva, ex-espírito e sua alma gêmea. Como não bastasse, um fantasma de seu passado resolve aparecer. E esse não é um espectro que ela possa mediar. Afinal, Paul Slater está bem vivo, milionário e, ainda por cima, é o novo proprietário da antiga casa de Suzannah. Aquela na qual conheceu Jesse. Isso não seria um problema se ela não tivesse acabado de descobrir que uma antiga maldição poderá transformar seu amado num demônio, caso seu antigo local de descanso seja demolido, como Paul pretende. Agora ela precisa dar um jeito em Paul, que a está chantageando sexualmente — isso mesmo... ou ela dorme com ele, ou perde Jesse —, enquanto tenta ajudar uma caloura assombrada por uma menininha muito poderosa...




Lembrança é um deleite para os fãs de A Mediadora, a história se passa cerca de sete anos após o final de Crepúsculo. Com a ajuda de padre Dom, Jesse conseguiu cursar medicina e deseja se casar com Suzannah logo após terminar a residência médica e conseguir uma bolsa que permita pagar o financiamento estudantil e construir uma vida ao lado da esposa. Para Suze não teria nenhum problema esperar, desde que Jesse não fosse tão antiquado em relação ao sexo e a aceitar a ajuda financeira dela.

Para conseguir experiência e os créditos práticos necessários para receber a certificação de conselheira acadêmica, Suzannah decidiu fazer um estágio na Academia da Missão Junípero Serra (escola onde concluiu o Ensino Médio). Ela esperava que seu serviço fosse bastante pacato, mas quando Becca entra em sua sala com o braço sangrando e uma fantasma extremamente protetora e poderosa á tira colo, seus problemas se iniciam. Para piorar ainda mais a situação, Paul decide forçá-la a sair com ele através de uma chantagem capaz de arruinar seus planos para o casamento.

Capas Estrangeiras

- Está entendendo o que quero dizer, Simon? Você pode tirar o garoto da escuridão, mas não pode tirar a escuridão do garoto.
Pág.: 28

Finais de sagas quase sempre são compostos por uma abordagem que dá a entender que os personagens viveram “Felizes para Sempre”, por isso gostei tanto de Lembrança, ele mostra como anda a vida de Suze e quebra com a ideia de que tudo ficou bem depois que ela conseguiu trazer Jesse de volta à vida. Existe uma maldição que pode transformá-lo em um demônio, e ao contrário do que demonstrou na última vez em que viu Suzannah, Paul não está conformado com a ideia de não conseguir ficar com ela.

Os modos de Suze não mudaram em nada, ela continua sendo a garota sarcástica, durona e boca suja que conhecemos no primeiro volume da série, e isso garante aos leitores boas risadas. A relação dos protagonistas é muito divertida de acompanhar, de um lado está o machão do século XIX, com ideais conservadores sobre casamento e religião, dá para perceber o quanto ele se preocupa com sua amada e tenta protegê-la de tudo; do lado oposto está a mediadora valentona que acredita poder solucionar sozinha todos os problemas que aparecem, tudo isso sem perder o charme, afinal, seduzir um namorado antiquado exige muito esforço. Eu simplesmente adoro esse casal.

Autora

Eu já havia visto coisas bem bizarras feitas por almas de mortos, e coisas piores ainda feitas por pessoas vivas.
Pág.: 195

Este livro foi um verdadeiro presente para os fãs, a história me fez sentir vontade de reler a série inteira. Apesar do final maravilhoso, eu adoro a possibilidade de acompanhar novos volumes. Vou me manter esperançosa quanto a essa possibilidade de lançamento, e preciso admitir que fãs nunca estão satisfeitos com o que os autores fornecem, estamos sempre desejando um pouco mais rsrsrsrsrs.

A capa é maravilhosa, e está ligada a um dos principais acontecimentos do livro: O casamento de Jesse e Suze. A diagramação é simples e agradável aos olhos, as páginas são em tom amarelado e a fonte é de tamanho mediano. Não encontrei erros de revisão. Leitura mais do que recomendada.

Achados e Perdidos - Stephen King

Saudações, caros leitores, como vocês estão?

Stephen King é um daqueles autores que dificilmente conseguem te decepcionar. Apesar de contarem com tramas diferentes, estava moderadamente ansioso e empolgado para ler Achados e Perdidos, sequência de Mr. Mercedes, primeiro volume da trilogia Bill Hodges, que também trabalha com assuntos psicológicos. Uma história baseada nos limites do fanatismo e o amor pela literatura. 



“— Acorde, gênio.”
Assim King começa a história de Morris Bellamy. O gênio é John Rothstein, um autor consagrado que há muito abandonou o mundo literário. Bellamy é seu maior fã e seu maior crítico. Inconformado com o fim que o autor deu a seu personagem favorito, ele invade a casa de Rothstein e rouba os cadernos com produções inéditas do escritor, antes de matá-lo. Morris esconde os cadernos pouco antes de ser preso por outro crime. Décadas depois, é Peter Saubers, um garoto de treze anos, quem encontra o tesouro enterrado. Quando Morris é solto da prisão, depois de trinta e cinco anos, toda a família Saubers fica em perigo. Cabe ao ex-detetive Bill Hodges e a seus ajudantes, Holly e Jerome, protegê-los de um assassino agora ainda mais perigoso e vingativo.




A trama se inicia em meados de 1978, quando a residência de John Rothstein, escritor aposentado que ganhou reconhecimento com a sua trilogia O Corredor, foi invadida por três rapazes, sendo que um deles era Morris Bellamy, seu grande fã e quem estava comandando toda a invasão. Insatisfeito com o final que o autor deu à Jimmy Gold, seu personagem favorito, ele obriga Rothstein a entregar seus manuscritos, porém, após uma discussão, acaba matando seu ídolo, além de roubar dezenas de cadernos que continham anotações e histórias ainda não publicadas. Fanático como era, exclusividade era o que ele queria. Desta forma, decide não os vender, mesmo estando ciente que aqueles livros poderiam lhe proporcionar grandes lucros, mas acaba escondendo-os junto com uma parte do dinheiro roubado do cofre dentro de uma caixa em um tronco de árvore próximo da sua casa. Contudo, as coisas começaram a mudar quando ele foi condenado a passar quase 40 anos na prisão por outro crime em 1979. 

Passados 35 anos, Bellamy recebe sua liberdade condicional e vai em busca de seu maior tesouro: os manuscritos e o dinheiro, porém, nada encontra. Peter Saubers, um adolescente de 13 anos, foi quem achou a caixa anteriormente e estava usando o dinheiro encontrado para ajudar o pai, uma das pessoas que haviam escapado do atropelamento do Mr. Mercedes, a enfrentar a crise econômica que o país sofria no momento, além de ter tido a ideia de vender os cadernos. O que ele não sabia é que isso colocaria a sua vida e a de seus familiares em risco. 

Uma caixa. Um encontro. Uma consequência.

Rothstein pensou: E se ele puxar o gatilho? Seria o fim dos comprimidos. O fim dos arrependimentos e dos montes de relacionamentos desfeitos, que ficaram pelo caminho como carros quebrados. O fim da escrita obsessiva, de acumular caderno atrás de caderno como pilhas de cocô de coelho espalhadas por uma trilha no bosque. Uma bala na cabeça não devia ser tão ruim. Melhor do que câncer ou Alzheimer, o grande horror de qualquer um que passou a vida usando o cérebro como ganha-pão. Claro que haveria manchetes, e já tivera muitas antes mesmo da porcaria da história da Time... Mas, se ele puxar o gatilho, eu não vou ter que lê-las.
Pág.: 19

Depois de já ter lido vários livros do Stephen King, acredito que ele poderia ter dado mais de si nesta trama, já que seus elementos lhe permitiam uma maior exploração. Entretanto, ela ainda consegue ser superior à do primeiro volume, além de te deixar nervoso, ansioso e provocar nossas emoções, o que culminou em um rápido ritmo de leitura. Em um primeiro e rápido contato, a sinopse da obra pode deixar a impressão de que há muitas semelhanças com Misery (1987), já que ambos trabalham inteiramente com as consequências do fanatismo e a perversidade humana, porém, não passa disso, visto que seus desenvolvimentos e circunstâncias são completamente diferentes. 

Narrada em terceira pessoa, a trama de Achados e Perdidos é dividida em quatro partes e é apresentada sob o ponto de vista de Morris Bellamy, Peter Saubers e o detetive Bill Hodges, além de oscilar entre 1978 e 2014. Algumas pessoas podem considerar o enredo um pouco arrastado e enrolado em certos momentos, principalmente na segunda parte, onde há o retorno do trio já conhecido no primeiro volume: o detetive, Jerome Robinson e  Holly, que se unem para resolver mais um mistério. 

Os personagens foram bem desenvolvidos, apresentando histórias e dramas que conseguiram trazer alguns debates e reflexões, principalmente quando nos centramos na personalidade de Bellamy, que sofreu estrupo e tolerou os conflitos enquanto preso. Desta forma, percebe-se que a perversidade humana é algo bem explorado nestes livros e que os traumas que ficam podem moldar a nossa forma de pensar e de viver.

Capa do terceiro e último volume.

E deu certo, pensa. O grande problema foi não ter parado quando eu estava ganhando.
Mas.
Tarde demais agora.
Pág.:180

O final foi um pouco previsível, mas as emoções ainda se mantiveram. Achados e Perdidos, assim como seu antecessor, está longe de ser o melhor livro do autor, porém, não deixa de ser uma leitura indispensável dentro da trilogia, mesmo os títulos tendo histórias diferentes. Último Turno, terceiro e último volume, promete surpreender os leitores e dar um ótimo encerramento a série. 

A diagramação está simples, mas com um ótimo espaçamento entre linhas e um tamanho de fonte agradável. Na edição temos páginas amareladas e uma bela ilustração na capa, porém, a tradução do título (Finders Keepers) ficou um pouco fora do contexto, apesar de aparentar se referir a trama. Não encontrei erros aparentes na revisão. Leitura recomendada! 

Noites Roubadas - Rebecca Maizel

Olá pessoal, tudo bem com vocês ?

Leitores compulsivos sabem o trabalho que dá equilibrar o horário de leitura com outros compromissos, portanto as férias sempre vem acompanhadas de maratonas literárias nas quais colocamos em dia nossas séries favoritas e nos viciamos em novas histórias. Para encerrar o mês de Julho com chave de ouro, li a continuação de Dias Infinitos, e garanto que após a leitura dessa resenha eu espero que a lista de leituras de vocês ganhe um título a mais.



Um novo ano começa no Internato Wickham. Mas as coisas não são tão simples como parecem... No ano anterior, o grande amor da vida de Lenah Beaudonte morreu ao conduzir um ritual para torná-la humana outra vez. Agora, ela executou uma cerimônia idêntica para o amigo Vicken, sem nenhuma consequência drástica para nenhum dos dois. A poderosa mágica usada no culto fez mais que tornar Vicken humano. Ela atraiu alguém a Lover’s Bay... Alguém que não pertence à pequena e charmosa cidade. Ela quer o ritual; quer Lenah morta. E irá matar os amigos de Lenah um a um, até que a ex-vampira lhe entregue a fórmula. Como se não bastasse, o ritual também despertou a ira dos Aeris, os quatro elementos e mais fundamentais poderes da Terra. O resultado é uma punição capaz de esmagar o coração de Lenah... Ela deve fazer uma impossível escolha: amor ou vida; presente ou passado; anseio ou realidade.




Vampiros são seres mortos cujo processo de adaptação à nova realidade torna suas almas negras. Nada além dos quatro elementos do mundo natural (terra, água, fogo e ar) é capaz de desfazer esse erro. A magia elementar é capaz de trazer vida ao que está morto, mas também acarreta sérias conseqüências. Ao realizar o ritual para Vicken, Lenah deveria ter morrido, mas por ter uma alma gêmea, sua vida foi entrelaçada à de Rhode.O feitiço atraiu os Aeris, criaturas sobrenaturais que controlam o equilíbrio dos elementos, e com isso veio a punição: Apesar do amor que sentem, Lenah e Rhode não podem se entregar um ao outro, caso contrário voltariam a ser o que eram antes de terem a alma restaurada. Os Aeris não foram o único problema que a magia atraiu para o Internato Wickham, Odette, uma vampira sedenta por poder fará de tudo para conseguir ter acesso à formula do ritual.

Muito sangue será derramado...

Fico porque tem uma diferença extraordinária entre pensar em você e vê-la na forma mortal... Porque preciso, preciso, preciso estar perto de você, de qualquer jeito que puder.
Pág.: 104

Achei o segundo volume mais empolgante do que o primeiro, ele se inicia de forma bastante confusa, precisei retomar alguns pontos do livro anterior para conseguir me situar, entretanto, quando a história ganha ritmo, ela se torna viciante. O enredo é carregado de ação e o leitor consegue captar o medo da protagonista, ficando o tempo inteiro em estado de alerta para os perigos que se escondem no cenário. A narrativa é muito bem construída.

Não consegui odiar Odette por completo, ela é uma vampira impiedosa e persistente, mas se a analisarmos por outro ângulo, perceberemos que ela só se tornou isso porque Lenah fez o que fez (não posso dizer o que é pois é spoiler). Ela sim é a verdadeira vilã da história, considerada a Rainha dos Vampiros por sua lendária crueldade,e uma das mais poderosas que já caminhou sob a Terra, ela é extremamente egoísta em suas decisões, e ao mesmo tempo admirável por ser persistente e fiel aos seus amigos e desejos. Percebem? É impossível não gostar desses personagens, cada um carrega um passado fascinantemente obscuro.

...E uma nova rainha irá surgir.

Entrei no edifício com uma certeza absoluta no estômago.
Estava sendo caçada.
Pág.: 118

Minha opinião a respeito de Justin mudou bastante nessa continuação, até determinado ponto da obra ele é um adolescente bastante chato e quase irrelevante. Vicken que era o vilão do volume anterior torna-se um personagem divertido e sarcástico. Novamente, passado e presente se mesclam para dar ao leitor uma visão mais completa dos fatos. O final me surpreendeu, estou muito curiosa para saber o que a autora irá trabalhar na continuação dessa trilogia.

A capa é linda e segue um padrão parecido com o do volume que o antecede. A diagramação é simples e agradável aos olhos, as páginas possuem um tom amarelado e a fonte é de tamanho mediano. Leitura recomendada.