Bienal do Livro Minas 2014 - Dragões, Fadas e Mockingjays

Hey pessoal, tudo bem?

Hoje vou narrar para vocês a minha experiência em mais uma edição da Bienal do Livro Minas, por isso apertem os cintos e me acompanhe por esse dia maravilhoso com direito a Dragões, Fadas e Mockingjays

Visão interna da entrada. 

Assim que cheguei na Bienal tomei um grande susto, estava simplesmente lotada! A fila para entrar estava serpenteado dentro de toda extensão interna da Expominas e parte da externa, o que me deixou muito feliz por sinal, vez que é gratificante saber que a cada dia as pessoas estão lendo mais e que a equipe de organização da Bienal Minas está fazendo de tudo para manter o mesmo nível de excelência de outros grandes eventos literários espalhados pelo Brasil. 

Leitura

Assim que entrei, dei de cara com o estande da Leitura e agi igual uma criança de 5 anos em uma loja de doce normalmente. O que senti falta foram dos arranjos em forma de livros gigantes que são comuns na Bienal SP e RJ, mas tínhamos enormes painéis de vidro com as capas dos livros, como pode ser visto na imagem acima (eles eram maior que eu). Confesso que os preços estavam um pouco salgados para o evento, vez que se assimilavam muito aos preços das demais lojas da franquia. Digo isso, pois, assim que saí da Bienal dei uma passada no Shopping e os preços encontrados lá estavam quase iguais ao da exposição. 

Comix / Panini

Se acham que fiquei deslumbrado com a Leitura, imaginem minha reação ao ver o estande da Comix e da Panini. Me senti entrando nos portões adamantinos do reino celeste e acabei perdendo a noção do tempo lá dentro. Grandes títulos como Naruto, Fairy Tail, Bleach, Sandman e One Piece estavam em promoção (não era um desconto muito grande, mas para quem iria comprar grandes quantidades, afinal, mangas são muitos volumes, conseguiria uma diferença de preço enorme).  

Bienal dos Quadrinhos

Não parando por aí com as histórias em quadrinhos, visitei a Bienal dos Quadrinhos, um setor dentro da própria Bienal Minas dedicado à venda, ensino e discussão sobre tais obras. Lá você conseguia encontrar quadrinhos renomados e publicações autônomas, bem como sessão de autógrafos, desenhos especiais, quadrinhos feitos por fãs e aulas de desenho básico. 

Fila e painel informativo sobre o Bate Papo e a Sessão de Autógrafos

Feito este pequeno tour pelas mediações do evento, me dirigi à fila de senhas para garantir meu autógrafo do Raphael Draccon e da Carolina Munhóz. Quando cheguei, uma hora antes do inicio da distribuição das referidas senhas, já haviam inúmeras pessoas aguardando na fila. O que me deixou muito feliz foi que a equipe de organização do evento estava fazendo de tudo para manter tudo bem organizado para que os leitores pudessem aproveitar o máximo a Bienal. Inúmeros oficiais de apoio e segurança, bem como membros do Corpo de Bombeiros, estavam espalhados pelo evento dando instruções a todos presentes, principalmente para os fãs desesperados como eu  que estavam correndo para garantir um lugar na fila. 

DC Comics

Com a senha em mãos, eu, Gustavo e Tamires, integrantes da equipe Vida de Leitor, decidimos dar mais uma olhada em todos os estandes presentes para ver as ofertas até o começo do bate papo com os autores. Eis que vejo que a Panini dedicou um espaço separado para a DC Comics - sim, sou mega hyper fã do estilo - e foi nesse momento que meu salário foi embora! HAHAHAHAHA.

Conexão Jovem

Meio-dia, no espaço Conexão Jovem, teve início um bate-papo incrível com o Raphael e a Carol. Eles contaram como entraram no mundo dos escritores e o que os motivou a se tornarem os grande ícones da literatura nacional fantástica que são hoje. Ambos são muito talentosos e, pelo pouco que pude ver, são pessoas humildes e que tem um carinho especial com todos os fãs, principalmente a Carolina, que sempre que possível responde seus leitores nas redes sociais. Após o evento e antes de nos dirigirmos à sessão de autógrafos, os autores tiraram uma selfie com todos os leitores. 

Raphael / Eu e Raphael / Autógrafo Estiloso *__*

Já a sessão de autógrafo foi um sucesso. Pude fazer várias perguntas, inclusive se o Raphael tem algum plano de escrever um spin-off da série Dragões de Éter, e ele me contou que já pensou na possibilidade de contar a história da Caçada às Bruxas que ocorreu antes dos eventos da trilogia, mas que não sabe se realmente o fará ou se tal história será contata por meio de livro, filme, game ou outro meio midiático. 

Selfie com a autora / Autógrafo

A Carolina foi um amor de pessoa. Essa semana ela havia compartilhado em suas redes sociais um trecho da resenha do livro Reino das Vozes que Não se Calam - clique aqui - que a Mayra escreveu aqui para o blog e comentou comigo que não só amou a resenha como queria ter tido a oportunidade de conhecer resenhista, que não pode comparecer ao evento por compromissos familiares. Infelizmente não consegui fazer as perguntas que queria para a autora, pois nesse momento a equipe do MGTV entrou para fazer a filmagem da sessão de autógrafos - mãe, tô na Globo! - e conduzir uma entrevista com os autores. 

Luva cortesia da Laila Ribeiro do Sobre Livros e do amigo dela que era dono da luva.

Depois de pegarmos os autógrafos, demos mais uma volta pela Bienal, compramos alguns livros - obviamente - e decidimos ir para o Shopping pegar uma sessão de Esperança/Mockingjay Parte I e comer 1kg de batata frita com bacon e queijo nosso fígado agradece HAHAHAHAHA. Como não estávamos com fome durante o evento, acabamos não comendo nada por lá, mas pelo que pude ver, haviam várias opções que iam desde um almoço completo com direito a uma passada no Rei do Brigadeiro de sobremesa, até um lanchinho básico na lojinha de biscoitos. Confesso que a praça de alimentação dessa edição sofreu uma melhoria aparente comparada com a da última, o que é mais um ponto a favor para a equipe de organização do evento. 

Equipe Vida de Leitor / Credencial

Gostaria de finalizar esse post deixando o meu muito obrigado para a Duda Las Casas e a toda a equipe da ETC Comunicação pela oportunidade de fazer a cobertura do evento, bem como pelo ótimo tratamento que recebi de vocês lá. Todos são muito simpáticos e ótimos profissionais. Aguardo ansiosamente a próxima edição da Bienal do Livro Minas. Para quem mora em BH e região, ainda dá tempo de correr lá e aproveitar, vez que o evento vai até as 22h de hoje. 

Abraços,
  Matheus Braga
MATHEUS BRAGA
É Administrador e Resenhista do Vida de Leitor. Cursa o 10º período de Direito na UNIPEL e sonha em se tornar juiz um dia. É apaixonado por livros e possui em sua humilde coleção títulos que vão de Fiódor Dostoiévski a Cinda Willians Chima. Seus livros favoritos são: O Nome do VentoA Descoberta das BruxasThe Summoning, Hunger GamesWithe Cat e Contos de Meigan - A Fúria dos Cártagos
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Voos e Sinos e Misteriosos Destinos - Emma Trevayne


Saudações, caros leitores, como vocês estão?

Então uma porta foi aberta e um mundo com infinitas possibilidades foi descoberto. Poderia resumir o livro com essa simples frase, vez que Voos e Sinos e Misteriosos Destinos apresenta um mundo complexo movido exclusivamente pela força estridente das engrenagens, mas que carrega no fardo uma premissa similar a de Coraline, famosa obra do Neil Gaiman. 


Nesta fábula moderna, com gosto das aventuras clássicas que encantam os jovens leitores há tantos anos, conhecemos a história de Jack Foster, um garoto de dez anos que, como qualquer um da sua idade, sonhava viver grandes aventuras. Ele morava em Londres mas estudava em um colégio interno, voltando para casa apenas nas férias, quando ficava completamente entediado. Mas, um certo dia, Jack atravessa uma porta mágica e, do outro lado, encontra uma cidade ao mesmo tempo muito parecida e muito diferente daquela que conhecia. Em Londinium, apesar de reconhecer as ruas e prédios, ele encontra um cenário steampunk, com engrenagens e fuligem por todos os lados. Por ali era raro encontrar alguém que não tivesse nenhuma parte do corpo feita de metal. E era justamente isso que a Senhora - uma mulher rígida e temperamental que governava a cidade desde sempre - buscava: um filho de carne e osso. Jack logo descobre que aquele lugar era extremamente perigoso, e que voltar para casa não seria tão fácil quanto tinha sido chegar até ali...



Jack Foster é conhecido por seus familiares por ser um garoto mimado, estranho e teimoso, devido a suas atitudes anormais. Como a família do garoto faz parte da alta sociedade londrina, é de se esperar um rígido comportamento, principalmente nas celebrações e grandes jantares que sua mãe participava, e como ele não tinha acesso a estas reuniões, ele tentava espioná-las. Partindo desse ponto, em um dessas tentativas ele acaba ficando fascinado com os truques mágicos do espiritualista Lorcan Haverlock, mal sabendo que esta pessoa seria o estopim para o que estaria a vim a seguir.

Ao tentar uma aproximação, o menino acaba seguindo o "mágico" que por uma misteriosa porta na base do Big Ben e, nos confins da escuridão, acaba saindo em Londinium / Império das Nuvens, uma Londres mais poluída, com densas camadas de fumaça e fuligem, e habitantes com estranhos implantes metálicos em alguma parte do corpo, além de seres mecânicos como fadas e autômatos formados por engrenagens e um sistema complexo de cordas. Porém, esse mundo alternativo é governado pela Senhora, uma mulher com temperamento indeciso que vive em busca de um filho para mimar.

Londinium

Jack sabia, da mesma maneira que as pessoas sabiam de um sonho do qual não conseguiam se lembrar. Apesar da superfície difusa, a verdade estava lá, no fundo, fugindo de seus esforços para tentar entendê-la.
Pág.: 73

Voos e Sinos e Misteriosos Destinos é um livro que apresenta uma trama metaforizada e imaginativa, o que pode despertar o lado criativo de seu público-alvo, os jovens. Assim como a abertura de uma porta, a narrativa possibilita alguns atos imaginários, uma vez que a autora cuidou perfeitamente de detalhar com extrema riqueza textual os cenários e acontecimentos, até porque esta é uma das características marcantes de um dos gêneros na qual a obra está inserida, o steampunk. Apesar disso, houve uma falha na passagem de emoções e acontecimento que prendam a atenção do leitor, sobretudo no começo da leitura, fato este que aos poucos vai sendo sobreposto por mistérios e ambientações sombrias um tanto quanto pesadas em termos de entendimento para leitores mais jovens. 

A narrativa é feita em terceira pessoa, apresentando o ponto de vista de todos personagens presentes na trama. Além da questão das viagens interdimensionais, a história trabalha assuntos políticos como dominação das colônias de Londinium e a declaração de guerra que ocorreu pela dominação das mesmas. Questões emocionais e psicológicas também foram bem empregadas, visto que de um lado temos uma mãe que vive ocupada preparando festas e reuniões para a alta sociedade, desprezando o garoto, e do outro uma que depois de viver anos em um mundo metálico e formado por pessoas com remendos tecnológicos, só queria um filho 100% humano. Não que a Senhora seja a "boazinha" da história, muito pelo contrário. São nessas horas que devemos nos questionarmos, já que podemos perceber que todas pessoas carregam características falhas, por menores sejam.  

Emma Trevayne, autora.

- Há portas entre esses mundos; você só precisa saber onde olhar. Ah sim, os sinais são sempre claros. Atravessei uma delas uma única vez, há muito tempo, na esperança de tomar sua terra para mim. Os erros alheios me amaldiçoaram. - Ela fez uma careta, seu rosto ficou feio por um instante. - Diga-me, pequeno Jack, é demais exigir perfeição?
Pág.: 174

O final é um pouco previsível, o que pode incomodar algumas pessoas. Mas apesar da previsibilidade, o desfecho é satisfatório. A minha recomendação fica para aquelas pessoas dispostas a abrir a imaginação para diversos detalhes e ambientações, e para os amantes do gênero steampunk

A diagramação está bem trabalhada; com um tamanho de fonte agradável, dois mapas representando Londres e Londinium e belas ilustrações feitas por Glenn Thomas. Na edição temos páginas amareladas, além de uma das mais belas capas que já vi, sem mencionar que a mesma é feita em papel soft touch, aquele com aspecto emborrachado. 

Abraços,
Gustavo Demétrio
GUSTAVO DEMÉTRIO
É Resenhista e CDC aqui no Vida De Leitor. Um ávido leitor que sonha um dia se tornar um Arquiteto de renome. Admirador do universo e grande fã do Stephen King. Seus livros favoritos são: Série Torre NegraTigana, Sherlock Holmes Sob a Redoma. 
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Portais - Ledinilson Moreira


Olá pessoal, tudo bem com vocês?

A cada novo livro escrito por um autor nacional que recebo, me pego surpresa com a qualidade dos escritores que temos em nosso país. Essa semana tive o prazer de ler o livro Portais e conhecer seu autor e em breve vocês terão mais informações a respeito de como foi esse encontro.






Junto a um excêntrico grupo de amigos, com seus poderes inimagináveis, convido você a decifrar enigmas, juntar as peças de um grande quebra-cabeça para desvendar o código secreto que os levará aos Portais. Tudo isso em um curto espaço de tempo, já que clãs inescrupulosos ameaçam a vida da humanidade em busca de poder. Você também terá a oportunidade de conhecer lugares fascinantes, como Ouro Preto, Toronto, Bruxelas, Paris, Amsterdã e Praga. E descobrir que, quanto a amizade e o amor estão em jogo, os nossos heróis são capazes de tudo, ou, quase tudo... Seja bem-vindo aos PORTAIS!




Gabriel, Rafael, Michel e Mikaela sempre se consideraram adolescentes normais, cursavam a Universidade Federal de Ouro Preto, tinham muitos amigos, iam a festas, namoravam e a única coisa que até então consideravam estranha era um sonho estranho que não sofria alterações, não importava quantas vezes sonhassem. Contudo, quando descobrem que todos estavam tendo o mesmo sonho, ao mesmo tempo, algumas peças começam a se encaixar. Eles percebem em um momento crucial que estão rodeado por fatos estranhos e que agora além de tentar decifrar uma série de enigmas, eles terão que fugir de inimigos perigosos e ir em direção a um conhecimento que pode modificar a história do universo.

Encontre as chaves para Portais

- Diante dessa descoberta tão impressionante, no ano 1455, os lideres resolveram não utilizar mais dos portais, com medo de que as autoridades da época descobrissem tal preciosidade - disse Galileu.
Pág.: 83

A narrativa é feita em terceira pessoa, normalmente tenho problemas com esse tipo de escrita pelo simples fato de não gostar e não conseguir sentir uma conexão com os personagens, mas o fato é que a escrita do Ledinilson não me incomodou em nada! Ele consegue fazer uma boa ambientação dos cenários e consegue, de forma equilibrada, trazer a um livro que eu consideraria de ação, toques de humor, romance e muito suspense.

Os personagens são adolescentes e não deixam a desejar ao portarem-se como tais, por isso a história é recheada de gírias e expressões que nós normalmente usamos. As características de cada um são extremamente marcantes e é impossível não se divertir com as brincadeiras que eles fazem entre si, até mesmo quando a situação não vai muito bem.

Capa da primeira edição 

Pense: nós nascemos, estudamos, trabalhamos e morremos, onde está a graça? Precisamos aproveitar a vida, precisamos parar com essas guerras inúteis que apenas servem para destruir nosso planeta, ou essa dimensão, sei lá. O que sei é que a vida é um presente. Precisamos cuidar muito bem desse presente aproveitando o máximo. 
Pág.: 163

Portais é o primeiro livro de uma trilogia, e ao final deste livro ficamos ansiosos pelo próximo que provavelmente será lançado em breve. O contexto da obra possui aspectos capazes de prender todos os públicos, além de vários momentos de ação, o autor insere ao contexto conhecimentos históricos a respeito dos locais onde os personagens se encontram e cria uma teoria a respeito de universos paralelos e formas de conhecimentos científicos muito legais.

A capa pode ser encontrada em duas versões, já que o livro teve duas tiragens. A minha é a mais recente e eu considero que é a mais bonita também hehehe. A diagramação é muito bonita, as páginas são em folhas brancas e nas bordas encontramos os títulos de cada capítulo. Encontrei pequenos erros de revisão, como letras faltando, nada que vá atrapalhar a leitura. Leitura recomendada.

Abraços,
  Tamires Souza
TAMIRES DE SOUZA
É Resenhista aqui no Vida De Leitor. Desenvolveu sua paixão pela leitura ainda criança através de revistas em quadrinhos e desde então não vive sem um livro dentro da bolsa. Recém formada e sonha um dia cursar uma faculdade de Direito. Seus livros favoritos são: Série Rangers Ordem dos Arqueiros, A Seleção e a Série A Mediadora
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Promoção + Resenha: Garoto Encontra Garoto - David Levithan


Hey pessoal, tudo bem?

Como havia dito na resenha de Caminhos Incertos - aqui - livros que tenham como protagonista e história principal o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo estão a cada dia ocupando mais o mercado editorial atual e um exemplo disso é Garoto Encontra Garoto de David Levithan, mesmo autor de Todo Dia. O diferencial? David conseguiu criar um mundo onde ser diferente é normal, o capitão do time de futebol americano é uma drag queen e as lideres de torcida andam de Harley. 





Nesta mais que uma comédia romântica, Paul estuda em uma escola nada convencional. Líderes de torcida andam de moto, a rainha do baile é uma quarterback drag-queen, e a aliança entre gays e héteros ajudou os garotos héteros a aprenderem a dançar. Paul conhece Noah, o cara dos seus sonhos, mas estraga tudo de forma espetacular. E agora precisa vencer alguns desafios antes de reconquistá-lo: ajudar seu melhor amigo a lidar com os pais ultrarreligiosos que desaprovam sua orientação sexual, lidar com o fato de a sua melhor amiga estar namorando o maior babaca da escola... E, enfim, acreditar no amor o bastante para recuperar Noah!





O livro conta a história de Paul, um jovem que encontrou o amor da sua vida e conseguiu estragar todas as suas chances de uma maneira tão épica que fica difícil até tentar recuperar seu amor perdido. Contudo, ele não está sozinho, com a ajuda de uma drag queen que também é capitã do time de futebol, um melhor amigo gay enrustido e um ex namorado psicótico que acha que ainda tem alguma chance de reatar o namoro, ele irá fazer de tudo para reconquistar o cara dos seus sonhos, mesmo que para isso ele tenha que fazer o impensável. 

Que tal pintar um pouco de música?

Todos nós precisamos de um lugar. Eu tenho o meu, essa coleção maluca de amigos, músicas, atividades pós-escolares e sonhos. Quero que ele também tenha um lugar. Quando ele diz "Eu gosto daqui", não quero que seja com tom triste. Quero poder dizer: Então fique.
Pág.: 14/15

A narrativa consegue ser profunda e ao mesmo tempo engraçada. São muitos os momentos em que temos dizeres como o transcrito acima e outros onde as cenas são tão improváveis que você se vê rindo sem nem perceber. O que achei mais legal é que esse livro foi escrito em 2003 (publicado esse ano no Brasil), ou seja, em uma época em que seria impensável ter um livro desse circulando no mercado e fazendo tanto sucesso, o que mostra que David Levithan é um autor à frente de seu próprio tempo. 

Os personagens são muito engraçados e bem desenvolvidos, e alguns deles são estereotipados em um sentido cômico, como o novo namorado de Joni que possui todas as características dos famosos jocks, que seriam uma espécie de atletas populares, fortes e completamente desprovidos de inteligência. O protagonista é bem resolvido e sabe muito bem o que quer e, como foi dito, fará de tudo para reconquistar Noah. Outro fator que contribui muito para o sucesso da obra é que o mundo criado pelo autor é bem diferente, como o caso das lideres de torcida punk, a equipe de corrida de corredor e o time de boliche cultural. 

Até onde você iria para reconquistar o amor da sua vida?

O armário do zelador tem as tradicionais vassouras, rodos e baldes. Mas, no centro, há um computador de última geração. Nossa equipe de zeladores é uma das mais ricas do país por causa do talento para compra e venda de ações. Eles poderiam ter se aposentado há muito tempo, mas têm compulsão por limpar escolas. 
Pág.: 121

Esse não é o tipo de obra com finais mirabolantes, pois já é bem óbvio quem vai ficar com quem e o que realmente vai acontecer no desenrolar das páginas, contudo, o que realmente importa na obra é o miolo da história, são as artimanhas e reflexões que o autor propõe. Mesmo não sendo meu livro preferido do gênero, afinal, ele compete com grandes nomes como Caminhos Incertos e Aristóteles e Dante Desvendam os Segredos do Universo, Garoto Encontra Garoto é uma excelente leitura de férias e recomendada para todo mundo que quer fugir de temas densos e muito profundos. 

O livro possui uma edição simples, mas muito bonita. As cores usadas na capa e os efeitos que a mesma possui são muito bem trabalhados e dão um destaque especial na estante. A diagramação é simples e a revisão está muito bem feita, a fonte utilizada, bem como o espaçamento entre as linhas, fazem com que a leitura possa ser feita em questão de um dia. Leitura recomendada!


Para concorrer é simples, basta preencher a primeira entrada, que é LIVRE, e você já está participando. Contudo, caso queira mais chances de ganhar, assim que a referida entrada for preenchida, as EXTRAS serão liberadas e algumas delas podem ser usadas todo dia, ou seja, muito mais chances para você!

A opção "tweet about the giveaway" é renovada a cada 24 horas, ou seja, todo dia que você tweetar a frase e preencher essa entrada, seu nome será adicionado mais vezes.

Qualquer dúvida quanto ao uso do formulário basta entrar em contato pelos comentários ou pela aba de "Contato" no menu do blog.

a Rafflecopter giveaway


Importante

  1. O ganhador deverá responder ao e-mail que mandarmos em até 48 horas. Caso não o faça um novo sorteio será realizado.
  2. O livro será ENVIADO em até 30 dias úteis pela editora.
  3. O blog não se responsabiliza por danos ou extravios causados pelos Correios.
  4. Caso o ganhador forneça o endereço errado e o pacote retorne, o mesmo perderá o direito ao prêmio.
  5. O ganhador deve ser residente e domiciliado em território nacional.
  6. O ganhador que descumprir alguma das regras será desclassificado.

"Que a sorte esteja sempre a seu favor!!"

Abraços,
  Matheus Braga
MATHEUS BRAGA
É Administrador e Resenhista do Vida de Leitor. Cursa o 10º período de Direito na UNIPEL e sonha em se tornar juiz um dia. É apaixonado por livros e possui em sua humilde coleção títulos que vão de Fiódor Dostoiévski a Cinda Willians Chima. Seus livros favoritos são: O Nome do VentoA Descoberta das BruxasThe Summoning, Hunger GamesWithe Cat e Contos de Meigan - A Fúria dos Cártagos
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Vintage Rock Store: O Reino das Vozes Que Não Se Calam - Carolina Munhóz & Sophia Abrahão


Hey pessoal, tudo bem?

Há algum tempo estava querendo dar uma mudada em alguns aspectos e abordagens do blog e a primeira delas será uma parceria entre o Vida de Leitor e a Vintage Rock Store. A Mayra, administradora da página, que além de uma grande leitora também possui um estilo único de ver o mundo, irá resenhar alguns livros aqui para o blog, trazendo para vocês um texto de qualidade, mas que foge aos padrões que sempre utilizamos. Penso que isso não só agradará muita gente, como também trará uma visão um pouco diferente das obras que estão circulando hoje pelo mercado.

Espero que gostem e deixem a opinião de vocês sobre o que acharam dessa ideia nos comentários ^_^. 

Att.
Matheus Braga
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Olá vintages, tudo bem?

O Reino das Vozes Que Não se Calam é o primeiro livro da autora Carolina Munhóz em parceria com a atriz e cantora Sophia Abrahão (intérprete da personagem Mia na adaptação brasileira de Rebeldes).






O Reino das Vozes Que Não Se Calam traz uma espécie de conto de fadas contemporâneo, em que um mundo mágico é palco para uma história de autoconhecimento e o poder dos sonhos, o romance conta a história de Sophie, uma garota cansada de sofrer com a indiferença das pessoas até descobrir um Reino onde seus talentos são reconhecidos. Cedo ou tarde, porém, ela terá que decidir entre a realidade e a fantasia, numa jornada repleta de descobertas e desafios.





Resumo
Sophie é uma garota de 17 anos, vive em uma cidade pacata e estuda em uma escola normal. Apesar tudo, ela é diferente. De gosto “peculiar”, como muitos dizem, ela é ruiva e curte Rock’n Roll, gosta de usar roupas largas (preferencialmente blusas de bandas), tênis All Star e caveiras, um estilo considerado descolado por alguns e esquisito para muitos.

Porém ela possui um distúrbio alimentar e exibe uma magreza fora do comum, e por isso é taxada por todos de anoréxica e esquisita. Com isso já dá para perceber que Sophie sofre muito todos os dias, o que a torna uma garota triste, muito fechada, insegura e que enxerga a escola e sua cidade como um mundo cinzento, sem vida e cheio de criaturas asquerosas e cruéis. Sua melhor amiga, Anna, é aquela típica garota popular com um namorado gato e uma turma descolada e que, apesar de gostar de Sophie, fica evidente que elas não pertenciam a um mesmo mundo.

"Se você encontrasse um lugar onde todos te aceitassem... Seria capaz de abandoná-lo?"

Nossa protagonista adora explicar os acontecimentos em sua vida com trechos de algumas músicas, uma delas (e a que mais me chamou a atenção, e que eu amo) é Aerials da banda System of a Down

A vida é uma cachoeira
Nós somos um no rio
E um, de novo, após a queda
Nadando pelo vazio
Nós escutamos a palavra
Nós nos perdemos
Mas, encontramos de tudo...
- System of a Down, Aerials (tradução livre)

A letra diz claramente que a garota sofre de uma grave depressão graças às constantes humilhações dos colegas e a pressão dos pais em tentar ajudá-la. Sua situação nos atenta a uma questão séria e constante na realidade dos jovens, o bullying!

Eis que em uma noite de muitas humilhações, Sophie chega em casa arrasada e ao adormecer se sente “sugada” (esse é o termo que ela utiliza para retratar a sensação interessante e até então desconhecida) para uma outra dimensão, um mundo maravilhoso onde ela pode ser ela mesma e é aceita e admirada por todos, um lugar onde ela é uma princesa. 

Sophie passa por uma experiência incrível neste reino encantado chamado Reino (sim, esse é nome), e lá ela conhece criaturas excêntricas como pássaros gigantes, uma linda Fênix e um gato falante que canta Jazz. Neste lugar mágico ela encontra uma família, um povo que está pronto para lhe dar todo o amor e respeito que ela merece, eles são os Tirus (o legal é que este é o nome carinhoso dado pela atriz Sophia Abrahão para os seus fãs).

As descrições do Reino me lembraram os cenários do filme Malévola.

Apesar de se apaixonar por este novo mundo e querer viver lá para sempre Sophie não pode, ela precisa se dividir entre a realidade cinzenta e o “sonho” colorido e cheio de vida que é Reino. Com isso a garota vai ficando mais triste e deprimida por ter que suportar viver a realidade, mas ela percebe que nem todos querem feri-la depois que conhece um garoto mais que especial, lindo, rockeiro (hihihi) e descolado chamado Léo, que faz de tudo para chamar sua atenção e fazê-la enxergar que podemos aproveitar a vida ao máximo. 

Léo

Posso dizer que fiquei in love com o Léo por ele ser descrito como uma garoto tão fofo e meigo, daqueles que a gente fica querendo pegar no colo e sair correndo, mas vocês precisam ler e tirar suas próprias conclusões.

Opinião

Quando peguei O Reinos da Vozes Que Não Se Calam para ler, não sabia o que iria encontrar pela frente, principalmente por não saber como a questão do bullying, intercalada com um mundo fantástico, seriam abordados. Posso dizer de olhos fechados que me surpreendi, vez que nas entrelinhas da história podemos refletir sobre causas muito sérias envolvendo a autoaceitação, o preconceito, a depressão e até mesmo o suicídio. Mas toda essa questão “pesada” é dosada com uma porção de magia, porque nossa vida seria muito sem graça sem uma pitada de mágica, não é mesmo?

Neste livro conhecemos uma garota de personalidade forte, muito inteligente, mas que é muito maltratada - emocionalmente falando - que precisa de ajuda e encontra neste mundo encantado um refúgio. Porém, ter que escolher entre viver em um mundo eternamente feliz onde você é amada incondicionalmente e outro onde você é julgada e ridicularizada o tempo todo parece uma escolha fácil, não é? Mas será? É neste momento que nossa protagonista passa por momentos de provações e escolhas difíceis.

Outro ponto que me chamou muito a atenção na obra foi que, além da história, a autora explorou muito os elementos musicais (mais relacionados ao Rock, que é minha paixão, hehe) citando Ramones, Kurt Cobain, The Beatles, Oasis e muita gente bacana.

Playlist

Acredito que Carolina e Sophia alcançaram seu objetivo de atingir um público mais jovem unindo assuntos pertinentes a essa geração com uma escrita jovem e uma pitada de humor sarcástico e engraçado. O livro possui uma diagramação muito bonita, e na capa traz Sophia Abrahão como Sophie dentro de uma floresta densa que entendemos que seja um paradoxo entre o seu mundo sombrio e o Reino, e sua expressão preocupada nos remete à duras escolhas que Sophie precisa fazer durante o desenrolar do livro


Enfim, o Reino das Vozes que não se Calam vem para nos mostrar que nossa vida pode sim ser dura e difícil, mas precisamos ter força para carregar nossos fardos e que uma hora o sol vai nascer lindo e brilhante e aí sim as coisas irão se ajeitar aos poucos!

Rock Kisses,
             Mayra Luíza
É administradora do Vintage Rock Store e resenhista aqui no Vida de Leitor. Possui um estilo Rock Vintage de ser e, assim como Marilyn Monroe, acredita que a imperfeição é bela e toda loucura é genialSeus livros favoritos são: Harry Potter e Crônicas de Gelo e FogoSuas bandas favoritas são: Nightwish e Epica
Facebook/Vintage Rock - Blogvidadeleitor@gmail.com
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Até Que Eu Morra - Amy Plum


Hey pessoal, tudo bem?

Morra Por Mim - resenha aqui - foi um dos melhores livros que li em 2014, com sua narrativa poética e mitologia refrescante, Amy Plum conseguiu se destacar em originalidade e estilo de escrita bem desenvolvido e atraente. Contudo, parece que todo o charme foi gasto no primeiro volume da série e Até Que Eu Morra caiu, infelizmente, na "maldição do segundo livro".







Kate e Vincent estão finalmente juntos em Paris, a cidade das luzes e do amor. Mas esse amor carrega uma questão que não pode ser ignorada: como eles poderão permanecer juntos se Vincent não resistir a se sacrificar para salvar outros mortais? A promessa de levar uma vida normal com Kate significa deixar que pessoas inocentes morram? Quando um novo e inesperado inimigo se revela, Kate descobre que há muito mais coisas em risco... e que até mesmo a imortalidade de Vincent pode estar ameaçada.






A história se inicia com o grupo de Vincent e Kate se recuperando dos ataques sofridos no final do primeiro livro, bem como com a preocupação de que agora que os numa estão em silêncio eles estão planejando algo ardiloso e mortal. Ao perceber que está encurralado entre a promessa que fez para Kate e os recentes acontecimentos, Vincent e os revenants pedem ajuda a Arthur e Violette, os mais antigos e sábios seres de sua estirpe. Com tantas ameaças e riscos, o amor de Kate e Vince será colocado à prova. É difícil lutar quando o inimigo é o próprio tempo. 

Ser imortal às vezes é uma maldição 

Agora você está aqui, agora que estamos juntos, não consigo me imaginar voltando à vida que tinha antes. Não sei o que eu faria se perdesse você. Eu te amo, demais. 
Pág.: 95

A narrativa de Amy Plum continua a mesma, poética e sedutora, contudo, a história narrada não possui todo aquele atrativo que o primeiro livro nos apresentou. Ela manteve um foco muito grande no relacionamento entre Vincent e Kate, suas brigas, suas declarações de amor e afins, e acabou não dando a devida atenção à guerra que ocorria de fundo entre os revenants e os numa. Não entendam mal, ela desenvolveu sim essa parte da história, mas não tanto quando seria o ideal, ou seja, o leitor colhia apenas migalhas de tais lutas enquanto o prato principal era apenas um relacionamento entre uma adolescente que perdeu os pais e um ser imortal que quer acabar com sua imortalidade para ficar ao lado de sua amada. 

Os personagens evoluíram um pouco. Kate não está tão mimada e introspectiva quanto no primeiro livro e o acréscimo de Violette e Arthur à história teve grande importância para os acontecimentos futuros, dando um ar mais aristocrático e misterioso à obra, afinal, não é todo dia que você pode ir ao cinema com uma mulher que já estava viva quando as artes cênicas surgiram. 

Até onde você iria para recuperar aquele que ama?

Minha garganta ficou apertada. Ele tinha dito aquelas três palavras mágicas. Em voz alta. Quando percebeu minha expressão atordoada, os cantos de sua boca se curvaram num sorriso.
- Mas você já sabia, não é?
Pág.: 95

O final foi o que realmente me agradou e acabou salvando a obra. Temos cenas de lutas, traições de pessoas que não esperávamos, a perda de um grande amor e acima de tudo, aquela sensação de que o mundo está acabando e que se não conseguirmos colocar as mãos na continuação do livro ele pode realmente acabar. Apesar de tudo que foi dito, estou ansioso para o próximo volume da série, afinal, com esse final é impossível não ficar curioso. Só espero que Amy Plum não cometa o mesmo erro de focar muito no romance e esquecer de contar uma história realmente envolvente. 

A edição está perfeita. A capa possui arabescos em prata, efeito que também é aplicado na lombada e parte traseira. As páginas são amarelas e a diagramação está muito bem feita, contendo um espaçamento entre linhas que facilita a leitura e uma fonte de tamanho médio. A revisão está impecável, exceto por um pequeno errinho de digitação, mas nada que vá atrapalhar a leitura. Recomendo que cada um leia para tirar as próprias conclusões sobre a obra. 

Abraços,
  Matheus Braga
MATHEUS BRAGA
É Administrador e Resenhista do Vida de Leitor. Cursa o 10º período de Direito na UNIPEL e sonha em se tornar juiz um dia. É apaixonado por livros e possui em sua humilde coleção títulos que vão de Fiódor Dostoiévski a Cinda Willians Chima. Seus livros favoritos são: O Nome do VentoA Descoberta das BruxasThe Summoning, Hunger GamesWithe Cat e Contos de Meigan - A Fúria dos Cártagos
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Infinity Ring: A Caverna das Maravilhas - Matthew J. Kirby


Saudações, caros leitores, como vocês estão?

Infinity Ring - resenhas aquié uma série que a cada livro vem me conquistando mais, diante de tantos acertos e qualidades que sobrepõem seus pequenos defeitos. Em A Caverna das Maravilhas, quinto volume da série, escrito por Matthew J. Kirby, começamos a perceber que as coisas não são tão simples e conseguimos perceber, finalmente, um grande amadurecimento dos personagens e da trama em si. 




Próxima parada: Bagdá, 1258. É para lá que o Anel do Infinito manda Sera, Dak e Riq, com o objetivo de corrigir mais uma falha histórica em sua missão de salvar a humanidade. Em meio a caravanas de mercadores e feiras onde são vendidos perfumes, sedas, tapetes e especiarias, os três aventureiros precisam descobrir um jeito de impedir a destruição de uma das maiores bibliotecas da época. Os mongóis estão cada vez mais perto, e o cerco a Bagdá é inevitável. Pelo que Dak sabe, os invasores vão jogar todos os livros da cidade no rio Tigre, até deixá-lo preto de tanta tinta! Mas a importância dessas páginas vai além da preservação de documentos históricos: sem as informações contidas ali, os três viajantes do tempo não poderão continuar a missão, e tudo o que eles conseguiram até então irá por água abaixo. Agora, os riscos são maiores do que nunca.




Depois dos acontecimentos vivenciados em A Maldição dos Ancestrais, nossos viajantes do tempo partem para sua décima segunda viagem com destino a Bagdá, no ano de 1258. Todo o esforço do trio parte da necessidade de concertar a linha cronológica da História, para que assim o temido Cataclismo seja evitado. Ainda com as vestimentas características da cultura chinesa, os jovens aventureiros terão que consertar uma das maiores fraturas já encontradas, o que será decisório para o futuro da missão. Para que isso ocorra, eles primeiro terão que desvendar um simples enigma, além de terem que adentrar os portões de Bagdá. Sem nenhuma referência de quem seja o Guardião do Tempo, eles se veem perdidos diante de tantos acontecimentos e das más ideias de Dak. E o que é pior, eles devem evitar que um grande acervo de livros, em especial uma única e importante obra, sejam destruídos com o Cerco, o que será um grande desafio.

Matthew J. Kirby, autor

- Sem esse livro - revelou Arin - a primeira e importantíssima Grande Fratura, a Fratura Fundamental, não poderá ser corrigida, e a missão inteira estará condenada ao fracasso. Novas Fraturas vão começar a ocorrer, mais rápido do que poderíamos dar conta. A Terra será destruída pelo Cataclismo. Nós, Guardiões da História, sempre soubemos que chegaria o momento de resgatar esse conhecimento sobre a Fratura Fundamental.
Pág.: 25

Ao contrários dos volumes anteriores, neste o trio se encontra em completa perdição, simplesmente por não terem informações completas. Isso chegou até a ser um ponto positivo para a trama em si, já que olhando para as aventuras anteriores, as coisas estavam mais "fáceis" em comparação, gerando assim limitações e mais dificuldades na missão. Além disso, pude perceber um distanciamento de Dak e Sera, que talvez seja pelo desgaste que eles vem sofrendo nas últimas missões ou puramente pelo fato dele irritar qualquer um, apesar de que nesta obra ele teve um amadurecimento considerável, mas ainda continua com suas brincadeiras e zoações que sempre atingem Riq.

Sobre a narrativa, digo que não percebi muitas alterações, visto que ela é feita na terceira pessoa, para que assim o leitor tenha uma visão dinâmica dos acontecimentos, além da apresentação do ponto de vista de todos os personagens. Contudo, a escrita do autor foi uma das que mais gostei, em razão da incomplexidade das palavras, bem como não apresentar uma escrita que resulte em uma leitura arrastada e sem emoção. Porém, ela fica atrás somente da que encontramos em O Alçapão, que ainda continua sendo a minha trama preferida. 

Capa estadunidense do sexto volume

- Ah, não - murmurou Abi, sacudindo a cabeça, com os olhos arregalados. - "A tinta do sábio é mais sagrada que o sangue do mártir". Assim disse o Profeta, que a paz esteja com ele.
Pág.: 57

Já estamos quase chegando no último volume da série e por isso as coisas começam a se movimentarem mais freneticamente. Intenso é uma ótima palavra para resumir essa trama, que por mais simples seja, mostrou que nem sempre encontramos simplicidades nos fatos, e que obstáculos podem surgir da onde menos esperamos. Confesso que quase surtei ao ver a previsão do lançamento do próximo livro, Atrás das Linhas Inimigas, previsto para Janeiro de 2015. 

Seguindo os mesmos parâmetros dos livros anteriores, na diagramação encontramos uma fonte com um agradável espaçamento entre as linhas. Já a edição conta com páginas amareladas e tanto os títulos quanto as ilustrações presentes na capa seguem o mesmo modelo da comercializada nos Estados Unidos, ou seja, com verniz localizado. Sobre a revisão, encontrei somente um erro, ou melhor, a ausência de um conectivo,  mas nada que altere o sentido do trecho. 

- Caso queira ler um trecho do livro, clique aqui.

Abraços,
Gustavo Demétrio
GUSTAVO DEMÉTRIO
É Resenhista e CDC aqui no Vida De Leitor. Um ávido leitor que sonha um dia se tornar um Arquiteto de renome. Admirador do universo e grande fã do Stephen King. Seus livros favoritos são: Série Torre NegraTigana, Sherlock Holmes Sob a Redoma. 
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Vestibular e Leitura


Saudações, caros leitores, como vocês estão?

Antes de mais nada, gostaríamos de deixar claro que o presente texto nada mais é que nossa humilde opinião e que não estamos criticando o gosto literário de ninguém ou dizendo que quem não lê não é um bom cidadão. Estamos apenas propondo uma discussão saudável e expondo um ponto de vista sobre o assunto.


Vestibular é um assunto que algumas pessoas abominam, já que são nessas horas que devemos aplicar todo nosso conhecimento adquirido durante o período de estudos. Por outro lado, temos aqueles que tentam conciliar estudo e leitura, levando muitos a escolherem somente uma das opções

Para alguns, o ato da leitura tem um significado bastante simplório, que às vezes nos remetem a "leitura-lazer". Porém, para outros, o mesmo representa uma atividade diária, de extrema importância e quase que considerada educativa, visto que por meio desta podemos tirar diversos benefícios que em momentos de vestibulares podem ajudar no entendimento ou até mesmo na resolução de alguma questão. 

Em avaliações como o ENEM, resistência e disposição são pontos que assumem papéis importantes para um vestibulando*, justamente quando levamos em consideração uma prova exaustiva, grande e que a todo momento requer atenção e leitura. Devemos ressaltar que a elaboração e aplicação de uma leitura diária pode enriquecer o seu vocabulário, podendo dar salvação na hora da redação, além de ampliar os conhecimentos, bem como a interpretação dos textos e imagens, como charges. Entretanto, uma má aplicação dessa prática também não irá gerar bons frutos. Assim sendo, devemos antes de tudo, organizar o nosso tempo para assim conciliarmos estudos, leituras e outras atividades do nosso cotidiano.

Focar nos estudos é essencial.

No que se refere a livros, não pense que seu professor de literatura estava sendo chato ao obrigá-lo a ler aqueles clássicos que muitos acham insuportáveis, como Vidas Secas, Dom Casmuro, Memórias Póstumas de Brás Cubas, poemas diversificados, entre outros, que são algumas das leituras obrigatórias de alguns vestibulares. O ENEM, por exemplo, cobra bastante do vestibulando conhecimentos ligados a Literatura Brasileira, além de questões relacionadas aos movimentos artísticos e literários, como o expressionismo, o romantismo e o surrealismo, respectivamente.  

Abaixo consta as principais obras cobradas em vestibulares: 

  • Os Lusíadas, de Luís de Camões,
  • Dom Casmurro, de Machado de Assis
  • A Hora da Estrela, da Clarice Lispector
  • Os Sertões, de Euclides da Cunha
  • Vidas Secas, de Graciliano Ramos
  • A Moreninha, de Joaquim Manuel Macedo
  • Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis
  • O Cortiço, de Aluísio Azevedo

Apesar de algumas faculdades não disponibilizarem uma lista de leituras obrigatórias, ter ciência das mais cobradas é essencial. Além disso, recomendo uma leitura mais aberta, dinâmica e que além de tudo, seja espontânea, sem ter aquele pensamento de que tem algo te forçando a fazer aquilo. Fora isso, não leiam somente por ler, leiam por prazer, por paixão por aquilo que representa o mundo, as ideias, por mais loucas e chatas sejam.. 

Caso queira ler mais sobre A Importância da Leitura na Formação do Cidadão, clique aqui.

* Tal terminologia foi utilizada em face ao fato de que algumas Universidades utiliza a nota do ENEM como quesito de admissibilidade, substituindo assim o tradicional vestibular. 

Abraços,
Gustavo Demétrio
GUSTAVO DEMÉTRIO
É Resenhista e CDC aqui no Vida De Leitor. Um ávido leitor que sonha um dia se tornar um Arquiteto de renome. Admirador do universo e grande fã do Stephen King. Seus livros favoritos são: Série Torre NegraTigana, Sherlock Holmes Sob a Redoma. 
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